<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323</id><updated>2012-02-16T18:39:06.688-08:00</updated><title type='text'>Antimídia Futebol Clube</title><subtitle type='html'>Que la chupen... Y que la sigan chupando.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7210027561435575008</id><published>2011-12-02T13:56:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T15:09:54.659-08:00</updated><title type='text'>O horror nosso de cada dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-QY5LD6X1C1A/TtlRLDWQQSI/AAAAAAAAAPI/Hm0MOxo2VIA/s1600/neymar_ronaldinho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QY5LD6X1C1A/TtlRLDWQQSI/AAAAAAAAAPI/Hm0MOxo2VIA/s320/neymar_ronaldinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681661655223648546" /&gt;&lt;/a&gt;Como dizíamos desde o início do ano, Ronaldinho Gaúcho faturou uma Bola de Prata. Apesar de todos os esforços da revista Placar, que tentou por diversas rodadas entregar a Bola de Ouro ao grande "mito" do nosso futebol, o campeonato do ilusionismo não conseguiu forçar a barra tanto assim. Mas aí está: o troféu já estava entregue ao jogador desde antes de o torneio começar; jogando o que jogasse, ele a faturaria. O triste de toda a história é ver que a Bola de Prata, que antes, por ser um prêmio menos circense, proporcionava seu prestígio ao atleta premiado, agora faz o contrário: corre atrás, em mendicância desesperada, daquilo que acredita ser uma "grife futebolística" (não importa se ascendente ou decadente) para que estas lhe emprestem um pouco de "importância" e "relevância". Uma contra-mão que tem como objetivo o famoso (e, neste caso, literal) pote de ouro no fim do arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santos logo entra em campo no mundial da pirotecnia - e, apesar de escaldado com os procedimentos do marketing moderno, ainda me causa espécie ver Paulo Ganso, que não jogou esse ano, ser apontado como "craque", ou como "destaque" do time. Uma vez pregada a estrelinha de bom menino na testa da nova geração, é impossível despegá-la. Chega a ser ofensivo dizer aos do atual público do futebol (ou mesmo entre alguns com anos e anos de vivência entre os altos e baixos do esporte) que Pato sequer devia ser convocado para a seleção brasileira, por exemplo. Eles espumam, ameaçam nos morder. Como contestar que Pato é um "craque", um "fenômeno"? Dizer que ele mal entra em campo? Dizer que ele marca uma quantidade irrisória de gols para alguém com sua reputação? Como blasfemar a ponto de falar que o garoto Lucas, do São Paulo, não é um prodígio? Só porque ele nunca decidiu uma partida importante em sua carreira? Não adianta: vivemos em uma redoma de letargia e mistificação barata, e o futebol moderno é um dos agentes mais certeiros para a perpetuação de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kleber "Gladiador" chegou ao Grêmio já com status de "ídolo". É bom lembrar que o sujeito sequer entrou em campo com a camisa gremista. Pelo visto, com todos tão em dia com as obrigações e procedimentos do futebol 2011, nesse círculo vicioso de construções cimentadas com marketing, nem precisaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7210027561435575008?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7210027561435575008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/12/o-horror-nosso-de-cada-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7210027561435575008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7210027561435575008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/12/o-horror-nosso-de-cada-dia.html' title='O horror nosso de cada dia'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QY5LD6X1C1A/TtlRLDWQQSI/AAAAAAAAAPI/Hm0MOxo2VIA/s72-c/neymar_ronaldinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3645153436774831864</id><published>2011-11-25T05:24:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T16:43:18.681-08:00</updated><title type='text'>A mistura de dois que não dá um</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-LlucmqGEZfU/Ts-XV0CGJrI/AAAAAAAAAIU/TI_NM1iJers/s1600/PQAAAKFcCZ2zG0gZHIv9KYluW7O5x0aj9kOEThTnGUSVr_vvdCl59u-rs0XiIqxVZi6YIbrTMb4C562aTqEeO-8AUxcAm1T1UDTfaQxQxRt0e7ko5aElFwSPYJAL.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 320px; height: 288px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678924056137967282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-LlucmqGEZfU/Ts-XV0CGJrI/AAAAAAAAAIU/TI_NM1iJers/s320/PQAAAKFcCZ2zG0gZHIv9KYluW7O5x0aj9kOEThTnGUSVr_vvdCl59u-rs0XiIqxVZi6YIbrTMb4C562aTqEeO-8AUxcAm1T1UDTfaQxQxRt0e7ko5aElFwSPYJAL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Abro espaço para tecer um elogio ao putardo do Bury. Os textos do cara são cirúrgicos, com instinto de “V de Vingança” – acredito que tinham de ser lidos em pleno “horário nobre” da televisão. E&lt;br /&gt;como ele contou essa linda historia de seu tragicômico domingo, vou dar continuidade a ela, voltando um pouco no tempo e a alguns domingos passados. Também será sobre o gordo Neto, mas, principalmente, sobre o nosso bom e velho “sangue, suor e lágrimas”, que tanto rivaliza com o “planejamento, execução e merchandising”.&lt;br /&gt;Estava relembrando com um colega de trabalho as primeiras lágrimas que derramamos no futebol. Ele é bem mais novo do que eu, outra geração ate – embora sua mentalidade e atitude não demonstrem isso. Rompeu aos prantos pelo seu Palmeiras-Parmalat derrotado em 1995. Ali, a&lt;br /&gt;sombra do antifutebol já rondava minha alma. Eu debutei pouco antes, em 1985. Desde esse ano, disputei torneios de futebol de salão e, ainda um garotinho de cinco anos no banco de reservas, não resisti aos gols que levamos numa prorrogação que valia titulo. Demorei a parar, ate que minha mãe ofereceu o lanchinho pós jogo e a coisa fluiu rumo a mais uma segunda-feira. Eu aprendia a nascer no futebol. Nos anos subseqüentes, derramei outras tantas lágrimas ao&lt;br /&gt;jogar, mas nunca pela emoção da vitoria; sempre decepção da derrota. O futebol sempre ensinou os jovens a lidar com as adversidades da vida de maneira adulta, enquanto ele foi futebol de verdade. Ao vivê-lo intensamente, as derrotas explodiam na sua cara, assim como o cronômetro, impiedoso, não podia parar – e realmente não há como se esconder num campo de jogo desses. Mas é no futebol profissional que o caldo engrossa – incluso o das lágrimas. Meus olhinhos fitavam a TV, enquanto Zico, Sócrates, Platini e Julio Cesar perdiam seus penais, na épica&lt;br /&gt;partida entre Brasil e França, na Copa de 1986. Não chorei; talvez muito novo, me senti “apenas” assustado e preocupado com o desespero e lágrimas de meus pais e tios, pós desclassificação dos canários. Parecia o anúncio de uma nova guerra mundial, de tão fúnebre que ficou minha casa. A vida seguiu. Vi meu pai, tomado pela raiva, espatifar no chão seus óculos quando D.W. Boschilla apitou o fim do jogo decisivo do Paulista de 1987. A luz havia acabado no bairro bem na&lt;br /&gt;hora do sagrado jogo, e ele acompanhou o prélio num daqueles aparelhos de imagem em preto e branco, que pareciam cinemas para formigas. Enputecido, ele se trancou no quarto e minha mãe, imediatamente, veio correndo, querendo saber o que tinha acontecido. Eu sabia muito bem o que era – e era muito mais do que uma derrota em um jogo. Era o poder do futebol que me encantava cada vez mais; já estava cooptado por ele, e por esse comprometimento que te fazia destruir um objeto que seria útil no dia seguinte de trabalho sem pestanejar – o futebol realmente desintegrava os homens. Mas também não chorei. O velho havia me levado, junto&lt;br /&gt;ao meu irmão e um primo, na primeira partida daquelas finais. Eu estava louco, não podia crer que existia tal universo nesse inferno de vida. Mas, em 1988, eu amadureci. Foi o primeiro ano que acompanhei, de fato (como “gente grande”), rodada a rodada, o Campeonato Paulista e não agüentava mais desconhecer o sabor de um titulo. Quando a ultima rodada chegou, e o Corinthians tinha de vencer o Santos e ainda torcer pela vitória dos rivais verdes (já desclassificados) contra a máquina do São Paulo, fiquei doido. E, do nada, anunciei ao velho: sou&lt;br /&gt;tricolor. Honestamente, episódios como esse me fazem crer que desde tenro garoto já tinha uma intuição de buscar, por conta própria, meu verdadeiro amor no futebol – ate que me encontrei com meu querido Juventus. Em 1995, por exemplo, tinha o pôster de Giovanni com a camisa do Santos no meu quarto – não acho que essa seja uma atitude muito normal de um “corintiano”. Mas voltando a historia, eu tinha de ser campeão, de qualquer jeito. Ate que Gerson Caçapa matou os tricolores e me salvou de ser um Bâmbi. O convite, irrecusável, do velho para&lt;br /&gt;irmos a primeira partida das finais contra o fortíssimo Guarani, me trouxe uma real possibilidade de ser o primeiro. ‘É agora ou nunca! Quem é esse Guarani ai?’. Envolto nessa insuportável expectativa, rumamos ao Morumbi inflado de bandeiras e rojões. Eis que surgiu, então, a famosa bicicleta de Neto – que, por sinal, aconteceu bem na nossa frente. E ali, como acontece com todo choro verdadeiro, eu explodi. Era muito humilhante levar um gol daqueles (ainda mais numa final) e o time adversário era visivelmente superior em campo. Eu não queria acreditar no meu azar. Somado a minha inexperiência de vida (e de jogo, também), o gol me fez visualizar duas goleadas bugrinas nas finais. Me fechei no meu assento e chorei feito um bebê, ate que o primeiro tempo acabara e eu, por fim, me acalmara - sem aquela tinhosa presença da pelota que parecia correr contra meu destino. Acredito piamente que as primeiras lágrimas no futebol têm de ser de tristeza, ou raiva. Como a raiz que vem da terra e troca com o ar seus&lt;br /&gt;fluidos vitais – de baixo pra cima, de dentro pra fora, como toda revolução. Todavia, não chorei de alegria com o titulo de Viola, uma semana mais tarde – talvez ainda novo, um pouco tímido para derramar lágrimas triunfantes. Faltava algo, mas ali eu aprendi a bater punheta no futebol. Por mim, eu podia passar o resto da vida sem outra conquista, outra taça – já tinha passado pelo mais difícil, a perda da virgindade e da falta de gozo. E como ele é bom! Dois anos se passaram. Quem conviveu com o Corinthians nesses tempos, lembra que pós torneio estadual, não havia muito mais esperança pro restante do ano. Assim, quando Silvio e o Bragantino massacraram o time de Marcio e Ronaldo, fui as lagrimas de desespero – bradei pela casa que não iria a escola na manhã seguinte. Fui, mas colei num camarada corintiano e lancei: ‘pois é, agora só no ano que vem’. Como eu morro pela minha boca! O Campeonato Brasileiro chegou e com ele havia&lt;br /&gt;Neto jogando como um Maradona (quase, ok). Seu futebol e liderança (muito mais do que “apenas” suas cobranças de faltas) levaram o Corinthians a um mata-mata decisivo. A expectativa era muito grande, e o velho levou seus pupilos a partida contra o Galo Mineiro, pelas quartas-de-finais. A necessidade de um bom resultado em casa, misturado a falta de cancha daquele plantel, fez o jogo transcorrer de maneira absolutamente dramática, digna de um teatro grego da&lt;br /&gt;antiguidade. O jogo era elétrico e o Pacaembu tinha uma atmosfera de guerra literalmente, com bombas e gritos enfurecidos. Faltando quinze minutos pro fim de jogo, o placar apontava a vantagem mínima pros visitantes. Eis que o camisa dez, em dez minutos de jogo, virava o escore e sacramentava a vitória. No primeiro tento me emocionei muito, mas todos ali sentiam, juntos, que o empate ainda não era o orgasmo. Mas no segundo, explodi como nunca. Não havia como&lt;br /&gt;resistir, segurar – como uma avalanche nas montanhas de neve. O aspecto heróico presente, o fraco batendo o forte, os abraços com meu irmão e com outros desconhecidos, os gritos ensurdecedores da massa, a expressão de delírio de meu pai... gozei, digo chorei – e muito, aos berros! Ali eu aprendi a foder no futebol. Fui empurrado para dentro do trem da alegria, como fazem com você no metro de SP as 18 horas (na verdade, em quase todos os horários hoje em dia). E adorei, claro.&lt;br /&gt;Voltei a molhar o rosto e ruborizar os olhos em outras oportunidades: em 93 e 95, nas duas maiores roubalheiras que já vi – e nas duas eu torcia pelo afanado – e ate mesmo com o Brasil de Romário, em Los Angeles (minha grande despedida da seleção). Logo viriam a Nike, a Globo e as Ronaldos-Manias e todos os meus prantos a seguir (e já foram muitos, garanto) viriam acompanhados de um ódio mortal e não mais de decepção ou êxtase esportivo. Desses não quero falar agora. Ate que chegou a Mooca, nossa querida torcida e o titulo de 2007, o “Javarinazzo”&lt;br /&gt;seguido de um milagre no ultimo segundo de uma temporada inesquecível pra mim e pro Juventus - detalhe, hoje faz exatos quatro anos desse dia inesquecível. Como Roberto Gomez Bolaños, fiz Pi-pi-pi-pi-pi-pi... Ali eu renasci no futebol e chorei com tal – e senti, uma vez mais, que nenhum dos choros antes dos grenás tinha esse sabor. Essas minhas memórias clubísticas antes de minha epopéia com os Travessos foram apagadas, sobrepostas pela paixão que descobri no time da Javari. Mas as lembranças permanecem ativas como coisas que vivi, aprendi, sofri e gozei. Hoje, nem ligo mais pra lagrimas de vitorias e&lt;br /&gt;derrotas. Numa guerra, como a que estamos metidos contra o dinheiro, elas são apenas um combustível natural pra suportar a pressão. O mundo globalizado, misturado, onde a Coca-Cola Company promove shows para Chitãozinho e Chororó compartilharem o palco com a “roqueira” Pitty (de acordo, afinal eles representam o mesmo estilo, ou seja, o comercial) e a torcida favelada do Rock Gol da MTV veste camisetas do Mc’Donalds e Banco do Brasil não me agrada nem um pouco. Outro dia liguei nesse programa pra ver se ao menos um futebol que já nasceu&lt;br /&gt;pra ser idiota me agradava. Mas não consegui fitar a imagem por muito tempo. O gramado&lt;br /&gt;sintético e (muitas) outras coisas me fazem enxergar o futebol business em todo lugar. Lá estava, como sempre, o ex-árbitro Edmundo Lima Filho, que foi bandeirinha na final de Viola, em 88, e arbitro principal na final carniceira de 90. E como disse o Bury, o Netão, hoje “comentarista”, realmente comparou a virada de Adriano com essa que acabo de relatar, apesar da gritante distância entre elas. Simples, porque quando se custa caro e se sai de Porsche do Pacaembu, o&lt;br /&gt;negocio tem de ser grandioso, a qualquer custo. Chorei, largado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3645153436774831864?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3645153436774831864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/mistura-de-dois-que-nao-da-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3645153436774831864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3645153436774831864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/mistura-de-dois-que-nao-da-um.html' title='A mistura de dois que não dá um'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LlucmqGEZfU/Ts-XV0CGJrI/AAAAAAAAAIU/TI_NM1iJers/s72-c/PQAAAKFcCZ2zG0gZHIv9KYluW7O5x0aj9kOEThTnGUSVr_vvdCl59u-rs0XiIqxVZi6YIbrTMb4C562aTqEeO-8AUxcAm1T1UDTfaQxQxRt0e7ko5aElFwSPYJAL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5030119426606042038</id><published>2011-11-23T14:33:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T16:31:50.891-08:00</updated><title type='text'>É que a maquiagem ajuda um pouco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-86lQ2tkOgDU/Ts1-BreLCyI/AAAAAAAAAO8/fdfEiu4bpLE/s1600/neto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-86lQ2tkOgDU/Ts1-BreLCyI/AAAAAAAAAO8/fdfEiu4bpLE/s320/neto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678333272498309922" /&gt;&lt;/a&gt;Aproveitando que Toro reativou este sítio, contarei uma breve historinha aos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não via um jogo há umas três semanas. Não havia vontade. O Brasileiro, que todos os envolvidos financeiramente com a competição sacramentam ter "um final emocionante", só me provoca bocejos. Tudo ali recende a morte e oportunismo; cada novo jogo é um velório de 90 minutos com gente a disposta a tudo pela venda do caixão mais caro. Coisa reservada aos nulos de espírito ou aos entusiastas das facilidades modernas (tecnologia, consumismo, conectividade, etc.). Pois bem: fui encarar de assistir Corinthians x Atlético-MG. Não consegui; me perdia em meio a outras coisas mais interessantes. Então o Galo sai na frente - e o Mosqueteiro empreeende uma pressão tão fajuta, tão em acordo com esses tempos de aceitar qualquer carrinho como "raça", que instantaneamente passei a ter nojo daquela vergonha em campo. Era uma pressão desordenada e de fundo medíocre porém já rotulada de antemão como "típica do Corinthians"; a classificação precedia o que acontecia em campo, e assim deveria ser engolida pelos que assistiam, mesmo que esses percebessem ali um time amedrontado com a repercussão da derrota em casa para seus planos pessoais, e não um esquadrão em busca de uma virada a segurar o próprio coração na ponta de uma estaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então o orgasmo da mídia (essa entidade que hoje é quem pressiona os jogadores e as agremiações, não mais a torcida) entra em campo: Adriano. Neto já percebe que o "Imperador" não tem condições de jogar, e o diz, até mesmo com certa raiva, no microfone da Band. De repente, Adriano faz o tento que vira a partida. Eu desando a rir, não conseguia parar de gargalhar, tive um acesso de riso como há muito não tinha, pois ali estavam desnudadas as maiores falácias do futebol moderno: um sujeito que, de gordo e aleijado passa a gênio em um piscar de replays; uma torcida que vaiava uma atuação bizarra de seu time e que, em alguns instantes de uma magia que só o hipnotismo coletivo pode proporcionar, passa a considerar aquela uma "virada histórica" (é muita história sendo feita em tempos tão nulos, não?); comentaristas de TV e redatores de sites já com as manchetes prontas, tipo "Adriano salva o Timão", "Virada na raça", "Sofrido como corinthiano gosta" e bobagens assim que não apenas não davam conta da piada que se via em campo, mas que mostravam como nossa época carece (mas não se interessa por isso) de sair do script do lugar-comum... Saí da sala ainda gargalhando; com o cenário todo pronto em minha mente, só precisaria ali continuar se fosse débil mental. No dia seguinte, por prezar minha saúde estomacal, não acessei site algum - somente um, o blog do querido Neto, que, já esperado, mudava seu discurso, agora em prol de Adriano, pois este "calara sua boca". Assim funciona: mude sua opinião de acordo com o lado para o qual o dinheiro e a preguiça mental apontam. Não mais assisti a nada relacionado a futebol ou ao imundo Brasileirão depois disso; e, quando algo surge de surpresa, minha reação imediata é dar risada. Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Em tempo: o site do garoto Lucas, esse craque que nunca decidiu um jogo, lançado com estardalhaço essa semana, configura-se como um dos capítulos mais constrangedores do futebol em toda a sua história. Não linkarei esse entulho aqui - se tiver curiosidade em ver a maquiagem que o modernismo reserva a seus "meninos de ouro", vá ao Google por sua conta e risco.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5030119426606042038?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5030119426606042038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/e-que-maquiagem-ajuda-um-pouco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5030119426606042038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5030119426606042038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/e-que-maquiagem-ajuda-um-pouco.html' title='É que a maquiagem ajuda um pouco'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-86lQ2tkOgDU/Ts1-BreLCyI/AAAAAAAAAO8/fdfEiu4bpLE/s72-c/neto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-925243755321186001</id><published>2011-11-23T07:02:00.001-08:00</published><updated>2011-11-23T07:13:39.261-08:00</updated><title type='text'>Mudanças necessárias (e amargas)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ELTb8lwSFRc/Ts0LH9yADZI/AAAAAAAAAII/aWD5jR4RIw0/s1600/NOT-emocionado-maradona-se-despede-da-mae-na-argentina1321908065_400_303.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 242px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678206936655334802" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ELTb8lwSFRc/Ts0LH9yADZI/AAAAAAAAAII/aWD5jR4RIw0/s320/NOT-emocionado-maradona-se-despede-da-mae-na-argentina1321908065_400_303.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Inspirado por dona Tota, ouvindo Alice in Chains&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A permanência de Neymar no futebol brasileiro não significa uma vitoria do mesmo sobre o de fora, por favor! Significa business, planejamento, portfólios e marketing. Sou formado em Publicidade e dependente químico de futebol; dessas coisas aí eu até conheço um pouco. Se ele for pra Europa, primeiro vai ter que dividir a atenção com outros menininhos que já adquiriam esse status de Deus, tipo uns Cristianos e Lioneis que andam por lá - de Ferraris, claro. E dividir no business (o sinônimo de futebol hoje) significa menos bufunfa, nego! Olha o perigo, ai! Não podemos esquecer também da adaptação, sempre difícil para Sócrates ou Violas (tanto faz sua formação de vida). Você estará longe de tudo que sempre te cercou. Nem mesmo jogando bola e enchendo o cu de dinheiro, às vezes, compensa o esforço, e seu rendimento em campo pode (como muitas vezes já vimos em outros players) piorar – e muito. Pra que ver Neymarzinho rebolando de clube em clube, de fracasso em fracasso como seu heroizinho Robinho? Nada que vá atrapalhar sua participação da seleção da Nike. Pra se chegar nela hoje, basta vender - sabemos disso. E as vendas virão lá ou cá, jogando bem ou não, porque sempre se joga bem nas mesas dos publicitários e empresários. Mas será muito melhor vestir a antes sagrada – hoje, mais do que profanada – amarelinha sem esses atritos de imagem. Outro aspecto importante, é que não há mais diferença entre o futebol de lá e do cá no que diz respeito à carreira e outras coisas. Agora temos, aqui na terra das bananas, a mesma liga de 38 rodadas, o calendário, estádios (e alma) cada vez mais “europeus”; se não temos a Sky alimentando toda essa parafernália (tenham inveja, putos saqueadores!) aqui está dona Rede Globo pra fazê-lo. E graças a toda esta investida covarde que aqui sempre citamos, o Brasil tem hoje uma classe de consumidores do futebol tão potente quanto à de um país de primeiro mundo. Consumir é fácil, consome-se com avidez ate escovas de cabelos, amigo! E apesar do futebol não encontrar quase nenhuma diferença mais entre os diferentes torneios (ate porque todos eles estão recheados com jogadores do mundo todo), aqui, sabemos, o nível dos clubes médios e pequenos está cada vez mais paupérrimo e isolado de qualquer disputa com os da “elite”- e na verdade, isso também não tem muita diferença com o que vem acontecendo no velho continente. Sobraram, no “país do futebol”, os 12 grandes (num território que abrangeria quase toda a Europa; sinceramente esse número pra mim não é baixo, nem alto e, sim, absolutamente normal) e assim se disputa o “melhor campeonato do mundo”. Portanto, fazer Neymar ficar é fazer (muito) mais dinheiro. É apenas mais uma nova fase da investida capitalista no espírito esportivo e, conseqüentemente, da destruição do mesmo. Sinto muito, mas nós, do Antimídia, não compramos essa balela que tentaram nos fazer engolir. Abro a Folha de SP hoje e vejo a manchete “Não a Ronaldo”. Poxa! Seria um milagre dos deuses do futebol? Alguma – por fim – critica ao primeiro e onipresente deus do futebol mercantilizado? Que nada, Torito! O “não” que o Santos teria dito ao Real Madrid e a seu procurador Nazário - o novo “homem”empresário – só reflete na reportagem a promoção dessa nova fase de Ronaldo e os rios de dinheiro, claro, que ela vai trazer consigo. Foi apenas mais uma pecinha nesse quebra-cabeças, um estímulo a mais pros leitores receberem em suas consciências amortizadas pelo novo futebol, onde sumiu a expressão “mercenário”de tanto que ela se coloca como regra hoje pros players e afins. Tanto que no Uol – da “respeitável” Abril – nem havia mais um “não”estampado (esse que tanto dizemos, mas com o coração); estava lá, direto, a manchete de que o Fenômeno havia feito uma oferta por Neymar. Faz-me-rir! O açougue continua funcionando no futebol mercantilizado, gente! Amaciando e depois perfurando. Os deuses realmente estão onipresentes, nem precisam mais viajar além mar; aqui é a terra deles e de suas contas bancarias! E nos aqui, metendo o pau em tudo o que vier pela frente! Aguanten el blog de la locura!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;...E Diós ficou órfão: lembro da historia do vestiário argentino, antes da partida contra os ingleses, na Copa do México, em 1986. Diego, sentindo todo o peso da nação, começou a chorar e gritou pela mãe “tiengo miedo, Tota! Tiengo miedo!”. Não houve convulsão, porque esse é O verdadeiro! Passada a explosão, virou-se a todos e gritou pela vitoria que ele traria (quase sozinho) dali alguns minutos – o maior de seus milagres! Dona Tota fora recebida com toda alegria e força que merecia na sua morada esperada. Forza Diego! Sempre estaremos contigo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-925243755321186001?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/925243755321186001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/mudancas-necessarias-e-amargas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/925243755321186001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/925243755321186001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/mudancas-necessarias-e-amargas.html' title='Mudanças necessárias (e amargas)'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ELTb8lwSFRc/Ts0LH9yADZI/AAAAAAAAAII/aWD5jR4RIw0/s72-c/NOT-emocionado-maradona-se-despede-da-mae-na-argentina1321908065_400_303.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7096384112097573662</id><published>2011-11-20T03:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T03:59:10.362-08:00</updated><title type='text'>¡Canchatumadre!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-IZt9vJj2wIw/TsjpzgeP6xI/AAAAAAAAAH8/zHZR6crYP9E/s1600/PQAAAMgDLS1edJLCXsnuUxtG3GjE3eOYzaFJY72XnDpXrnzKfdT7hZ0_wuP1zPDQEraCsabGfBsinyEd-lMLUdtSY5QAm1T1UF_Xvb0wHDUVH-4t8IBtcmWKwTb5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 320px; height: 240px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677044401399917330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-IZt9vJj2wIw/TsjpzgeP6xI/AAAAAAAAAH8/zHZR6crYP9E/s320/PQAAAMgDLS1edJLCXsnuUxtG3GjE3eOYzaFJY72XnDpXrnzKfdT7hZ0_wuP1zPDQEraCsabGfBsinyEd-lMLUdtSY5QAm1T1UF_Xvb0wHDUVH-4t8IBtcmWKwTb5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de minha trilogia da amargura, volto a girar minha metralhadora. Há um “detalhe” (curioso e perturbador) à respeito dos estádios de futebol nestes idos correntes: os espaços para os “ricos” e para os “pobres” foram completamente invertidos de papéis. O que se vê hoje é o futebol elitista, sonho de tolos do início da história do jogo, que queriam aquele jogo&lt;br /&gt;“só pra eles”. Desde que o futebol saiu das galerias das escolas britânicas e das pompas da “alta sociedade”, que promovera em primeira mão aquele espetáculo, os estádios tomaram aquela mágica forma de, aproximadamente, 75% para o povão (setores populares, no cimento) e o restante para os mais abastados, que podiam comprar uma entrada mais cara do que os demais e&lt;br /&gt;desfrutar do jogo todos sentados e com cobertura contra possíveis intempéries do tempo. Foi tudo natural; a demanda exigiu esse desenho e assim nasciam os campos mundo afora. Devido à volúpia da massa, que começou a viver a paixão desse jogo inigualável, as festas não tinham precedentes na história do esporte, o grito de gol tornou-se o orgasmo fora do sexo – embora tão&lt;br /&gt;descontrolado quanto. Assim explodiu na cara do planeta o filho retardado do rugby. O tempo passou, &lt;a name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt;chegou o maldito futebol modernista e a coisa, em torno dos dez anos, se inverteu por completo – e ainda continua a piorar. Se pararmos para analisar os campos de futebol de hoje,&lt;br /&gt;vamos conferir que quase todo o ambiente está recheado com as classes A e B (atenção os da B; já tem hora marcada pro fim de seu deleite também), enquanto o povo vem sendo (literalmente) chutado para fora dos mesmos. O espaço onde se identificam os verdadeiros torcedores está cada vez mais diminuto – parece, as vezes, até uma jaula de zoológico (a Arena de Amsterdã tinha um setor desses já no seu projeto inicial, em 1996), onde ficaria o exótico, o diferente. Pois o&lt;br /&gt;comum, o padrão, agora é aquele torcedor que só vive pela vitória (não sabe lidar com os outros dois resultados possíveis no escore –bem típico de um consumidor que exige “sucesso” a qualquer custo), compra todos os produtos idiotas do seu clube, não canta absolutamente nada (vale lembrar que o canto é a arma de um torcedor) e segue, de olhos fechados e coração aberto (eita combinação perigosa!) tudo o que o molde da mídia manda (e desmanda, também). A&lt;br /&gt;atitude cada vez menos da vazão pela tradição de seu clube e cada vez mais de sua autopromoção&lt;br /&gt;e presença (quase que somente) física nas bancadas – todos loucos pelas câmeras de TV (ou de celulares, idem)para forçarem uma lágrima ou expressão de delírio, susto ou qualquer rostinho deformado que imprima pro outro lado das telinhas algo que deve ser real, mas que nem sempre surge efeito ali mesmo, in loco, nas canchas, onde estão seus players e sua camiseta. Alias, fica aqui um aviso para esses momentos, onde os escolhidos pelas câmeras beijam seus escudos: fiquem atentos&lt;br /&gt;se seus lábios não estão tocando também um dos diversos anúncios, que hoje inundam sua malha. E, realmente, nada está tão ruim que não possa piorar um pouquinho. Em 1995, mister Fernando (In) Capez determinava o fim das festas nos estádios. De lá pra cá, essa “tendência” está acelerando, deixando para trás a alegria e impondo o controle. Assim se constrói uma nova Broadway. Lavagem cerebral bem feita vem carregada de muita diversão e é feita vagarosamente,&lt;br /&gt;para abafar qualquer percepção de manipulação, que agride quem não está alienado a ela. E a sociedade aceita passivamente e segue sua vida mundana, material. Sobre os estádios europeus (a musa do restante) nem sobram muitas palavras. Nem a privada da Rainha da Inglaterra deve ser tão asséptica quanto o campo do Manchester United, por exemplo, - ironicamente chamado de Teatro dos Sonhos (pesadelo ficaria bem melhor, agora). O Santiago Bernabeu, campo dos&lt;br /&gt;merengues de Madrid, deve ter algum mecanismo para repelir qualquer manifestação&lt;br /&gt;que não seja digna de reis – por que não lhes calam? E isso piora a cada corajosa bisbilhotada que dou, provavelmente a cada seis meses, pela ritmo que está minha vontade de ver o novo futebol. Vejam: nada contra o limpo e o burguês no futebol (afinal, ele é pra todos). Mas necessitamos de nosso cimento, nosso alambrado, nossos urros e gozos. Não me sinto um “animal” por estar atrás de uma grade – senão me sentiria assim num parque de diversões, por&lt;br /&gt;exemplo. Nós, torcedores, nos tornamos animais quando somos tratados como tais pelas autoridades que organizam o jogo: com ingressos caríssimos, abuso de poder, com controle do que podemos e não podemos cantar, falar e – tudo isso – assistindo espetáculos cada vez mais fraquinhos e previsíveis pintados de épicos. E essa luta de classes no futebol não significa que somente das mais baixas na escala podem sair os verdadeiros torcedores a que me refiro sempre. Quem já viu Roberto Justus hinchando sabe do que estou falando. Mas a minha metralhadora de&lt;br /&gt;hoje reflete o fuzilamento poético da maioria da população e o corte na raiz da atitude natural de ser num campo de futebol – dispensada sem honra, nem mérito. A atitude tem de vir sempre acompanhanda da mentalidade, como o yin e o yang. E este quadro pode, sempre, piorar, pelas mãos e mentes dos chefões da pelota. Mesmo que um torcedor venha das classes mais baixas, sua mentalidade e atitude já podem estar muito bem corrompidas pela nova ordem, que reflete a vida das “altas”: vide os celulares ligados e apontados sei lá pra onde, no exato momento em que seu time está fazendo um gol - sinceramente, isso pra nós do Antimídia é algo inadmissível. Ou então, novamente citando, essa exigência imediatista de vencer, como está acontecendo com o Palmeiras – que pra mim não está sofrendo nada mais, nada menos do que os efeitos do câncer do novo futebol, como todos os outros clubes estão ou vão sofrer, cedo ou tarde. Coisas assim não podem mais perpetuar. Bom domingo à todos – sem futebol “profissional”, por favor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7096384112097573662?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7096384112097573662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/i-canchatumadre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7096384112097573662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7096384112097573662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/i-canchatumadre.html' title='¡Canchatumadre!'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IZt9vJj2wIw/TsjpzgeP6xI/AAAAAAAAAH8/zHZR6crYP9E/s72-c/PQAAAMgDLS1edJLCXsnuUxtG3GjE3eOYzaFJY72XnDpXrnzKfdT7hZ0_wuP1zPDQEraCsabGfBsinyEd-lMLUdtSY5QAm1T1UF_Xvb0wHDUVH-4t8IBtcmWKwTb5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6984007879673953137</id><published>2011-11-18T18:26:00.001-08:00</published><updated>2011-11-23T04:02:36.479-08:00</updated><title type='text'>Meu mundo sem futebol</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-2kBYXgx5imY/TscUAP-_fcI/AAAAAAAAAHw/UrmZPtOYkmU/s1600/thats-all-folks1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 286px; height: 213px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676527849847094722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-2kBYXgx5imY/TscUAP-_fcI/AAAAAAAAAHw/UrmZPtOYkmU/s320/thats-all-folks1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Acordo. Muitas vezes, após um sono perturbado. Não posso pensar na bola. A realidade nua e crua bate à porta: a imperiosa necessidade de trabalhar, sobreviver neste Inferno. Em São Paulo, minha terra natal (que tanto amo e odeio), purgatório do bem e do mal, se encontra a infâme Babilônia – lar da exclusão e injustiça social, morada dos maiores preconceitos e afetos deste planeta. Após tomar a primeira de muitas doses de remédios que vou ingerir até o fim do dia, devo me conectar às linhas cibernéticas – até porque não encontro, de imediato, nada melhor para se fazer. Já passei do ponto de segurança de não me tornar um monstro ao combatê-los. Nem um inseto consegui me tornar – a frase de Marilene Felinto cada vez mais verdadeira e presente. Sinto-me fadigado, como se arrastasse em minhas costas uma rede lotada com toneladas de peso.&lt;br /&gt;Nunca precisei do universo da música, cinema, escultura, pintura... tinha o futebol comigo, e nele havia tudo isso e muito mais. Sempre segui as tentações da vida com entusiasmo e coragem. Mas já é passado o tempo de me afastar deste vício de querer a pelota. É perigoso demais pra mim; catalisa o processo da fadiga. Devo escrever, então. Mas como o faço sempre com o coração em primeiro lugar, esta também se torna uma tarefa estafante. Exige-me lágrimas pesadas de&lt;br /&gt;sangue, carreiras poéticas e figa apertada na canhota. Penso, penso e penso. Devo comer para me manter (minimamente) saudável. Tudo é caro, droga. Comer aqui custa muito dinheiro (trabalhemos, pois). Após invadir a internet, ela me rompe. O show do inútil e das notícias controladas diante de meus olhos. A mídia que serve de termômetro para esta sociedade domesticada até o talo. Para acalmá-la do caos, até mesmo dicas de como pintar as unhas vira notícia de destaque nos portais mais acessados e “respeitáveis”. O mundo se deixando levar&lt;br /&gt;pelo oco. Volto ao dia-a-dia. Pouco me agrada no mundo artístico vigente, domado pelo tesão do auto-gozo e superficiais artifícios. Me arrependo, por um breve e dolorido instante, de não ter vivido qualquer outra manifestação artística com a mesma intensidade com que fiz com o futebol – ou ele teria feito isso comigo, e só ele poderia tê-lo feito? Acho que encontraria algo, sim, de meu agrado. Escondidas por aí, verdadeiras representações de arte ainda existem, sei disso. Mas não posso mais desfrutá-las, sem poder fazer com o número um em minha alma – é como um trêm perfeitamente funcionando e que de repente, perde a locomotiva. Chega! Agora, preciso pensar no trabalho. Pego às 13 horas e saio as 22. São duras, porém revigorantes horas. Fico longe das lágrimas na pressão da labuta, e só isso já bastaria para eu valorizar (e muito) aquele local. Mas como diria o pai de Kevin Arnold, “trabalho é trabalho”. Meu corpo pesa, dói em várias partes, por fora e por dentro. Moído pela fadiga física – que nunca vai ser tão intensa quanto a mental – penso muito no futebol. O problema sempre aparece se alguém quer falar de futebol comigo. Adoraria manter o mesmo padrão de alegria que eles, mas é impossível. A sombra&lt;br /&gt;paira em mim desde 1996. Ela não me deixa em paz. Gera muito ataque nervoso e sinto, sempre, o dever de promover o anti futebol midiático que, inevitavelmente será (indireta ou diretamente) o assunto em questão. Sabem como é: cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça. Fim de expediente é hora de enfrentar a solidão do apartamento novamente. Tenho que comer mais um pouco, mas o estômago está doendo, apesar de ranger de fome. Sinto falta dos amigos,&lt;br /&gt;do amor, da fiesta del fútbol! Mas não consigo mais enfrentar o caos do metrô, do transporte público paulistano. Engraçado que quanto mais propaganda otimista faz o Governo, pior, de fato, está o quadro que se tenta desenhar. Assim como no futebol moderno. Quanto mais os “narradores” gritam algo como “...é pura emoção, amigo!”, mas ela se faz ausente. Então fico comigo mesmo e o vazio do futebol e da vida. Tomo os últimos remédios: um pra dormir, outro pra não chorar, mais um pra cagar, outro pra respirar, pro psico, pro alento. E o melhor, e mais esperado, deles vem no último ato do dia, quando coloco no moderníssimo aparelho de DVD um jogo antigo qualquer – não me canso de nenhum deles! Em transe, começo a sonhar acordado. Ou teria vivido dormindo? Nem me importa. Mais um dia se foi, vencido, superado e a vida segue. Esse é o mundo de Deus, hombre! Passo longe de aceitar que minhas recentes lamúrias são sobre a vida, em primeira estância. Na derrocada é que deve-se viver seu ápice, diriam&lt;br /&gt;Nietzsches, Hemingways e Seixas. É apenas a lamúria do futebol. Desse, eu já abri mão faz tempo. Boa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6984007879673953137?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6984007879673953137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/meu-mundo-sem-futebol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6984007879673953137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6984007879673953137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/meu-mundo-sem-futebol.html' title='Meu mundo sem futebol'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2kBYXgx5imY/TscUAP-_fcI/AAAAAAAAAHw/UrmZPtOYkmU/s72-c/thats-all-folks1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6987055854529144720</id><published>2011-11-18T05:50:00.000-08:00</published><updated>2011-11-24T11:09:42.433-08:00</updated><title type='text'>Pelo amor dos meus filhinhos!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-7ZS2s4H-9wQ/TsZj6cTb4eI/AAAAAAAAAHk/Vg6SRqljiqE/s1600/desenho_joana_darc_fogueira.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676334236028363234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7ZS2s4H-9wQ/TsZj6cTb4eI/AAAAAAAAAHk/Vg6SRqljiqE/s320/desenho_joana_darc_fogueira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O futebol é meu ópio. Dependo demais dele, muito mesmo. Hoje, sofro porque não quero mais lutar por ele – não se pode ressuscitar algo jazido. Enquanto havia esperança, havia energia e futuro. Ultimamente, escrevo e falo com desânimo. Me enche de tristeza ver as pessoas ainda perdendo tempo com o futebol, vivendo-o como se ainda fosse aquele mágico jogo de alegria.&lt;br /&gt;Hoje é guerra, na carne mesmo. Estão queimando nossas ações, em nome do lucro. Sinceramente, eles venceram, pilharam e nos resta esperar para ver ate onde este câncer vai&lt;br /&gt;crescer sem que tudo exploda pelos ares. A televisão deixou o futebol burro,&lt;br /&gt;muito burro demais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez eu esteja perdendo meu tempo ao desistir, me rebaixando mais ainda na categoria dos vermes terráqueos. Mas sei que vivi 15 anos gritando contra isso tudo, enchendo o saco de quem convive comigo, alertando “meio mundo” de que a arte esta sendo derrotada pela mediocridade rentável, a arma do capitalismo contra a vida. E todo esse ódio me levou a solidão e&lt;br /&gt;loucura clinica. Não me falta força ou paciência – sobra-me desdém a este patético&lt;br /&gt;circo que virou o futebol. E pra que lutar contra um circo, não? Deixem os&lt;br /&gt;pulhas pularem por ai como pipocas, enquanto a semente que gera o sabugo jaz apodrecida&lt;br /&gt;nas galerias das mesas de edições mídias afora. No inicio das mudanças, eu&lt;br /&gt;realmente acreditava que as pessoas iriam se rebelar contra as terríveis&lt;br /&gt;mentiras que construíram esse novo futebol modernista. Que por mais poderoso&lt;br /&gt;que fosse, haveria um limite para a investida do dinheiro nos campos de jogo. Mas&lt;br /&gt;não há. E as pessoas seguem como sempre: escolhendo o caminho da aceitação das&lt;br /&gt;mudanças, sem ao menos filtrar o que se passa por seus olhos e mentes. A vida&lt;br /&gt;segue, seja como for, não? E como uma catastrófica bola de neve, o que era emoção&lt;br /&gt;foi sendo substituído por controle autoritário (das regras de jogo, ações&lt;br /&gt;policiais, etc), festas com limites estabelecidos (parece piada imaginar um&lt;br /&gt;descontrole controlado) e, principalmente, justificativas midiáticas com&lt;br /&gt;efeitos imediatos no senso comum. Qualquer problema que surge e que parece ameaçar&lt;br /&gt;a nova ordem é rapidamente abafado com alguma matéria televisiva idiota,&lt;br /&gt;divertida infantilmente (Globo Esporte!), pouco informativa e que transforma&lt;br /&gt;toda e qualquer ação de qualquer ator envolvido com o jogo (jogador, narrador,&lt;br /&gt;torcedor, dirigente, autoridades) em padrão. Seja isolando aquilo que pode lhes&lt;br /&gt;incomoda ou exaltando (com intensidade que envergonharia ate os faraós) aquilo&lt;br /&gt;que lhes traz dinheiro (tipo esse Neymar aí). Para isso estão aí os Thiagos Leifferts.&lt;br /&gt;E não adianta trocar de canal. Você não vai mais encontrar uma Bandeirantes,&lt;br /&gt;que sempre representara o sentimento simples e direto de que o futebol pertencia&lt;br /&gt;ao povo. Infelizmente, não o é mais. Todos envolvidos, hoje, têm o dever de&lt;br /&gt;seguir (com cabresto e sorriso confiante) este mundinho que a Rede Globo trouxe&lt;br /&gt;para cá, agradando mentores das Nikes, FIFAs e afins. Ai reside a certeza de&lt;br /&gt;que estamos sozinhos nessa luta. Sobrou você, sua consciência e sua dor. A&lt;br /&gt;ditadura não morreu; lamentavelmente, o futebol atual deixa claro isso. E a atuação&lt;br /&gt;do torcedor se encontra absolutamente controlada, regulada – nem uma bandeira se&lt;br /&gt;pode levar mais aos campos do jogo; quiçá manifestar-se abertamente contra&lt;br /&gt;aqueles que são os proprietários do futebol. Tem mais essa: o futebol hoje tem&lt;br /&gt;dono, amigo! Um, dois ou meia dúzia. Quem deveria mandar no futebol eram as&lt;br /&gt;camisetas dos clubes e, conseqüentemente, os torcedores que viviam por elas.&lt;br /&gt;Todos os clubes se transformaram em reféns desta hecatombe que os obrigou a&lt;br /&gt;encaixar mais seis zeros nos “salários” de seus novos “craques”, seus direitos&lt;br /&gt;de imagens e afins. E neste circulo vicioso, a trajetória esportiva, a linhagem&lt;br /&gt;de diferentes estilos de jogo foram todos misturados nesse caos monetário e,&lt;br /&gt;claro, vaidoso por parte dos milionários mimadinhos que deveriam estar ali só&lt;br /&gt;pra “bater aquela bolinha”, certo? E não é mole ser milionário, filhos. É muita&lt;br /&gt;coisa para manter, cuidar, bens e imagens de celebridades; o futebol tem de&lt;br /&gt;ficar em segundo plano, inevitavelmente. Ate onde vamos parar? Como já escrito,&lt;br /&gt;os canais televisivos não tem mais opção a não ser se enquadrar no novo molde,&lt;br /&gt;pagar salários (também, claro) milionários aos comentaristas que falam cada vez&lt;br /&gt;menos de futebol e esse especializam em parecerem bobos da corte da Idade Media&lt;br /&gt;– entrar na dança, amigo! Promover o super show, abundante desta nova emoção cibernética,&lt;br /&gt;em produção de serie, mega propagandas e vendas à valer. Jogadores, novos&lt;br /&gt;artigos nas lojas, celulares touch-screen, apito de Nextel, tudo se conectando&lt;br /&gt;e se perdendo no ar, automóveis luxuosos, festas excludentes e tatuagens cheias&lt;br /&gt;de simbolismo oco da geração que clama pela revolução, mas não consegue dizer&lt;br /&gt;mais “bom dia”, “por favor”, “obrigado”. O caos da modernidade, onde vive a&lt;br /&gt;bomba atômica. E pensam que o futebol pode sobreviver intacto a tudo isso?&lt;br /&gt;Nunca! Novamente, deixo aqui este recado porque o que entope, vaza. E, dentro&lt;br /&gt;de mim, estou buscando auto-controle e uma saída.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os deuses da bola devem ter iluminado um ser que esta&lt;br /&gt;vendendo no centro de SP uma porrada de jogos antigos. Já comprei meia dúzia deles,&lt;br /&gt;com fome de bola. Sinto, ao vê-los, um misto daquele deleite que só o futebol&lt;br /&gt;pode trazer e desespero pela certeza de que não há mais aquele jogo. Alias, por&lt;br /&gt;mim, ele poderia ate mudar de nome, sim senhor. Que falta eu sinto da incerteza&lt;br /&gt;no jogo, que não poderia acabar. Havia a duvida no prognóstico do jogo. Narradores&lt;br /&gt;bradavam a inconstância e não tinham medo de errar e de se contradizer, pois&lt;br /&gt;era o jogo que fazia aquela reviravolta eterna. No olho do furacão, a sobrevivência&lt;br /&gt;fala mais alto. Hoje, se muito, como acontece em jogos de vôlei (onde uma&lt;br /&gt;equipe muito superior dificilmente vai perder pra outra inferior), esperam&lt;br /&gt;apenas pelo escore final. Ta difícil imaginar um Ituano vencer um Santos,&lt;br /&gt;realmente. Esta tudo muito controlável, dios mio! È bussiness, catso! Tem de&lt;br /&gt;estar assim! Não podem mais “errar”, pois há consumidores (e não&lt;br /&gt;mais só torcedores) pagando seus salários e exigindo a diversão que os&lt;br /&gt;ingressos (ou pay-per-views) caríssimos exigem. A ridícula excelência à lá Wall&lt;br /&gt;Street! Mas não somos bestas. Sabemos que num contexto incerto fica quase impossível&lt;br /&gt;garantir o sucesso que bilionários investimentos clamam. E nós aqui, perdidos&lt;br /&gt;nessa roleta do absurdo, onde a bola rola acompanhada de mil cores nas “chuteiras”&lt;br /&gt;das “estrelas”. Acreditando que o sonho não acabou – tolos e maravilhosos irmãos&lt;br /&gt;e irmãs. Vamos caminhando nessa estrada e nos encontrando quando a bola estufa&lt;br /&gt;a rede e o trêm parece se encaixar nos trilhos novamente. Não vamos desistir de&lt;br /&gt;viver. Mas precisamos acordar desse pesadelo e limpar a sujeira que ele deixa pra&lt;br /&gt;trás quando a merda bate no ventilador. A televisão mandava em si mesma, tinha&lt;br /&gt;responsabilidade no seu trabalho e colocava imagens do futebol para torcedores&lt;br /&gt;sem ingresso assistirem aos prélios. Hoje ela manda no jogo, mermão! Ela tem&lt;br /&gt;responsabilidade nas fintas, nos carrinhos (ou na Inquisição dos mesmos), nas comemorações...&lt;br /&gt;em tudo! E tudo pelo dinheiro, não pelo espírito esportivo. Acham que podem&lt;br /&gt;vencer isso tudo? Boa sorte, então!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*No Inferno, a gente abraça o Capeta, pois eis minha cota diária de egocentrismo também: um vídeo feito&lt;br /&gt;por dois amigos da várzea, sobre futebol e loucuras. Rafael, becão de fazenda revolucionário&lt;br /&gt;e Rodrigo Erib, ponta craque de bola, que só se atira ao solo quando não há mais&lt;br /&gt;outra opção. &lt;a href="http://cevadanavuvuzela.blogspot.com/2011/03/episodio-xii-fernando-toro-e-baden.html"&gt;http://cevadanavuvuzela.blogspot.com/2011/03/episodio-xii-fernando-toro-e-baden.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6987055854529144720?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6987055854529144720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/pelo-amor-dos-meus-filhinhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6987055854529144720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6987055854529144720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/pelo-amor-dos-meus-filhinhos.html' title='Pelo amor dos meus filhinhos!'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7ZS2s4H-9wQ/TsZj6cTb4eI/AAAAAAAAAHk/Vg6SRqljiqE/s72-c/desenho_joana_darc_fogueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5174521998805473587</id><published>2011-11-16T16:48:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T04:11:14.446-08:00</updated><title type='text'>Pizzaz x Porras!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Y7BYnnMg3XM/TsRaSacQmbI/AAAAAAAAAHM/HKg7kN52jBs/s1600/wembleydemolida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; height: 213px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675760702775663026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Y7BYnnMg3XM/TsRaSacQmbI/AAAAAAAAAHM/HKg7kN52jBs/s320/wembleydemolida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O futebol já acabou. Morto, como uma estrela cuja luz produz uma sensação de vida ao espectador. É no post-mortem onde ele se encontra. Agora é a hora de aceitar o destino, e virar as costas para este jogo que tanto nos ensinou. Ou, então, é hora de engolir as mentiras que sustentam o que sobrou da carcaça: vestir as mil camisas diferentes que estão a venda na super loja oficial de seu “clube”, como se a história que ilumina o passado ainda se fizesse presente, de corpo e alma, quando não o está; acreditar que os escudos nas camisas dos clubes voltaram a medir tamanho com os anúncios porque se respeita (novamente) o passado glorioso, onde jaz o significado das coisas – e não se dar conta de que não há mais diferença entre escudos e patrocínios; comparar os “craques” atuais com os do (opa, olha a mágica palavra novamente!) passado, pois se os de outrora não valiam nada perto dos de hoje, estes tem que ser – a qualquer custo moral, ético, comparativo – melhores ou, no mínimo, semelhantes aos de antes, pois assim manda o mercado que destruiu a bola; deve, também,&lt;br /&gt;acreditar piamente que o campeonato brasileiro é o melhor do mundo, como se ainda houvesse alguma diferença entre ele e os da Europa ou qualquer outro rincão deste planeta. Passo este recado hoje, porque estas questões abundam minha existência, cuja necessidade de sentir e viver o futebol abunda em igual medida com este ódio que jorra em nossas ações reacionárias ao caos produzido pela ganância do capitalismo e moldado por este câncer da Terra, chamada mídia&lt;br /&gt;privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás, concedi uma entrevista pro Terra, quando uma&lt;br /&gt;enxurrada de jornalistas procurava a Javari para “entender” o que era aquele “ódio&lt;br /&gt;eterno ao futebol moderno” que estampava a capa de um filme sobre o Juventus.&lt;br /&gt;Nela, defendi Kléber como um jogador que saia da mesmice que esta geração&lt;br /&gt;plastificada cria e recria com facilidade. E ele parecia mesmo um cara que ia&lt;br /&gt;demonstrar em campo que o futebol é muito mais do que dinheiro – alias, é muito&lt;br /&gt;mais do que tudo nessa vida quando esta sendo praticado; é o gozo que tanto&lt;br /&gt;procuramos, não? Lembro bem daquele time do Palmeiras, que encerrou o jejum&lt;br /&gt;palestrino de títulos desde 76 (porque entre 93 e 99 vimos uma multinacional campeã, além de um time). Gostava demais dos dois meio campistas, ambos com requintes&lt;br /&gt;clássicos, e até mesmo Denílson – um dos primeiros fanfarrões, que colocaram a&lt;br /&gt;bola atrás do dinheiro e que, jogando, pareciam sempre muito mais preocupados&lt;br /&gt;com auto-afirmação do que com honra e gloria - demonstrou ali grande dedicação.&lt;br /&gt;Passados só dois aninhos, o mesmo player está agora envolvido em mais uma patética&lt;br /&gt;novelinha criada e alimentada pela mídia – logo esta acaba, e cria-se outra pro&lt;br /&gt;seu lugar, exatamente como na grade de novelas comerciais. E seu futebol de&lt;br /&gt;“guerreiro” também se foi, não só sua imagem de jogador envolvido com o jogo e&lt;br /&gt;não com o dinheiro. Mas não sinto vergonha de minhas palavras após essa&lt;br /&gt;mudança. Na mesma entrevista cravei, “o futebol moderno acaba com a resistência&lt;br /&gt;das pessoas”, e assim será enquanto ele existir. Hoje, eu já nem sinto mais&lt;br /&gt;falta do futebol em primeiro lugar. Sinto falta de mim mesmo, porque por mais&lt;br /&gt;que eu seja forte e tente, dia após dia, não me desesperar, sei que não posso&lt;br /&gt;viver mais normalmente sem o futebol. Nos últimos meses, sei que a falência (e&lt;br /&gt;não me refiro aqui `a ”crise” de Boca e River, por favor!) e (mais) a morte&lt;br /&gt;daquele espírito nu e cru do futebol argentino tem sido um dos principais&lt;br /&gt;fatores para que essa sensação mórbida aterrorize meus nervos, minuto após&lt;br /&gt;minuto. E sinto nojo de Messi, do dinheiro sujo, inútil, vago e oco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior atentado terrorista que a Terra produziu foi a morte&lt;br /&gt;desse jogo estupendo. Mesmo calejado por mais de 15 anos de luta contra esse&lt;br /&gt;crime, me surpreendo às vezes tentando entender como conseguiram controlar algo&lt;br /&gt;que era movido por emoção. Sabemos como e porquê, mas é difícil de crer como&lt;br /&gt;robôs podem se tornar tão poderosos. Meu recado hoje não deve fazer muito&lt;br /&gt;sentido. Assim como não faz nenhum sentido comemorar uma suposta vitória&lt;br /&gt;do futebol brasileiro (pior ainda, deste “novo” Brasil, democrático” e “desenvolvido”)&lt;br /&gt;sobre o de fora porque Neymar vai ficar no Santos. Como pouco faz sentido nesse&lt;br /&gt;universo que antes (exatamente) nos dava norte e sul neste inferno de vida. Então,&lt;br /&gt;peço desculpas a todos os amigos que, porventura, procuram este sitio pela&lt;br /&gt;baixa assiduidade e vibração do mesmo. Resta-me pedir que abandonem este corpo&lt;br /&gt;morto, não dêem muita bola mais ao futebol. Não significa deixar de ir ao estádio,&lt;br /&gt;se emocionar e curtir os títulos destes tempos. Sigo alentando o Juve, nada&lt;br /&gt;disso deve mudar. Mas há uma postura de ódio e repudio que deve ser levado aos&lt;br /&gt;campos, aos bares e lares. Percebi que meu pai – corintiano fanático – anda meio&lt;br /&gt;perturbado estes dias. Tirando o fato de estar preocupado com meu estado psicológico,&lt;br /&gt;certeza também porque seu time anda envolvido com disputa de taça. Conheço isso&lt;br /&gt;nele, e disso eu entendo! Meu colega de várzea, lusitano, também afirmou – para&lt;br /&gt;meu desespero – que curtiu a campanha deste ano de sua Portuguesa campeã. Nada&lt;br /&gt;disso deve mudar. O que não podemos mais é aplaudir (quando a emoção nos entupir),&lt;br /&gt;sem olhar torto. Um olho no gato... Porque se continuarmos a aplaudir e comprar&lt;br /&gt;as camisas, os “salários”, as mentiras, as mudanças de condutas, os&lt;br /&gt;caixas-dois, a falência técnica do jogo... enfim, ai estaremos muito errados. Desde&lt;br /&gt;criança ouvia a frase, “o futebol é o ópio do povo”. E desde então rechaçava&lt;br /&gt;esta máxima com toda a energia que o futebol transferia a mim. Infelizmente, tenho&lt;br /&gt;que acreditar hoje que, depois dessa enxurrada psicologicamente bem elaborada de&lt;br /&gt;cores, imagens, shows, ele é exatamente isso. Hoje não há mais gozo, não se&lt;br /&gt;escutam mais os gritos de “porra!”, que vinham carregados (da torcida, dos&lt;br /&gt;players, dos árbitros e narradores)daquela energia (natural, por favor!)que&lt;br /&gt;estrangulava o previsível e respondia ao que surpreendia e nos emocionava.&lt;br /&gt;Hoje, está tudo cada vez mais relacionado ao mundo das celebridades, do status,&lt;br /&gt;da beleza, da fama e da riqueza material. É a Broadway em carne e osso (e –&lt;br /&gt;merda! – alma!). É o sentimento “pizzaz”, gíria utilizada pelos latinos que&lt;br /&gt;vivem nos Estados Unidos, que reflete o desejo de ter esta abundância material –&lt;br /&gt;que coincide perfeitamente com o universo da bola destes idos correntes. Aliás,&lt;br /&gt;deve estar no meu sangue essa escravidão ao tempo. Peço também desculpas pela insistência&lt;br /&gt;em ir e voltar o tempo (ops!) todo. Gooda bye, my friend! O futebol acabou. Resta-nos&lt;br /&gt;viver sem ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5174521998805473587?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5174521998805473587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/pizzaz-x-porra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5174521998805473587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5174521998805473587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/11/pizzaz-x-porra.html' title='Pizzaz x Porras!'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Y7BYnnMg3XM/TsRaSacQmbI/AAAAAAAAAHM/HKg7kN52jBs/s72-c/wembleydemolida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6570859384146346422</id><published>2011-09-27T17:34:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T13:34:13.912-07:00</updated><title type='text'>Rápidos pitacos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-4CajKaT6Dgw/ToJ_EdHVF3I/AAAAAAAAAO0/s3_ZBWaT7Rc/s1600/kleber-gladiador-09.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4CajKaT6Dgw/ToJ_EdHVF3I/AAAAAAAAAO0/s3_ZBWaT7Rc/s320/kleber-gladiador-09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657223796442339186" /&gt;&lt;/a&gt;Um bom exemplo (entre tantos) de como a mídia esportiva brasileira é subserviente e prostrada, é deixar passar a oportunidade de mergulhar nos meandros escusos dessas negociações do futebol brasileiro com a máfia russa. Uma história como a de André, atacante ex-Santos que pra lá foi e retornou alguns meses depois como se nada tivesse acontecido (ou como se sua transferência tivesse custado alguns centavos, e não muitos milhões), fedem de longe. A quem isso serviu? A quem isso calou? Qual a responsabilidade do "grupo de investidores", os que receberam esse dinheiro de procedência (não tão) duvidosa e que agora o gasta sem atropelos? Como esses nada modestos montantes continuam a levar jogadores daqui mesmo que exista a suspeição e indícios claros de lavagem de grana criminosa? O dia em que o jornalismo deixar de ser a área de trabalho de analfabetos funcionais e candidatos a figurante na Praça É Nossa, quem sabe... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos muitos mimados e metidos a prima-dona do futebol nativo, jogador supervalorizado devido à crônica carência de reais talentos, chamado até mesmo de "ídolo", o atacante Kleber (foto), do Palmeiras, agora adota o procedimento Rogério Ceni no trato com a imprensa: situa-se, arrogantemente, como que em um mundo acima do resto de sua equipe. Despista, com palavras ambíguas tipo "precisamos" ou "não podemos", qualquer imposição de responsabilidade perante o mau momento da equipe, assim como atribui, de forma enviesada, a "culpa" a atletas de todos os setores do time - e ainda se dá ao direito de ditar soluções ao que não lhe compete, enquanto acumula trocentos jogos sem desempenhar sua função, ou seja, marcar gols. O apelido "Gladiador" sugeriria que o atacante encarasse sem medo os percalços do caminho - mas ele prefere, pelo visto, fazer o contrário. A não ser que se confunda prepotência e crocodilagem com "raça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Fernandes não foi à seleção - e esta é uma das histórias mais mal explicadas dos últimos tempos. Porém, o que chega a público é que o jogador já possui o agora tradicional "grupo de investidores" pro trás de si - então, se sua estranha ausência no milionário bando da CBF ainda carece de esclarecimento, até por conta da "valorização do passe" que sua presença por lá traria, o motivo de sua convocação agora está bem menos nebuloso. As lombrigas e os sanguessugas agradecem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6570859384146346422?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6570859384146346422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/rapidos-pitacos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6570859384146346422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6570859384146346422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/rapidos-pitacos.html' title='Rápidos pitacos'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4CajKaT6Dgw/ToJ_EdHVF3I/AAAAAAAAAO0/s3_ZBWaT7Rc/s72-c/kleber-gladiador-09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5529360737484386147</id><published>2011-09-20T18:42:00.001-07:00</published><updated>2011-09-21T20:21:22.295-07:00</updated><title type='text'>Quem não sangrou não sangra mais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Ql7HBS05hYs/TnqVJxqOsRI/AAAAAAAAAOs/YwVXVPDkFKE/s1600/moicano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ql7HBS05hYs/TnqVJxqOsRI/AAAAAAAAAOs/YwVXVPDkFKE/s320/moicano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654996277298901266" /&gt;&lt;/a&gt;Resultados como o 8 a 0 que o Barcelona enfiou no tal Osasuna fim de semana passado só impressionam aos mais facilmente impressionáveis. Mas pensava esses dias que a greve no Campeonato Espanhol veio na hora certa: o volume de dinheiro investido por Barcelona e Real Madrid não pode gerar concorrentes. Eles precisam reinar sozinhos, para que tal montante de cascalho injetado massivamente em suas "estrelas" não seja em vão. A concorrência, se existir, se já não surge enfraquecida pelo assustador peso dos gigantes, precisa ser esmagada e humilhada, para manter-se em seu devido lugar. O futebol-dinheiro, assim como no mundo dos arranha-céus e das manobras de escritório, também gera oligopólios - e o retorno do Campeonato Espanhol mesmo em estado agonizante representa como nenhuma outro o quanto as idéias feudais ainda encontram respaldo no ser humano "moderno".    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que os cabelos passaram a ser peça fundamental de um jogador de futebol, e que cabelereiros são contratados por clubes e seleções para dar um trato no visual dos "craques", o fundamento chamado 'cabeçada' sumiu dos estádios. Onde estão os grandes cabeceadores? Desapareceram com um golpe de laquê atrás de algum moicaninho por aí. E fica fácil entender: como desmanchar um topete, que tanto trabalho deu para ser montado, que tanto gel gastou para ser erguido, que tantos "seguidores" encontra arquibancadas mundo afora, com uma cabeçada, essa coisa rude e primitiva? Antes não saber cabecear do que tornar-se um pária que renega os modismos mais quentes dos gramados, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico a imaginar o que uma pessoa que leva esse futebol de 2011 a sério, acha "interessante taticamente" um espetáculo de horrores sem precedentes como Avaí x Palmeiras, que aceita um jogador tipo esse Tinga, do Palestra, como "um bom meio-campista", faria se vivesse em outra época. São esses os que costumam dizer que "os jogadores de antigamente não dariam certo hoje". Qual a base de uma frase dessas? O quê um atleta do passado, de qualquer época, não faria agora, nesse mundo de Luans e Mários Fernandes? Na verdade, são os fãs do futebol-dinheiro que não se encaixariam nas toscas assistências do passado, pois não entendem como o futebol um dia já existiu sem chuteiras coloridas ou salários exorbitantes - e seu elitismo é tão abusivo que situam-se acima do espectador de qualquer época sem ao menos entender o seu próprio tempo, e sua função dentro deste, para além do consumo incessante e do marketing desenfreado de idiossincrasias (via Internet, claro, essa ferramenta fundamental para a disseminação do vazio). Assim, eximem-se, inconsciente porém convenientemente, de qualquer responsabilidade perante a morte do jogo. Ver esse tipo de coisa me mostra que ser saudosista pode ser inútil do ponto de vista prático, mas, no corrente ano, é quase uma necessidade vital...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5529360737484386147?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5529360737484386147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/quem-nao-sangrou-nao-sangra-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5529360737484386147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5529360737484386147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/quem-nao-sangrou-nao-sangra-mais.html' title='Quem não sangrou não sangra mais'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ql7HBS05hYs/TnqVJxqOsRI/AAAAAAAAAOs/YwVXVPDkFKE/s72-c/moicano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6690835521732883789</id><published>2011-09-12T07:44:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T15:54:09.308-07:00</updated><title type='text'>Alô você, venha bater um escanteio!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NPWgiJcsZgI/Tm4mD2F39gI/AAAAAAAAAOk/ynkWRea9TgA/s1600/escanteio.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NPWgiJcsZgI/Tm4mD2F39gI/AAAAAAAAAOk/ynkWRea9TgA/s320/escanteio.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651496429898167810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=""&gt;http://placar.abril.com.br/bola-de-prata/brasileiro/figueirense/noticias/top-5-e-destaques-da-bola-de-prata-ate-a-22%C2%AA-rodada-do-brasileirao.html&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"O escanteio cobrado com perfeição contra o Corinthians desempatou a briga pela Bola de Ouro, que agora é de Ronaldinho Gaúcho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção você, que é ou não jogador profissional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treine muito para bater escanteios, pois isso pode levá-lo a ser o incontestável líder da Bola de Ouro do "Brasileirão", e a merecer toda sorte de elogios por sua visão e categoria! Sua cobrança de córner pode tornar-se um daqueles lances que marcam época, que o elevam a "maior do mundo", como um dia já foram o gol de Zico contra a Iugoslávia e o de Pita contra o Palmeiras no 4x4 do Pacaembu! Essa é a sua chance, caro amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa a brutal queda de divisas do futebol moderno, no qual um jogador torna-se "bestial" por dominar um fundamento básico e obrigatório que é cobrar corretamente um escanteio? Não, é claro! Significa cara-de-pau de articulistas criados pela vó em apartamento, acostumados a vibrar com VTs do Youtube e a santificar determinados jogadores em detrimento da objetividade? Em absoluto! Significa comemorar, com radicalismo sem precedentes, a vitória da burocracia, do treinamento robotizado, do pragmatismo mais banal, que é a "bola parada" decidindo um prélio neste zumbificado 2011? Pára com isso, vai! Admire a beleza dessa cobrança milimétrica e genial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Antes de o campeonato começar, cravávamos por aqui Ronaldinho Gaúcho como nome certo para ganhar uma Bola de Prata - e não seria surpresa se também faturasse o troféu máximo, a Bola de Ouro, jogando o que jogasse. Sob o signo da previsibilidade, marca primeira do futebol-dinheiro, que prioriza aquele que paga/recebe mais, e também da indecência descarada dos "crítérios de avaliação", taí a concretização momentânea do vaticínio.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6690835521732883789?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6690835521732883789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/atencao-cobradores-de-escanteios.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6690835521732883789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6690835521732883789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/atencao-cobradores-de-escanteios.html' title='Alô você, venha bater um escanteio!'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NPWgiJcsZgI/Tm4mD2F39gI/AAAAAAAAAOk/ynkWRea9TgA/s72-c/escanteio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6214887942832263510</id><published>2011-09-06T11:05:00.001-07:00</published><updated>2011-09-06T15:11:12.456-07:00</updated><title type='text'>Esse 2011, que ano traquinas!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mq4XWFCgVP0/TmZlhZQ8MtI/AAAAAAAAAOM/TrPaZvyXmkI/s1600/fernandes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mq4XWFCgVP0/TmZlhZQ8MtI/AAAAAAAAAOM/TrPaZvyXmkI/s320/fernandes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649314406974894802" /&gt;&lt;/a&gt;- Em conversa recente com um amigo, chegamos à conclusão de que a covardia do fair play, instituído por Blatter e seus cordeirinhos há um par de décadas, nada mais é do que um dos tentáculos do polvo mercadológico que domina todas as atividades humanas em 2011: trata-se de uma forma de limpar o jogo para vendê-lo melhor. Depois, pensando no assunto, vi que a maciça presença feminina no futebol hoje nada mais é do que um desdobramento dessa política – é uma forma de expandir público e, para usar o termo que deixam molhados tanto os marketeiros quanto boa parte dos analistas esportivos de hoje, “atrair consumidores e vender uma marca”. Pois uma garota sentiria-se interessada por um jogo como a final do Brasileiro de 90, na qual Antônio Carlos, Bernardo e Márcio desandaram a distribuir rasteladas em quem quer que lhes aparecesse à frente? Dificilmente, convenhamos. Amaciar essa selvageria era imperativo para trazer ao shopping center do futebol todos os sexos, todas as idades, famílias, tios bonachões, anunciantes crentes no poder de um sorriso e quetais. Não temos aí uma questão técnica, a balela de "conter a violência nos gramados para melhorar a qualidade do espetáculo" que usaram como argumento para o convencimento da massa, e sim uma parasitária imposição externa a influir diretamente no jogo para dele extrair não jogadas e gols, e sim capital - nada mais 2011 do que isso, portanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é à toa que, entre tantos outros motivos que vivemos destacando aqui, desde que o futebol se assumiu como um esporte televisivo acima de tudo, o nível técnico tenha caído tanto. Pois temos câmeras em todos os lados do campo, para captar qualquer movimento, dispostas a engolir os jogadores se for preciso, e diversos seres a narrar absolutamente tudo o que acontece, transformando os jogadores (e a si próprios também, no caso do “jornalismo-stand up” global) em atores sabe-se lá do quê. Pois então: como, cercado de um aparato dessa magnitude, um jogador pode concentrar-se somente no jogo? Independente do talento que possua, não existe mais possibilidade do atleta respirar e pensar o futebol – ele precisa estar constantemente ligado ao já citado aparato, porque este agora se arroga o papel de ser o único meio de lhe emprestar uma vida. Existir, jogar, ser atleta profissional, está intimamente conectado ao desespero de se fazer notar pelo mercadológico/midiático porque estes tornaram-se a única forma de contato possível dessa gente com o mundo. Lembre-se disso da próxima vez que o "craque" do seu time comemorar a marcação de tentos com a câmera de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Futebolistas modernos são criaturas tão pouco marcantes, tão domadas por aquilo que é externo ao jogo, que necessitam ser chamados por nomes compostos para que sejam identificados até mesmo a si próprios. Isso sempre existiu, claro (Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Jair Rosa Pinto, Mauro Ramos de Oliveira, etc.), mas agora assumiu ares de pandemia – e, se antigamente servia como uma deferência, uma forma de evidenciar o respeito adquirido por um craque citar seu nome completo, hoje é uma tática necessária para desembaralhar essa camarilha de seres sem alma que despersonaliza cada vez mais o esporte. Todos os times possuem seus Renans Oliveiras, seus Andrés Santos, seus Maikons Leites, seus Thiagos Ribeiros, seus Fabrícios Carvalhos - e agora a seleção conta com gente tipo Mário Fernandes (foto) e Renato Abreu, tão carismáticos quanto uma folha de alface. Não dê muito, e esses típicos funcionários de repartição do futebol estarão em campo ostentando crachás com seus nomes inteiros, para que possamos saber quem é quem nesse mar de impessoalidade e imbecilização (da qual não são vítimas, e sim agentes diretos porque coniventes).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6214887942832263510?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6214887942832263510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/esse-2011-que-ano-traquinas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6214887942832263510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6214887942832263510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/09/esse-2011-que-ano-traquinas.html' title='Esse 2011, que ano traquinas!'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mq4XWFCgVP0/TmZlhZQ8MtI/AAAAAAAAAOM/TrPaZvyXmkI/s72-c/fernandes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-1045142484002004942</id><published>2011-08-26T12:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-26T19:05:08.679-07:00</updated><title type='text'>"A Roma quer Casemiro para a próxima temporada" (sim, eles querem, é sério)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nLa9gZ1vx_w/TlfzmdhdjJI/AAAAAAAAAOE/_Xw3OWHaU6k/s1600/tel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nLa9gZ1vx_w/TlfzmdhdjJI/AAAAAAAAAOE/_Xw3OWHaU6k/s320/tel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645248500017761426" /&gt;&lt;/a&gt;EXCLUSIVO! O Antimídia obteve acesso a algumas gravações (por motivos de segurança, nossa fonte permanece em sigilo) e transcreve, agora, a tradução do telefonema feito pelo presidente da Roma, Thomas di Benedetto, ao cartola são-paulino Juvenal Juvêncio, no qual ele mostrava interesse no atleta tricolor Casemiro, corroborando o que os jornais brasileiros deram como manchete. Confiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, Juvenal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. É o presidente da Roma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bom com o senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, cortemos as amenidades para irmos direto ao assunto. Eu não consegui dormir noite passada. Tomei calmantes, e mesmo assim nada. Tenho ido a psicólogos, para fazer tratamento. Não aguento mais, precisamos de Casemiro no nosso time. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, vi nos jornais daqui que existia um interesse por parte de vocês romanos, que a Roma queria o Casemiro e mandaria agentes para cá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Interesse" é pouco: é estritamente necessário podermos contar com esse incrível, genial e absurdo Casemiro na nossa equipe próxima temporada. Que craque, que craque!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhe, Benedetto, é um atleta jovem, agora valorizado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não importa! Pagamos o que for necessário! Não consigo mais ver a Roma sem Casemiro no meio-campo. O time precisa dele para ontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podemos conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juvenal, o caso é muito sério. A Roma corre o risco de fechar suas portas se não tiver o Casemiro com a gente logo. Sem um nome brilhante como esse, não valeria a pena continuar a manter o esquadrão. A presença dele aqui será o respiro que o futebol italiano precisa! É muito craque, esse garoto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou lhe mandar um DVD...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não precisa! Já tenho vários DVDs aqui! Quantos lances magistrais! Que noção de posicionamento, que capacidade de marcação, que vocação para subir ao ataque! Os DVDs não tem mais que 15 minutos de imagens cada um, mas já estou plenamente convencido! Não posso arredar pé! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você também precisa falar com o empresário dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas já conversei com TODOS os empresários do menino! São vários, não? Eles também querem que ele seja negociado com a gente, fizeram condições especiais, etc, o que me deixou muito feliz. Me juraram que é um sonho de Casemiro jogar no futebol europeu, e em especial na Roma! Confio neles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. Me ligue ainda essa semana para fecharmos negócio, OK?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só retorno a falar contigo se você JURAR que não o venderá a nenhum outro clube... Repito: é da ordem de manter a Roma em atividade que ele seja nosso camisa 5 essa temporada de 2011-2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, vocês tem a prioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo. QUEREMOS CASEMIRO, PRECISAMOS DE CASEMIRO, O FUTEBOL AGRADECE A EXISTÊNCIA DE FENÔMENOS COMO CASEMIRO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, Benedetto. Abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-1045142484002004942?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/1045142484002004942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/roma-quer-casemiro-para-proxima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1045142484002004942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1045142484002004942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/roma-quer-casemiro-para-proxima.html' title='&quot;A Roma quer Casemiro para a próxima temporada&quot; (sim, eles querem, é sério)'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nLa9gZ1vx_w/TlfzmdhdjJI/AAAAAAAAAOE/_Xw3OWHaU6k/s72-c/tel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3569913170536047604</id><published>2011-08-17T12:48:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T20:11:28.406-07:00</updated><title type='text'>A quem interessar possa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q5IoIxljPoI/TkwbiATReeI/AAAAAAAAAN8/knX-gZBhJhw/s1600/ronaldinho-gaucho-pepsi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 245px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q5IoIxljPoI/TkwbiATReeI/AAAAAAAAAN8/knX-gZBhJhw/s320/ronaldinho-gaucho-pepsi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641914704198728162" /&gt;&lt;/a&gt;Outro dia, falei aqui desse previsível fenômeno que acontece toda vez que Ronaldinho Gaúcho "joga bem": as pessoas que trabalham com futebol imediatamente colocam o sujeito em um pedestal inversamente proporcional à sua disposição em campo; tratam do rapaz como se fosse um divindade mesmo que não tenha feito nada minimamente próximo ao divino - e eis aí o problema: se acreditam que Ronaldinho produz milagres, é, antes de tudo, porque QUEREM acreditar nisso, já acreditam desta maneira automaticamente, antes mesmo de qualquer acontecimento, e não abrem mão da prerrogativa. Em suas cabeças moldadas pela publicidade, o que advém dos pés do 10 rubro-negro é sempre digno de espasmos e reverência, pois assim está incutido em seus subconscientes, ditado diretamente pelo "Grande Irmão", o príncipe eletrônico que guia suas vontades. Não há espaço para questionamentos: assim é, assim deve ser feito, e pronto. Difícil lutar contra o que "especialistas" e "analistas isentos", essas vozes justas e respeitáveis, lhes injetaram na mente como dogmas inflexíveis, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Ronaldinho é tido como "um dos destaques do Brasileirão", graças a alguns jogos que "decidiu". Um cruzamento feito de forma correta, se executado por ele, é "decisão de partida". Suas 10 presenças apagadas são deletadas, passam a não existir mais, em troca do auê ensurdecedor criado a partir daquela única bem disputada. "Ele recuperou a alegria de jogar", dizem. Adentramos em um território ainda mais próximo ao da lavagem cerebral quando Galvão Bueno diz, na transmissão do jogo do Flamengo, que o craque deve ser convocado para a seleção brasileira novamente. Mobilização geral: Bueno dá a ordem, seus cordeiros obedecem, e a discussão passa a ser quando Mano dará outra chance a esse "gênio". A desonestidade dá o tom dessa história porque: 1) estamos falando aqui de um campeonato no qual um inacreditável encosto como Luan é titular de um de seus principais times (e bem cotado na tabela da Bola de Prata da Placar, confiram tal hilaridade no site da revista); e 2) temos alguém alçado a patamares de "gênio" porque bate pênaltis e dá "cruzamentos decisivos". A nós, do Antimídia, tais parâmetros são muito pobrinhos. &lt;em&gt;Sorry, folks&lt;/em&gt;, mas resistimos a cair nessa arapuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para terminar, preciso compartilhar com alguém o que escutei na transmissão de domingo: Luciano do Valle disse que o Flamengo, que ganhava por 2 a 0, deveria tomar cuidado, porque o Figueirense é "um timaço". Sim, repito: ele disse que o Figueirense é "um timaço". Sem mais.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3569913170536047604?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3569913170536047604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/quem-interessar-possa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3569913170536047604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3569913170536047604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/quem-interessar-possa.html' title='A quem interessar possa'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Q5IoIxljPoI/TkwbiATReeI/AAAAAAAAAN8/knX-gZBhJhw/s72-c/ronaldinho-gaucho-pepsi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-2647085895663530467</id><published>2011-08-15T07:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T10:02:58.371-07:00</updated><title type='text'>Come mortadela e arrota salmão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sJR80tILQsk/TklOeSU2ExI/AAAAAAAAAN0/IM3pxZrftIc/s1600/luan_gcom_30.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sJR80tILQsk/TklOeSU2ExI/AAAAAAAAAN0/IM3pxZrftIc/s320/luan_gcom_30.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641126290480567058" /&gt;&lt;/a&gt;Dentro da covarde idéia ilusionista pregada pelo futebol moderno, um de seus capítulos mais rasteiros têm sido escrito agora: alguns "articulistas" (Neto à frente, seguido de entulhos como Celso Cardoso) estão tentando incutir em nossas mentes que Luan, do Palmeiras, na realidade não é um clamoroso perna-de-pau, e é sim atleta a ser considerado, pois demonstra utilidade graças a sua "consciência tática" (qual?). Luan é, disparado, um dos casos mais grotescos do futebol atual, um atacante que sequer possui discernimento em relação à melhor maneira de ficar em pé, uma das maiores indignidades com a camisa verde em toda a sua história. Nos tentarem transmitir a idéia de que não, não estamos vendo um anti-futebolista paquidérmico e despido de qualquer condição técnica, e sim alguém que realmente possui valor e que sua condição de titular do clube é merecida, é mostrar (mais uma vez...) que encaram o espectador como um nada desprovido de qualquer capacidade de percepção e entendimento, é querer transformá-lo em um ruminante pronto a fazer outra refeição de capim. Buscar cavucar a estranhíssima história desse sujeito, que foi contratado por 7 milhões (!) de euros pelo Palestra mesmo, repito, tendo enorme dificuldade com o básico mecanismo que faz um ser humano ficar em pé, é algo que não passa pela cabeça dos tais "analistas" - afinal, isso pode representar um passo ambicioso demais para quem se refestela apenas com o superficial e com a mistificação corporativista/publicitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos jogos do Palmeiras contra o Vasco, procurei observar a diferença reinante entre os noviços e Juninho Pernambucano. Deu pena, na boa. Observava Luan, entre as trombadas e sua falta de categoria usuais, que não lhe permitem sequer completar um lance sem atropelos, e o 8 cruz-maltino, que não errava passes e lançamentos para qualquer distância do campo e que não dispendia nenhum esforço adicional para que sua categoria fosse aviltantemente superior à de todos que ali estavam, e me sobrevinha uma incontrolável vontade de chorar. Quando estabeleceu-se a mim que dois dos paradigmas do futebol ali estavam, Juninho, meio-campista de classe pertencente a uma geração anterior (e nem tão distante em relação aos anos, mas já tremendamente ultrapassada em se tratando de propósitos), e Luan, desgraça que sequer poderia ter sido aprovada em uma peneira mas que ali estava vestido a camisa de um grande brasileiro (e como titular!) graças a algum nebuloso trabalho de bastidores, surge o lance capital: o vascaíno aplica um tranqüilo chapéu justo no "ponta" palmeirense. Então a ficha caiu, já que, se não havia a menor possibilidade de se concretizar um "choque entre gerações" ali, era porque o real embate naquele pedaço do campo, e que resultou no calmo lençol, era o futebol versus o anti-futebol - e o primeiro sempre sairia vencedor, não importa a quantidade de euros, não importa a cor da chuteira. Juninho está prestes a aposentar-se sem gerar sucessores, e tipos como Luan são a maioria populacional do decaído "Brasileirão". O campeonato não poderia ter um velório mais condizente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-2647085895663530467?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/2647085895663530467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/come-mortadela-e-arrota-salmao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2647085895663530467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2647085895663530467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/come-mortadela-e-arrota-salmao.html' title='Come mortadela e arrota salmão'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sJR80tILQsk/TklOeSU2ExI/AAAAAAAAAN0/IM3pxZrftIc/s72-c/luan_gcom_30.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-2669882181653705845</id><published>2011-08-01T12:56:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T13:25:38.848-07:00</updated><title type='text'>Quando o futebol dominava a Terra...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jISitWQe8B8/TjcKIr8RbAI/AAAAAAAAAGs/IZ0a-cleGs4/s1600/9089627.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635984603028220930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-jISitWQe8B8/TjcKIr8RbAI/AAAAAAAAAGs/IZ0a-cleGs4/s320/9089627.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; O futebol moderno é como um furacão. Enfurecido, destruidor. Ele muda tudo, pois ele é o supremo na equação da vida e da morte. Só que o futebol moderno é um fenômeno criado pelo homem. Antes ele era um jogo. E havia gente (muita gente) que torcida pelos times e ali encontra resposta paras suas dores diárias. Não era ópio, e sim gozo. E logo, houve a imprensa que passou a noticiar e relatar os fatos envolvendo o esporte... No final, tornou-se uma loucura maravilhosa, a junção de todas as artes em uma só! Mas ai veio o furacão e tudo começou a mudar. Lógico que, de início, ele surgiu como um sopro qualquer, pois nele há articulação e veneno Lavagem cerebral se faz com flores e não tanques. E, pouco a pouco, com muito planejamento e execução, estudos e metas com públicos alvo definidos, esse monstro virou essa catástrofe que engoliu a essência do jogo, em detrimento de alguns trocados no bolso. E ele segue destruindo, pois há o homem, e não a natureza, por trás de seus instintos. Manipulando os fatos, disfarçando a verdade, quando ela agride sua pecaminosa existência e criando aberrações em forma de Hércules. Seus aplausos são pré fabricados e o cheiro mais forte não é mais do suor. E a mentira bem contada serve como força motriz desse monstro. Necessita, logo, de algum “golaço”, ou algum “jogão”, para que a venda milionária de sua arte seja justificada. Como esse monstro nasceu para esmagar o que antes havia, pois precisava de seu espaço para triunfar, vivem a difamar coisas como o “carrinho”, a discussão com o árbitro, pois nada, absolutamente nada pode ficar no seu caminho e de suas “glórias” executadas e planejadas. E esse monstro não é feito de energia natural, e sim de dinheiro. Então, ele não pede licença. Vejam agora como as camisas dos “jogadores” não precisam mais ficar para dentro dos calções dos mesmos. E não porque alguma tendência natural guiasse o jogo para essa mudança. Sim, os fardamentos de 1930 não eram mais os mesmos em 1950, e assim foi escrita a história da evolução. Mas essa nova “mudança” vem para que a parte de baixo da camiseta tenha mais um espaço para mais, claro, dinheiro. Coincide com a falta de cobrança que este mosntro tem com o legado, que agora ficou no passado. Hoje, o erro não evoca mais cobrança. O jornalista erra, e ri dizendo "oi" pro seu microfone ligado ao diretor de estúdio; o jogador erra um pênalti e não pode ser vaiado, sem que a TV diga que "a torcida está pegando no pé", e assim vamos. Havia muita cobrança no futebol, porque só assim controlava-se aquela loucura maravilhosa. Agora, com planejamento e execução, tudo pode, tudo se cria, tudo se vende. Havia espaço no futebol para tudo, inclusive ganhar dinheiro com ele. Mas nunca em nome da morte de seu legado! Ele segue destruindo e dominando, como um vírus letal faria num corpo qualquer. Há muito terreno até a Copa Havelange, que logo vem. Preparem seus abrigos. Nada mais por hoje, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – Viva Valdir, O Bigode! Viva o 3 a 5 na Vila Belmiro! Aquilo, sim, arrepia minha alma!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-2669882181653705845?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/2669882181653705845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/quando-o-futebol-dominava-terra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2669882181653705845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2669882181653705845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/08/quando-o-futebol-dominava-terra.html' title='Quando o futebol dominava a Terra...'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jISitWQe8B8/TjcKIr8RbAI/AAAAAAAAAGs/IZ0a-cleGs4/s72-c/9089627.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3482706456869490244</id><published>2011-07-23T18:33:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T18:27:57.612-07:00</updated><title type='text'>E as feridas não cicatrizam</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-YwYDNozUSEE/Ti9nnfTicII/AAAAAAAAANs/G7C50LYA2XI/s1600/K%25C3%25A9rlon_sel.3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YwYDNozUSEE/Ti9nnfTicII/AAAAAAAAANs/G7C50LYA2XI/s320/K%25C3%25A9rlon_sel.3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633835586979786882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=""&gt;http://www.lancenet.com.br/futebol-internacional/Relembre-luta-Kerlon-volta_0_521947892.html&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa matéria, uma pérola desse morto 2011, deixa a nu o porquê de a "seleção brasileira" ter fracassado tão clamorosamente há alguns domingos. A trajetórias desse Kerlon, o "Foquinha", é emblemática; simboliza como poucas o que se tornou o futebol brasileiro, mundial até. Mas primeiro vamos voltar no tempo. Para quem tinha a cabeça no lugar, era tranqüilo enxergar em Kerlon apenas um desses malabaristas inócuos - tanto que a ele foi necessário inventar o tão improvável quanto inútil "drible da foca" para conseguir algum destaque. Mas isso é detalhe: a jogada, em algum DVD, junto ao oferecimento por parte do empresário de algumas vantagens para a contratação do "craque" (salários mais baixos em relação ao praticado na Europa, etc), poderia enganar os gringos - e lá se foi Kerlon para a Itália. Estar no Chievo, ser reserva no Chievo, é coisa bem do tamanho do atleta, sem surpresa, portanto; voltar para o Brasil e sequer ser titular de um time de segunda divisão como o Paraná também - mas eis aí que temos a aberração da história: como que a Inter de Milão teve interesse em Kerlon, comprou e ainda mantém seu passe, e segue pagando salários ao cara até hoje? Estamos falando de um gigante do futebol, de um clube que contou, durante toda a sua história, com grandíssimos e reais craques - como essa enorme instituição se rebaixou a tanto, a ponto de contratar a esmo qualquer coisa que lhe é oferecida, e depois dispender uma vultosa 'ajuda de custo' para manter afastado de seu elenco um jogador que, convenhamos, nunca sequer lhes passou pela cabeça que fosse servir de algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então: o que Kerlon e sua não-passagem pela Inter tem a ver com a malfadada seleção do Mano? Ora essa, veja os grandes fenômenos desse time amarelo, os mitificados donos da bola de agora: com uma ou outra exceção, são craquezinhos de plástico, frágeis e com recursos voltados apenas ao espalhafato publicitário ("drible da foca"), mas lá estão, em grandes da Europa, assim como o cirsense mineirinho um dia esteve. Kerlon não é exceção: é regra - a única diferença é que não deu certo (segundo o tio, em entrevista no fim do texto, não deu certo como atleta profissional, mas financeiramente está com a vida ganha - o que mais importa, afinal, nos asfixiantes tempos correntes). Deliciem-se com essa exposição da gangrena do futebol moderno em carne viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Em tempo: Mano Menezes não sossegará enquanto não negociarem esse Renato Augusto com algum time "grande". É outro desses incontáveis "gênios" brasileiros, o meia do Bayer Leverkusen.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3482706456869490244?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3482706456869490244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/07/e-as-feridas-nao-cicatrizam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3482706456869490244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3482706456869490244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/07/e-as-feridas-nao-cicatrizam.html' title='E as feridas não cicatrizam'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YwYDNozUSEE/Ti9nnfTicII/AAAAAAAAANs/G7C50LYA2XI/s72-c/K%25C3%25A9rlon_sel.3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7128662693268198535</id><published>2011-07-05T07:07:00.001-07:00</published><updated>2011-07-05T15:06:28.135-07:00</updated><title type='text'>Bem-vindo ao reino virtual</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Tg5T5VVdXVQ/ThM62g97CdI/AAAAAAAAANc/7HMydVyK25s/s1600/p%25C3%25A9s.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Tg5T5VVdXVQ/ThM62g97CdI/AAAAAAAAANc/7HMydVyK25s/s320/p%25C3%25A9s.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625905067752884690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http://obeco.planetaclix.pt/rkurz68.htm"&gt;http://obeco.planetaclix.pt/rkurz68.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já destacamos por aqui, uma das coisas que mais incomodam no futebol moderno é a idolatria excessiva a nomes individuais, o que descaracteriza o jogo e torna-o cada vez mais egoísta e centrado em frivolidades - e eis que surge esse interessante texto tratando do assunto, datado de 1999 (ou seja: há doze anos, apogeu da era Ronaldo-Nike, a situação já parecia ridícula; hoje, não só os procedimentos da época consolidaram-se como são cada vez mais aprofundados). O sociólogo alemão Robert Kurz sustenta que, a partir do momento que o futebol passou a significar, acima da própria idéia da prática profissional do esporte, ascensão social, concomitante com a transformação dos clubes em empresas multinacionais (um fator alimenta o outro), criou-se a necessidade de uma "identificação irracional" com os "ídolos" ali fabricados - pois somente assim gerariam consumo desenfreado, a nova ordem do futebol a partir da década de 90, e poderiam suprir os gastos cada vez maiores na manutenção deste irreal status quo (sim, é o ideário capitalista em sua forma mais pura). E a tão batida palavra "globalização" citada no título ajuda a explicar o surgimento de jogadores japoneses, coreanos, africanos de países com pouca tradição, centro-americanos, e também uma inflação insana de sul-americanos (a maioria com técnica abaixo da crítica) nos clubes  com maior poder aquisitivo: barateiam-se os custos para os europeus, criam-se novos mercados para venda de produtos licensiados a reboque da participação desses atletas, obtem-se projeção e lucro astronômico, vende-se o "craque" pelo dobro/triplo do que foi pago, e assim vamos. Enquanto aumenta-se cada vez mais a demanda por quantidade, a qualidade diminui vertiginosamente - uma disparidade que, a eles, homens de negócios, interessa, e muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos então no futebol como "reino da virtualidade", lugar no qual os jogadores "não têm mais nada a ver consigo mesmos". A fantasia agora é criada fora de campo. Tema esse familiar a quem frequenta esse blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7128662693268198535?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7128662693268198535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/07/bem-vindo-ao-reino-virtual.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7128662693268198535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7128662693268198535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/07/bem-vindo-ao-reino-virtual.html' title='Bem-vindo ao reino virtual'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Tg5T5VVdXVQ/ThM62g97CdI/AAAAAAAAANc/7HMydVyK25s/s72-c/p%25C3%25A9s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-4778929100983316148</id><published>2011-07-02T10:52:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T20:29:28.269-07:00</updated><title type='text'>Taras secretas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8ksLu9QNnhU/ThDvWGp38_I/AAAAAAAAAM8/oereOn--kHo/s1600/Lucas%252C%2Bjpeg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8ksLu9QNnhU/ThDvWGp38_I/AAAAAAAAAM8/oereOn--kHo/s320/Lucas%252C%2Bjpeg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625259097608156146" /&gt;&lt;/a&gt;Duas classes de jogadores do 2011 despertam minha curiosidade. São eles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que não joga mas é "craque"&lt;/span&gt; - Entre tantos, três se destacam nessa incrível categoria de ilusionistas: Alexandre Pato, Paulo Ganso e Adriano. Dificilmente estão em campo, ouve-se mais de suas "contusões" ou aventuras fora dos gramados (Pato com vistosas namoradas, Adriano em bebedeiras e escapadelas para bailes funk, Ganso em choramingos para ser "valorizado" e obter aumentos de salário) do que de algo produzido dentro dele, mas, mesmo assim, de alguma forma que só a modernidade pode explicar, são indiscutíveis, em clubes, convocações de seleção brasileira e especulações de transferências. Se você quer a prova de que o futebol hoje é feito de imagem bem trabalhada e dos factóides jornalísticos, olhe atentamente para esses três e caia na real de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que é considerado "craque" de acordo com a multa contratual&lt;/span&gt; - Os da nova geração, encubados por empresários e desde cedo acostumados às suas táticas de guerrilha marketeira, são assim: jogam na imprensa, essa entidade tão voraz por números, o valor da renegociada rescisão do contrato, normalmente aquela recheada de chamativos zeros, para que todos os observem com novos (e generosos) olhos. É um recurso que sempre dá certo. Vejam o caso desse garoto Lucas, do São Paulo (que o Tino Marcos, da Globo, chama de "Lucas Silva"): já era uma estrela indiscutível dentro do clube e fora dele sem nada ter feito de relevante pela camisa tricolor, somente para si próprio - e o argumento que muitos utilizariam para rebater posições contrárias é a de que "a multa rescisória dele é de não sei quantos milhões, um jogador valioso assim só pode ser 'diferenciado' (sic)". Como já dito, amigos: é tática certeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-4778929100983316148?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/4778929100983316148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/07/taras-secretas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4778929100983316148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4778929100983316148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/07/taras-secretas.html' title='Taras secretas'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8ksLu9QNnhU/ThDvWGp38_I/AAAAAAAAAM8/oereOn--kHo/s72-c/Lucas%252C%2Bjpeg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3785312913850784757</id><published>2011-06-26T14:58:00.002-07:00</published><updated>2011-06-28T19:17:51.017-07:00</updated><title type='text'>Leu na Veja? Azar o seu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-7l6dTNbJKz8/TgpjTEdY3vI/AAAAAAAAAM0/LtQN_AKPRxk/s1600/revista-VEJA-burro.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7l6dTNbJKz8/TgpjTEdY3vI/AAAAAAAAAM0/LtQN_AKPRxk/s320/revista-VEJA-burro.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623416263991156466" /&gt;&lt;/a&gt;Matéria de capa da revista Veja essa semana trata desse novo fenômeno mercadológico-televisivo: o garoto Neymar. Primeiro ponto: a chamada de capa diz que "finalmente, surge um craque da linhagem de Pelé". Ora essa, quem acompanha futebol desde os semi-perdidos anos 90 sabe que muitos já vestiram o tal manto. Como abandonar agora aquilo que disseram de Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Robinho e alguns outros, que não só seriam tão grandes quanto, mas superariam o rei do futebol, na lógica imediatista e descartável do senso dominante? E qual critério é utilizado para negar jogadores da estirpe de Rivaldo, Giovanni, Renato Gaúcho, Careca, Serginho, e principalmente Romário, nessa festa de localizar os maiores craques contemporâneos? Que muleta extraordinária e inesgotável para aqueles pára-quedistas que não conhecem o assunto mas teimosamente se dispõem a falar dele (inclua aí parasitas do jornalismo esportivo, lógico)! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: a ascensão de Neymar mostra um mundo inapelavelmente corroído pelos manuais comportamentais de RH, o ditame do ser humano "evoluído" do novo século, ao lado das receitas de felicidade instantânea catalogadas em livros de auto-ajuda (livros esses que, sabiamente, não explicam que a busca mecânica e induzida por felicidade é contrária à própria idéia em si de felicidade, aparenta-se mais a um desespero social latente e está a um passo da patologia). Isso ajuda a explicar essa idolatria doente, pois são conceitos cada vez mais absorvidos por nosso tempo, parte identitária dos dias correntes: Neymar representa não o arrogante ou o individualista, mas sim o "pró-ativo", o que "lidera seu grupo à vitória", o "arrojado"; características essas as quais os psicólogos corporativos apontam em quem é "vencedor nato" para nortear seus critérios de seleção. Não é à toa que o jogador seja capa de Veja, portanto, um veículo que dá voz a tal mentalidade escriturária-robotizada e é direcionado a quem a valoriza e aplica em seu dia-a-dia. E tome números: quanto custa, quanto ganha, quantos patrocinadores possui, o quanto não sei quem vai lucrar, o quanto o Santos investiu, etc, etc, etc... Seria isso uma planilha de Excel ou uma matéria sobre jogador de futebol? Nesse nebuloso 2011, está cada vez mais difícil fazer a separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só para constar: me sinto um tanto quanto tentado a defender o Pelé jogador, e não tenho o menor problema com isso, haja visto a distância que vai ficando maior dele a cada geração que surge, e também a obrigatória negação ao modernismo que daí deriva - mas determinadas atitudes tomadas pelo "Rei" são de uma estupidez alarmante. Como manter a boa vontade depois de conferir Edson no Pacaembu usando o terno do patrocinador, permanecer em um camarote cercado de políticos, e ainda querer um naco dos holofotes ao descer para fazer populismo junto ao time no gramado? Nivelar seu maior jogador ao nível dos outdoors ambulantes de hoje, outro serviço prestado pelo futebol moderno - e no qual Pelé mergulha de cabeça sem pensar duas vezes.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3785312913850784757?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3785312913850784757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/leu-na-veja-azar-o-seu.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3785312913850784757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3785312913850784757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/leu-na-veja-azar-o-seu.html' title='Leu na Veja? Azar o seu'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7l6dTNbJKz8/TgpjTEdY3vI/AAAAAAAAAM0/LtQN_AKPRxk/s72-c/revista-VEJA-burro.png' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-779835708998285000</id><published>2011-06-21T07:25:00.001-07:00</published><updated>2011-06-23T18:25:12.775-07:00</updated><title type='text'>Pincelar bem para pincelar sempre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-J5P7TS8vJsU/TgPd6y5Qm6I/AAAAAAAAAMs/xPd_-yknAv4/s1600/golias.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 245px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-J5P7TS8vJsU/TgPd6y5Qm6I/AAAAAAAAAMs/xPd_-yknAv4/s320/golias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621580762052598690" /&gt;&lt;/a&gt;É legal ver que alguns comentaristas midiáticos (não por coincidência, aqueles que possuem o perfil mais "combativo" ante a malta de cachorrinhos de dondoca que povoa a crônica) compram a idéia do "ódio eterno ao futebol moderno" - mas não adianta achar que essa briga se resume à questão da elitização das arquibancadas e nada mais. É o mesmo que tratar de um ou outro órgão em uma doença que já se espalhou por vários deles. Ora, de que serve a pessoa fazer discursos de repúdio ao estágio atual do esporte, enquanto, ao mesmo tempo, exalta clubes que fizeram (e que continuam fazendo, sem trégua) por matar e enterrar o espírito real do jogo, e trata a pão de ló esses jogadores holográficos que vivem a realidade do futebol-marketing às últimas consequências? Uma coisa não exclui a outra: todos possuem sua parcela de culpa; e, se deseja-se realmente uma mudança, a solução definitivamente não é estapear com uma mão e afagar com a outra.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linko vez ou outra aqui alguns textos desses blogs "de esquerda" - mas como é triste dar uma passada d'olhos nos comentários destes sites! Sim, pois tais veículos são, supostamente, direcionados a quem deseja ver desnudadas as artimanhas sujas da mídia monopolista; mas, quando o assunto é futebol, essas mesmas pessoas ditas "esclarecidas" e "conscientes" (em nome, via de regra, da paixão clubística, e, para defender "astros" da profissão, daquilo que existe de mais raso e clichê no discurso patriótico) passam a cordeirinhos do senso comum com velocidade estonteante. Ou seja: tornam-se reféns e vítimas daquilo que acreditam criticar; caem com facilidade na armadilha a qual se crêem alertas; em função de um provincianismo risível que parece esquecer que futebol também é política massiva de controle e manipulação, e que, assim sendo, traz consigo corrupção, tráfico de influência, favorecimento ilícito, etc. Demonstração cabal de que as ventosas do esquemão vigente são tão perniciosas e envolventes que se estendem até onde menos imaginamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse em outro post, o futebol anda cada vez mais previsível - e o título do Santos foi anunciado antes por aqui. Foi também, como o esperado, uma festa que visava, antes de tudo, produzir imagens para a TV. Assustava ver que o que acontecia em campo não existiria sem a intermediação de uma máquina, foi montado em sua função; e, a ela, acima do próprio espetáculo em si, cabia a responsabilidade por guiar as reações e sensações. Quem estava no gramado (até mesmo seres periféricos, como reservas, cartolas, etc.) atuava com o propósito de ser eternizado em fotos e fotogramas; calculava suas poses para melhor aparecer em capas de jornais e esportivos do meio-dia, fornecia bons ângulos de foco e esperava ser correspondido; premeditou as atitudes que tomaria caso o título chegasse com esse propósito, o de produzir efeitos bombásticos pela pose. Como bons veiculos de marketing que são, os jogadores aprenderam a viver o efêmero, e fazem até mesmo a conquista de um título tornar-se evento frio, mecânico, artificial, esquecível dali a algumas horas. Isso caracteriza o futebol moderno: ser ligeiro de espírito; jurar amor aqui e dias depois jurar em outro lugar, sempre sob o signo do consumo. A vaidade e o egocentrismo exacerbados talvez sejam suas únicas manifestações de vida não-programada, não-publicitária - e Neymar dar a volta olímpica sozinho e correr a jornalistas antes de partir para a torcida é a realidade do futebol mundial em 2011 esfregada em nossos focinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-779835708998285000?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/779835708998285000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/pincelar-bem-para-pincelar-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/779835708998285000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/779835708998285000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/pincelar-bem-para-pincelar-sempre.html' title='Pincelar bem para pincelar sempre'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-J5P7TS8vJsU/TgPd6y5Qm6I/AAAAAAAAAMs/xPd_-yknAv4/s72-c/golias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7665285396351692159</id><published>2011-06-19T16:12:00.001-07:00</published><updated>2011-06-20T07:14:11.743-07:00</updated><title type='text'>Caldeirão? Por onde que eu não vi?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-GD7Zp2nnrO0/Tf6Rcio0JEI/AAAAAAAAAMk/v4Lc3s06jfo/s1600/Pacaembu-completa-70-anos1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GD7Zp2nnrO0/Tf6Rcio0JEI/AAAAAAAAAMk/v4Lc3s06jfo/s320/Pacaembu-completa-70-anos1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620089304525317186" /&gt;&lt;/a&gt;(Notícia retirada do site "Diário da Bananolândia":)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TORCEDOR PROCESSA JORNALISTAS POR PROPAGANDA ENGANOSA&lt;br /&gt;Por Paulo Nonato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um torcedor de São Paulo, capital, que preferiu não se identificar, mas que aceitou que divulguemos as iniciais G.C., está com um processo correndo na justiça da cidade, no qual responsabiliza todos os jornalistas por aquilo que considera propaganda enganosa divulgada em sites, jornais e programas de TV. "Sim, pois eles estão dizendo que, se o Santos mandar a final da Libertadores no Pacaembu, o estádio se transformará em um 'caldeirão'. Considerei tal afirmação, além de mentirosa, ofensiva, pois, se brasileiro sequer sabe torcer, comporta-se no campo como uma tia velha, como terá condições de tornar qualquer ambiente em um 'caldeirão? Por isso, processo mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G.C. acredita que existam outros interesses por trás de tal colocação. "É uma maneira de tentar passar para aquele que está em casa um sentido da loucura que uma 'final' deve ter, mas de forma desesperada e proto-marketeira, que visa produzir esse clima na véspera de forma artificial, incutir no torcedor que ele ajudará a criar um descontrole e a fazê-lo acreditar que qualquer coisa que assista no Pacaembu quarta-feira remeterá a um memorável inferno na Terra - mas eles sabem que os que lá vão gastaram muito dinheiro para simplesmente 'torcer', essa coisa animalizada e reservada somente aos de baixo nível econômico/social. Por isso, em 10 minutos começam essa coisa típica de brasileiro, que é vaiar o time se as coisas não saem como o esperado. Barulho de apupos não é 'torcer'", afirma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Também é uma forma ridícula de igualar a torcida nativa com as demais latino-americanas, ainda baseado no clichê 'Brasil é o país do futebol'. No discurso desses profissionais, não podemos ser inferiores às torcidas de outros países, pois, de acordo com o chavão, precisamos ser melhores do que eles em todos os níveis. Mas a tradição platina, uma escola reconhecida universalmente como exemplar, ensina que uma torcida deve ser a força do time partindo das aquibancadas - e a brasileira, que o time deve, do campo, empurrar a torcida e ditar suas reações. A latina reage antes e durante; a brasileira, somente depois. A mentalidade é o exato inverso, e o brasileiro nunca transporá esse abismo que o separa do torcedor verdadeiro porque uma questão cultural os diferencia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o processo já iniciado, G.C. acredita em uma vitória no litígio. "É lamentável que essas pessoas da imprensa, e até mesmo esses torcedores de ocasião, insistam em criar uma realidade paralela, ao invés de começarem a trabalhar com fatos concretos, que qualquer um com a cabeça no lugar pode ver. Quando tiverem a humildade de admitir que Brasil não possui torcidas, e sim gente que vai assistir aos jogos, pode ser que algo se transforme".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7665285396351692159?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7665285396351692159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/noticia-retirada-do-site-diario-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7665285396351692159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7665285396351692159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/noticia-retirada-do-site-diario-da.html' title='Caldeirão? Por onde que eu não vi?'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GD7Zp2nnrO0/Tf6Rcio0JEI/AAAAAAAAAMk/v4Lc3s06jfo/s72-c/Pacaembu-completa-70-anos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6412817621686936383</id><published>2011-06-13T07:49:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T08:11:10.627-07:00</updated><title type='text'>O sinistro castelo de cartas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-AZa4Qn00ZuQ/TfYnI9N4CmI/AAAAAAAAAMc/KQhJJl8URO8/s1600/ricardo-teixeira_o-melhor-jogador-do-brasil.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 208px; height: 296px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AZa4Qn00ZuQ/TfYnI9N4CmI/AAAAAAAAAMc/KQhJJl8URO8/s320/ricardo-teixeira_o-melhor-jogador-do-brasil.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617720620016470626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://"&gt;http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/06/13/e-com-esse-teixeira-que-o-brasil-vai-para-a-copa/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existem pessoas da TV/grupo de mídia hegemônico que comanda o país interessados como poucos nessa Copa brasileira, e dispostos a tudo para mantê-la somente no nível engana-trouxa da "corrente pra frente", repórteres de outros veículos tentam se dispor a cavucar um tanto a história sinistra de Ricardo Teixeira e da entidade que comanda há tempos, a não menos mórbida CBF. Claro que a repercussão é mínima, já que os que amplificariam decisivamente os fatos são esses mesmos que nutrem interesses escusos; mas é nosso dever, ao menos, repassar o que é feito para que de dissipe um pouco a nuvem inglória de ignorância erguida pelos (criminosos) oportunistas midiáticos residentes no Jardim Botânico carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e por falar nisso: Ronaldo concedeu "entrevista exclusiva" a seu amigo Galvão Bueno, que foi ao ar no canal do locutor ontem, no tal "Esporte Espetacular" (que nome perfeito de um programa ocupado em repercutir o futebol do faz-de-conta, não?)... Logo, o "grande ídolo brasileiro", quase um empregado dessa rede de TV, tamanha a identificação de um para com o outro, estará em alguma novela da emissora, não é difícil prever. Vai, Brasil!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6412817621686936383?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6412817621686936383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/o-sinistro-castelo-de-cartas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6412817621686936383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6412817621686936383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/o-sinistro-castelo-de-cartas.html' title='O sinistro castelo de cartas'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AZa4Qn00ZuQ/TfYnI9N4CmI/AAAAAAAAAMc/KQhJJl8URO8/s72-c/ricardo-teixeira_o-melhor-jogador-do-brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5642028603070174156</id><published>2011-06-11T14:03:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T18:44:36.239-07:00</updated><title type='text'>Me engana que eu gosto, parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-11bQ1GYRLkc/TfVCH3yWZEI/AAAAAAAAAMU/nv3lfymVyek/s1600/denilson_chora.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-11bQ1GYRLkc/TfVCH3yWZEI/AAAAAAAAAMU/nv3lfymVyek/s320/denilson_chora.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617468813216212034" /&gt;&lt;/a&gt;Pescadas entre tantas, aqui estão algumas dessas recentes fraudes criadas no futebol brasileiro, e vendidas (ou não) a peso de ouro a fãs e times incautos, com a ajuda inestimável da CBF e da seleção brasileira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DENILSON&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Esse negócio de nego nos encher o saco com especulações para determinado jogador "ser cobiçado" ou "interessar" ao Barcelona não é de hoje - o ponteiro Denilson já havia sido alvo de campanha similar, quando foi negociado por uma fortuna junto ao Betis (e muitos diziam que era apenas uma questão de tempo para essa "revelação" do futebol brasileiro chegar ao gigante catalão). Deu chabu: no Betis, contaminado pelo oba-oba, Denilson acomodou-se, e, aos poucos, mostrou ser um desses tantos atletas supervalorizados que o modernismo cria com sua máquina de hologramas. De volta ao país das bananas, no Palmeiras, mostrou-se a léguas mesmo do pouco que havia feito, uma molécula do que previram que faria em sua trajetória, e passou a rodas clubes de medíocre expressão para faturar uns trocados. Esse é aquele que a revista Placar, em sua edição especial para a Copa de 98, disse que, se jogasse "solto na esquerda, poderia tornar-se o craque da competição". Vai Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FÁBIO ROCHEMBACK&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Esse aqui deixava muitos queixos caídos em Porto Alegre no fim dos anos 90, e já era considerado (por quem?, você deve se perguntar - pois é, eu também não sei) um volante de primeiro time quando, do Internacional, foi negociado com o (olha aí de novo!) Barcelona. Lá não conseguiu sustentar a farsa por muito tempo: jogador como tantos outros volantes do mundo, Rochemback, escarrado por não ter força ou categoria suficiente para estar em um massiste europeu, foi fazer carreira no tecnicamente miserável (e sempre conveniente) campeonato português, representando o Sporting de Lisboa. Retornou ao Brasil, sem ter deixado qualquer lembrança duradoura no Velho Mundo, para jogar no rival Grêmio - o que mostra, inequivocamente, que, para jogadores da nova safra, esse negócio de honrar e respeitar as seculares rivalidades regionais definitivamente não é importante quando surge a fala macia de um gordo contracheque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MANCINI&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Não ter conseguido se firmar como titular em times claudicantes como Portuguesa e São Caetano não impediu o lateral Mancini de ir à Roma. Lá chegou, fez boas temporadas jogando como atacante (!), e, aproveitando-se do imediatismo corrente, foi negociado com a Inter de Milão. Ali, o que poderia fazer? Nada, óbvio - nem quem comprou o "craque" deve ter acreditado que seria diferente (e quem encheu os bolsos de grana com essa estapafúrdia negociação deve sorrir de orelha a orelha até hoje). Mas a surpresa não termina por aí: depois de ser encostado no elenco interista, foi emprestado ao Milan! Como um jogador tão mediano, que por cá era peça de troca em equipes de segunda divisão, pode vestir, em duas temporadas seguidas, camisas tão poderosas? Em uma demonstração de que nem tudo está de ponta-cabeça, Mancini lá também sequer fez vento, e voltou ao Brasil, para o Atlético Mineiro - e, se as coisas correrem como o esperado, deve comer banco mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo logo tem mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5642028603070174156?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5642028603070174156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/me-engana-que-eu-gosto-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5642028603070174156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5642028603070174156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/me-engana-que-eu-gosto-parte-1.html' title='Me engana que eu gosto, parte 1'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-11bQ1GYRLkc/TfVCH3yWZEI/AAAAAAAAAMU/nv3lfymVyek/s72-c/denilson_chora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5245734613047167785</id><published>2011-06-08T12:03:00.003-07:00</published><updated>2011-06-10T19:10:15.207-07:00</updated><title type='text'>Souvenirs, novidades, jogos de mágica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-RSZ1a78pwfA/TfLAJpT9cuI/AAAAAAAAAMM/klP0TACEHrE/s1600/ronaldo-reu230.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-RSZ1a78pwfA/TfLAJpT9cuI/AAAAAAAAAMM/klP0TACEHrE/s320/ronaldo-reu230.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616762957225358050" /&gt;&lt;/a&gt;Estive, esses dias, mais precisamente domingo último, na pista de skate de São Bernardo do Campo, para conferir shows de bandas amigas que lá se apresentariam - mas o que menos importava, à maioria dos que ali estavam ao menos, era música, ou qualquer manifestação humana carnal, genuína e honesta. O mais importante, para a criançada que frequenta o local (e que mostrou ser um recorte comportamental instantâneo dessa massa de infantes sem cara nascida dos anos 90 pra cá) é o marketing de si mesmo, a promoção de uma atitude antes da atitude em si, a maquiagem como permanente estado de espírito. Me sentia como em um descampado de hipnose coletiva maciça, no qual todos precisavam uniformizar-se, seguir as mesmas regras, comportar-se da mesma maneira, criar uma realidade ao invés de vivê-la, como se fossem avatares de redes sociais ambulantes. Se existia alguma sinceridade ali, era somente na diposição ferrenha dos guris em encarnar os simulacros. Assim sendo, vistamo-nos dos pés à cabeça de skatistas ou rockeiros antes de efetivamente sê-los - conta mais perante a "turminha fotolog". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: na terça-feira, tivemos a tal "despedida de Ronaldo". Ali tínhamos, como tudo digno da atenção deste mundo moderno, um evento, antes de qualquer coisa. Nele, o intento era somente ratificar uma convenção, essa coisa histérica e doentia de que Ronaldo é um dos "maiores de todos os tempos", para emprestar algum significado a essa era dinheiro/mídia do futebol, que tanto investe em ilusão e que precisa de retorno eletrizado, televisivo, megalomaníaco. Assim como o que vi na pista de skate, o futebol, não de agora, tornou-se esse negócio do "vestir-se de craque antes de sê-lo", e aquele foi o dia de um dos maiores baluartes dessa realidade, a da publicidade que precede a ação, ser reverenciado pelos mesmos de sempre com textos já prontos, que poderiam ter sido escritos lá em 96, 97, 98, não faria diferença. Hipnotizados (da mesma forma que a criançada Internet-TV a cabo lá do domingo), amortizados perante uma imposição além de si, incrustada nessa coisa intransigente e castradora que é o tal inconsciente coletivo, e que, como tal, não pode ser contestada (alguém aí ousaria dizer que "Sgt. Peppers" não é o maior disco de todos os tempos?), mídia e público ergueram as mãos para congratular um jogador que bolou uma despedida heróica para si próprio, um gênio que era gênio antes de iniciar a carreira, um "Fenômeno" criado a golpes de talhadeira e sem concorrentes à altura quando o negócio é vender uma condição (pessoal, profissional). Um verdadeiro filho do seu tempo, em suma, que ajudou a solidificar (e esvaziar) os métodos de uma era, e que, de forma alguma, poderia ser "ídolo" de outra época que não essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na despedida de Romário, diziam: "o adeus do Baixinho". Nessa, de Ronaldo, as palavras eram: "o adeus de um mito". Na diferença de tratamento reside toda uma realidade do esporte (e do mundo) moderno. No pós-futebol, mais do que o corporativo, Ronaldo representa a definitiva vitória do laboratório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5245734613047167785?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5245734613047167785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/souvenirs-novidades-jogos-de-magica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5245734613047167785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5245734613047167785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/souvenirs-novidades-jogos-de-magica.html' title='Souvenirs, novidades, jogos de mágica'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RSZ1a78pwfA/TfLAJpT9cuI/AAAAAAAAAMM/klP0TACEHrE/s72-c/ronaldo-reu230.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3186412044470370180</id><published>2011-06-07T19:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T11:54:15.138-07:00</updated><title type='text'>Onde houver veneno, levarei antídoto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ieD7ahD_yp8/Te7ev4iJM6I/AAAAAAAAAGk/2lVSfbeKOvo/s1600/giovanni.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 298px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615670699588400034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ieD7ahD_yp8/Te7ev4iJM6I/AAAAAAAAAGk/2lVSfbeKOvo/s320/giovanni.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Cá estou novamente, frente ao abismo, contemplando a ti. Sei que não vais abandonar-me – e este dia é como tantos outros para mim, embora repousem na cidade ares pesados do tão conhecido e repudiado louvor à tua humilde bestialidade. Outras vezes mais nos encontraremos, nas boas e péssimas ocasiões. Você nunca saiu da minha vista, e eu sempre mirei a ti. As vozes do horror, pais de tua salvação e danação, já te consagram pelo “futuro sucesso” de seu recém iniciado doutorado de si mesmo. Assim como o construíram, te mantém; mentiras bem contadas neste e naquele rincão da arte plastificada e prostituída. Sua presença só é pequena perto da dor que a ausência dos dias sem ti me evoca. Sua constante produção maquiada castiga células agitadas que desequilibram meu eixo vital. Tu és a sombra que me cega, porém logo volta a orientar-me, pois o mundo sem ti é o seu próprio negativo da fraqueza, e também meu espelho espatifado que alimenta minhas utopias. Estou perto de ti, ainda que distante. Não há saída depois da última. Nem muito tempo restante. Os anjos e demônios choram por nós. E no torpor de sua magia, me contam uma estória. Sobre eu, perdido no deserto, novamente atrás de ti, nessas turbulentas jornadas tuas, que me lembram a Bolsa de Valores da cidade. Já estou enlouquecido de novo, com a perigosa mistura da tristeza com o ódio. Muitas dores e agonias – eis o deserto das testemunhas oculares e palpitares. De repente, uma gota cai do céu. É água. E gosto de lembrar que tudo o que é vida é água. Nada vivo neste planeta lhe faltará água, embora haja algumas tantas variações sobre quais formas, tamanhos, cores e etc. E também abunda em água tudo que há de malevolente, cruel, sádico, desonesto, etc. Citando Tim Maia, tudo é tudo e nada é nada. Então ela vem a mim com a energia equilibrada, embora eu não saiba de onde ela vinha, como, por que, se me adoeceria ou amadureceria. Eu abro a boca, sem medo ou dúvida, até porque tudo isso aconteceu em questão de segundos. A gota cai na boca. Eu a absorvo em seu harém de dor e prazer – o tudo e o nada. O tempo, cedo ou tarde, vai cobrar seu trabalho. Há a segunda escassez de gotas. Você não a tem mais, não a vê, nem caindo do céu, tampouco pipocando do inferno. Na terra há pouca vida. No céu, o marcante do tempo sorri, inflado em seu constante e torturante orgasmo cósmico. Eu frito. Logo após, começa a seqüência animalesca na busca pela luz no fim do túnel. Agarra-se em qualquer galho. Despe-se mais. A loucura é mais freqüente e intensa. E qualquer substância em uma folha qualquer será a traição de mim mesmo com uma gota suja. A estória não tem final feliz, nem triste. Ela apanha do tempo mais do que os pensantes na Inquisição. Então, voltemos a buscar novos rumos movidos pelo nojo do repetido gosto amargo da sujeira. E nessa bola monstruosa de energia, estamos por cima e por baixo o tempo todo. Presos, conectados, inertes aos golpes pressionados pelo tempo e impotentes ao apocalipse que estoura aos nossos pés cansados. Bolhas cancerígenas, sonos insalubres, figa na canhota e suor frio brotando pele afora. Pioneiros e artilheiros. Formigas alucinadas, por instinto vomitam e comem tudo de volta. Ininterrupto refluxo da sobrevivência. Hoje é dia de “honras” para ti. “Deve haver a terceira e derradeira dança”. Para os que sentem sua bomba a funcionar, apenas um dia mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÓDIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3186412044470370180?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3186412044470370180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/onde-houver-veneno-levarei-antidoto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3186412044470370180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3186412044470370180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/06/onde-houver-veneno-levarei-antidoto.html' title='Onde houver veneno, levarei antídoto'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ieD7ahD_yp8/Te7ev4iJM6I/AAAAAAAAAGk/2lVSfbeKOvo/s72-c/giovanni.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-4859460448933424567</id><published>2011-05-26T07:20:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T18:47:20.481-07:00</updated><title type='text'>Como são chatas as festas do futebol moderno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rTgbqUb9lLg/Td50ZXKvWDI/AAAAAAAAAL4/rgPQkeB-N2w/s1600/tostao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rTgbqUb9lLg/Td50ZXKvWDI/AAAAAAAAAL4/rgPQkeB-N2w/s320/tostao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611050164814829618" /&gt;&lt;/a&gt;Meu primo me liga aqui ontem à noite para falar sobre a "rodada decisiva" da Copa do Brasil - e eu digo a ele que é absoluta, humana e racionalmente impossível que o Vasco não passe para a final do torneio (isso já havia ficado um tanto claro depois daquele bisonho pênalti marcado em São Januário, nos estertores do primeiro prélio). Logo depois, dito e feito. E, se acertei sem precisar torrar a massa cinzenta com raciocínios e análise de estatísticas, não é porque tenho poderes de clarividência não: é porque o futebol anda previsível demais. Ora, vejamos: se o Vasco não fosse à final da competição, a Globo teria de transmitir uma finalíssima entre Avaí e algum time da outra semi (acabou dando Coritiba, mas poderia ser o Ceará)... Como, além de mostrar uma partida sem atrativos como essa (idéia deles), deixar de fora um time da outra praça mais importante para esta rede de TV, o RJ? Passar "Cinema Especial" com filmes nacionais ridículos (financiados pela própria emissora, uma extensão de sua imposição da "novelas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;way of life&lt;/span&gt;" em outro meio) no horário reservado a alguma partida de equipe paulista/carioca? Pois sim, paulista incluso, já que o Santos também está nessa. Queria ter postado isso por aqui antes, mas vai agora: o Peixe é, de longe, o time talhado desde bebê para ganhar essa Libertadores. Afinal, qual outra agremiação latino-americana, hoje, dá tanto valor ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;star system&lt;/span&gt;? Qual possui jogadores mais mimados, milionárias estrelas midiáticas antes de serem craques de bola reconhecidos? É necessário uma maior "vitrine" para esses, já que é hora de extrapolar as fronteiras e buscar divisas, devido ao alto investimento feito em cima dos "meninos da Vila". Pode ser que o Cerro aplique uma surpresa para cima deles (já que, tecnicamente, o Santos não apresenta nada que o credencie cegamente a qualquer coisa - tanto nessa caso como no do Vasco falamos de política, não de futebol), mas é bem pouco provável quando forças externas também atuam nos resultados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em uma época desesperada para ser relevante além da tal "revolução tecnológica"; que precisa encontrar, a qualquer custo, referências de carne e osso para ser mais do que o período da "globalização" e da "diminuição das fronteiras", cujo preço a se pagar são as crescentes assepsia, padronização e artificialidade (mas com a ilusão de uma "personalização" vendida aos afoitos usuários - redes sociais, por exemplo, que ligam pessoas às outras apenas pela via virtual, enquanto afasta do contato físico). De ontem para hoje, travei contato com dois exemplos puros desse fato: Neto dizer, em seu blog, que Neymar "poderá alcançar o mesmo status de grandes como Pelé, Garrincha, Maradona"; e Tostão (foto), na revista Placar, colocar Messi como um dos maiores jogadores que viu. Essa obsessão por ranquear as coisas, o papo de "esse vai ser maior que aquele", me provoca sono. Esses modernos querem valorar tudo, colocar tudo em tabelas, com etiquetas. Procuram impor, desde Ronaldo, que nossa época verá surgir um "novo Pelé". Isso foi dito também de Ronaldinho Gaúcho, Robinho... Nenhum vingou. Agora é a vez de Messi, que alguns, como o Mineirinho de Ouro, já levantam como "o provável maior de todos os tempos" (baseados na rigidez dos números, primordialmente - ah, a impessoalidade dos nossos tempos). Amiguinhos, a época dos monstros sagrados era outra, a forma do futebol ser disputado/entendido também, a categoria desses senhores é insuperável e referencial. Ser uma tática para fisgar os novos espectadores, essa molecadinha que agora se aficciona, para fazê-los acreditar que os "novos gênios" que assistem (e dos quais consomem merchandising sem parar) são equiparáveis ao que de maior o futebol já produziu, ajuda a explicar a utilização desse expediente, mas não o torna não menos vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-4859460448933424567?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/4859460448933424567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/como-sao-chatas-as-festas-do-futebol.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4859460448933424567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4859460448933424567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/como-sao-chatas-as-festas-do-futebol.html' title='Como são chatas as festas do futebol moderno'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rTgbqUb9lLg/Td50ZXKvWDI/AAAAAAAAAL4/rgPQkeB-N2w/s72-c/tostao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-4888543762886861955</id><published>2011-05-25T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T14:38:01.474-07:00</updated><title type='text'>Tirem as crianças da sala!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-p4Ti5RaZxEY/Td0rFYkxLeI/AAAAAAAAALw/x7yEPm3x2kk/s1600/regisrosing_carloseugeniosimon_gcom_30.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-p4Ti5RaZxEY/Td0rFYkxLeI/AAAAAAAAALw/x7yEPm3x2kk/s320/regisrosing_carloseugeniosimon_gcom_30.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610688082269515234" /&gt;&lt;/a&gt;ATENÇÃO: agora você irá travar contato com uma singela e abrangente reunião dessa escória festiva que trabalha com a cobertura de futebol, prepare-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://esporte.uol.com.br/album/110524reporteresenquete_album.jhtm#fotoNav=1"&gt;http://esporte.uol.com.br/album/110524reporteresenquete_album.jhtm#fotoNav=1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que sobra algum para votar na enquete "quem é o melhor"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra: que diabos é "Smeagol"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-4888543762886861955?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/4888543762886861955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/tirem-as-criancas-da-sala.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4888543762886861955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4888543762886861955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/tirem-as-criancas-da-sala.html' title='Tirem as crianças da sala!'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-p4Ti5RaZxEY/Td0rFYkxLeI/AAAAAAAAALw/x7yEPm3x2kk/s72-c/regisrosing_carloseugeniosimon_gcom_30.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5197970270172241725</id><published>2011-05-24T16:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T14:33:34.878-07:00</updated><title type='text'>Os alquimistas (do marketing) estão chegando</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-OaAGATIbP5o/TdxdX0um1TI/AAAAAAAAALo/JBC4Z3JRu1g/s1600/Milos-Krasic.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 227px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-OaAGATIbP5o/TdxdX0um1TI/AAAAAAAAALo/JBC4Z3JRu1g/s320/Milos-Krasic.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610461899669296434" /&gt;&lt;/a&gt;Em algum post aí perdido, falava que existe uma cartilha de chavões para os cronistas/narradores/apresentadores, que rege suas falas de forma robotizada, nivelada pelo rasteiro e que não dá espaço para que expressem suas reais opiniões (se é que possuem alguma). Gol que possua determinada jogada é "golaço" sempre; atleta que acerta três ou quatro passes seguidos já é digno de destaque histérico, etc. Qual a idéia por trás disso? Fazer com que a torcida, essa entidade esponjosa, comporte-se de tal forma também. Como são os "especialistas", as vozes que possuem, teoricamente, conhecimento técnico/teórico e, a partir daí, esclarecimento suficiente para determinar o que é bom e o que é ruim, eles fazem o tempo todo política nada inocente e direcionam a maneira de o espectador perceber o jogo; e este, se não se precaver (o que é fácil, pois desligar nosso senso crítico é primordial para as transmissões de TV), cai direitinho em muitos dos incontáveis embustes exaltados por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, fui dar uma olhada em uma lista das 25 melhores contratações da temporada européia, feita por Leonardo Bertozzi, comentarista da ESPN Brasil e editor da revista Trivela (da qual Toro é muito fã). Não mais me identifico com esse tipo de coisa; as palavras de empolgação do cara não me atingiram (só consegui reagir aos nomes ao rir de uma menção a Robinho; o resto me soou sempre estranho, por conta do tom empolgado do articulista e da minha falta de interesse por tantos nomes medianos que empesteiam os gramados no Velho Mundo). Eis que, besta, vou dar uma olhada nos comentários, esta maneira tão veloz de tirar qualquer um do sério, e vejo lá que pessoas (isso mesmo, no plural) pediam Krasic, da Juventus de Turim, entre os listados. Tive um misto de gargalhada e desespero, sentindo que minha mente havia ficado oca repentinamente e não havia percebido: ora essa, Krasic é um desses medíocres que alcançam certa fama, um atleta desengonçado, lento, sem cintura, com dificuldade para acertar passes e enxergar o jogo - e, por todas essas "qualidades", virou motivo de galhofa entre o pessoal com o qual converso regularmente sobre futebol. O que leva um encosto desses a ser considerado "craque"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser jogador da Juventus, time em má fase mas ainda um dos grandes do mundo, ajuda? Talvez. Substituir Nedved com um visual parecido, também? Sim, a ilusão de ótica pode ser fator a se considerar. Mas, mais importante que isso: note que não existe nível de exigência para o futebol publicitário. Ela não só caiu, como ficava nítido há algum tempo: agora, ela, a exigência, parece não existir mais. Tudo é vendável; tudo, se tratado com a devida parcimônia, carinho e paciência, pode ser transformado em mercadoria campeã de faturamento mesmo com embalagem enganosa. Entregue uma panela, um pára-choque de carro, ou mesmo o tal Pepe, tenebroso companheiro de Krasic na Juve, a um marqueteiro habilidoso, que saiba trabalhar com imprensa e patrocinadores, e ele é capaz de elegê-los os "melhores do mundo" naquela festa ridícula da FIFA, no fim do ano. E o público, mera (porém necessária) massa de manobra, instala-se confortavelmente na mentira, vive-a e sequer deseja sair dali, pois é mesmerizado para não dizer o contrário do que lhe é imposto de cima. Assim é o reino da propaganda: a margarina que é exibida na tela ou no anúncio de revista precisa lhe provocar ganas de consumo, de descartar as outras marcas de antemão, de colocá-la na lista de compras do mês, de aprová-la de antemão, sem ao menos tê-la experimentado. Eis então Krasic, um dos tantos craques-margarina dos novos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5197970270172241725?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5197970270172241725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/os-alquimistas-do-marketing-estao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5197970270172241725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5197970270172241725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/os-alquimistas-do-marketing-estao.html' title='Os alquimistas (do marketing) estão chegando'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OaAGATIbP5o/TdxdX0um1TI/AAAAAAAAALo/JBC4Z3JRu1g/s72-c/Milos-Krasic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-868195350896156353</id><published>2011-05-23T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T14:39:46.216-07:00</updated><title type='text'>Começa a guerra no bananal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Ac1J1qE5-ok/Tdp_hZDEj0I/AAAAAAAAALg/l9p8_1XbCjg/s1600/filhodaputadocaralho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ac1J1qE5-ok/Tdp_hZDEj0I/AAAAAAAAALg/l9p8_1XbCjg/s320/filhodaputadocaralho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609936497479552834" /&gt;&lt;/a&gt;Não deram tempo para que ninguém pudesse respirar fundo: mal acabou o Campeonato Paulista (ou "Paulistão"), e já tinha um Campeonato Brasileiro (ou "Brasileirão") dobrando a esquina. Ainda estão sendo disputados alguns estaduais Brasil afora, mas na República das Bananas é assim que funciona: como são as TVs que sustentam os clubes em seu eterno status corrupto/falimentar, é necessário que o ritmo dos campeonatos seja igual ao de uma novela, que termina no sábado e outra já entra no ar na segunda-feira, sem tirar de dentro. Se você acreditou na balela de que os clubes não seriam mais reféns das emissoras de televisão, taí a confirmação de que sempre serão, de um jeito ou de outro, não adianta espernear. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a TV faz o que bem quer com tudo, isso é consumado - se você ainda não notou, não sei, sinceramente, o que faz aqui neste blog. Pois bem: mal o campeonato começou, iniciaram-se também os trabalhos com a sua publicidade massiva, o habitat natural do futebol moderno, para a criação de mitos e a derrubada do que não os interessa. E o alvo, desta feita, foi ele: Ronaldinho Gaúcho. Depois do fracasso na Copa do Brasil, torneio que estava desenhado para que fosse vencido pelo "ex-melhor do mundo" (e só não o foi porque não existia maneira de mascarar seu péssimo futebol, nem entre aqueles que o defendem - se houvesse um mínimo apenas, o Flamengo seria campeão), o Bananeirão começa do jeito que mídia nativa gosta: com a oportunidade de exaltar aquele que é o maior investimento do futebol nacional na temporada. Sim, eles salivavam por isso desde o início. Poder dizer "Ronaldinho mostrou futebol comparável aos tempos de Barcelona", "Ronaldinho estraçalhou o adversário", "Ronaldinho deu show" (já reparou como usam a palavra "show"?). Não ia precisar de muito não, para que soltassem essas frases feitas a torto e a direito. Bastaria uma partida um pouco acima de sua média medíocre desde que voltou para cá, de preferência com gol, para que se escancarasse a burrice e a visão turva, tão notórias, da nossa imprensa esportiva, assim como a mendicância do futebol de câ, disposto a cair de joelhos e fazer pirotecnica auto-congratulatória por qualquer resto de nada. Ronaldinho agora não tem que ser melhor do que os outros: basta ser melhor do que si próprio, sair um pouco da sua zona de conforto, criada através da falta de cobrança que seu 'status de estrela' e de 'craque consagrado' o proporciona (não viram a presidente do Flamengo dizer que ele ainda é "o cara", depois de dois meses sem jogar nada?), para que seja criada, novamente, aquela realidade paralela em torno de sua "arte". Assim aconteceu, contra o time B do Avaí (?). Sem surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa como devia começar, enfim. Um bom Bananeirão 2011 a todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Em tempo: assisti algo da tétrica partida entre Ceará e Vasco no sábado, e o meia Bernardo, que virou uma espécie de "novo Phillipe Coutinho" por lá, ou seja, um nada propagandeado como "astro", fez o que se espera de um jogador bananeiro moderno: comemorou seus dois tentos com a câmera da TV Globo. No segundo, até agachou para melhor ser focalizado; quase lambia a lente do cobiçado objeto. Não me admiraria se esses caras jogarem imaginando, ao mesmo tempo, as jogadas que irão fazer e o posicionamento de cada uma das câmeras em campo, na forma que irão aparecer nas imagens, qual a melhor posição para ser mais filmado que os outros. Como já dito, publicidade é tudo.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-868195350896156353?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/868195350896156353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/comeca-guerra-no-bananal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/868195350896156353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/868195350896156353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/comeca-guerra-no-bananal.html' title='Começa a guerra no bananal'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ac1J1qE5-ok/Tdp_hZDEj0I/AAAAAAAAALg/l9p8_1XbCjg/s72-c/filhodaputadocaralho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-740810600358659993</id><published>2011-05-21T16:23:00.001-07:00</published><updated>2011-05-21T19:28:07.338-07:00</updated><title type='text'>Procura-se um túmulo para a dignidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-fEjQO6rmnls/TdhxG8jNv0I/AAAAAAAAALQ/97ki4-bvR38/s1600/lixodolixodolixo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 181px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-fEjQO6rmnls/TdhxG8jNv0I/AAAAAAAAALQ/97ki4-bvR38/s320/lixodolixodolixo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609357700036935490" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje o futebol moderno escreveu um de seus capítulos mais repulsivos. No Santiago Bernabeu, o Real Madrid enfiou 8 a 1 no rebaixado Almeria. Foi um espetáculo grotesco, um verdadeiro fundo do poço, talvez a perfeita chave de ouro para esse campeonato escroto. Hoje, mais uma vez, a glorificação do lixo a qualquer custo ficou exposta sem nervos diante dos meus olhos. Um time sem dignidade, hombridade ou seriedade apenas estava de corpo presente em campo, mas em espírito completamente acuado; não queria opor qualquer resistência ao esquadrão "galático", pois já se derrotara de antemão nos vestiários, erigindo um mundo que os separava deste anfitrião tão "estrelado", e amedrontado até mesmo de marcar, de encostar nos adversários. Vimos em campo, durante excruciantes 90 minutos, o protótipo do futebol moderno, como se fosse uma maquete de seu projeto: equipe menor esmagada (em termos estritamente numéricos) por aquela que possui maior poder aquisitivo. E a verdadeira tristeza da situação foi não apenas ver essa covardia comprada, imposta de fora para dentro ao Almeria; foi ver também que tais fortunas, como essa do time merengue, adquirem apenas nomes, moicanos e chuteiras coloridas, pois ali não tínhamos algo que chegasse ao menos perto daquele espírito de empolgação crescente que se espera em uma goleada desse porte. Não: apenas gosto de plástico, apenas uma torcida amorfa cegamente disposta a se fascinar com qualquer coisa, apenas a confirmação mecânica e sem vida de uma superioridade, apenas o horror de enxergar uma dominação quase fascista (pois ditatorial, sem espaço para respirar) do maior perante o combalido e apavorado menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante algum tempo, veremos gente falando que o Real deu "show", que Cristiano Ronaldo "jogou muito" e "quebrou recordes", que Mourinho é "o melhor técnico do mundo", e tal. Isso dito pelos mesmos fantoches de sempre, que se recusam a (ou sequer são intelectualmente capacitados para) avaliar as coisas com maior profundidade. Mas esses mesmos ases da opinião sequer tocarão no assunto que salta às vistas: o total sucateamento do Campeonato Espanhol, da sua transformação em latrina futebolística da Europa, em função, agora mais do que nunca, de seus mais estrelados times, dos "maiores jogadores do mundo", do dinheiro, da manutenção do "star system", do valorizar apenas aquilo que é rentável. Só que essa rotação doentia em torno de Barça e Real gira em falso, pois esmaga qualquer possibilidade de competitividade entre os dois monstros sagrados e o resto das equipes. Não enriqueceu o campeonato; apenas o sangrou. Neste momento negro, se bobear, os nomes de Cristiano Ronaldo e Messi passam a vir antes mesmo das agremiações às quais prestam seus serviços. Eles passaram a ser as peças mais valiosas, nesse momento de acentuado individualismo futebolístico (tema que desenvolverei depois). É neles que se encontra a matéria-prima da publicidade, a mercadoria mais valiosa do esporte hoje, e tudo precisa ser manobrado para chegar a seu encontro. Mas não vai existir reavaliação: tudo que aqui repudiamos permanece sendo considerado normal, sequer é discutido. Vemos os procedimentos mais absurdos da mecânica de nossas vidas serem incorporados ao futebol com passividade assustadora. E, se tremia de ódio ao fim desse apocalíptico prélio (realmente aconteceu), é por ter a certeza de que, apesar de ainda lutar com todas minhas forças pelo contrário, é daqui para pior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-740810600358659993?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/740810600358659993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/procura-se-um-tumulo-para-dignidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/740810600358659993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/740810600358659993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/procura-se-um-tumulo-para-dignidade.html' title='Procura-se um túmulo para a dignidade'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fEjQO6rmnls/TdhxG8jNv0I/AAAAAAAAALQ/97ki4-bvR38/s72-c/lixodolixodolixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7054651874114392374</id><published>2011-05-10T07:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T08:51:00.363-07:00</updated><title type='text'>Desabafo de um saudoso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4XYBgh5CF48/TclXzMkwiHI/AAAAAAAAAGY/XTJoIvJMn10/s1600/_MG_2215.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605107748299638898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4XYBgh5CF48/TclXzMkwiHI/AAAAAAAAAGY/XTJoIvJMn10/s320/_MG_2215.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou, novamente, vivendo dias de observação, agonia e loucura desenfreada. Pouco escrevo quando me acomodo nesse estágio - mas muito aprendo também, ao constatar e viver o declínio intensamente. E o horror que é o futebol atual, servindo apenas de cortina para manipulação midiática, lucros para os de cima e sofrimento para os de baixo e tortura ao verdadeiro espírito esportivo do homem, fez ressurgir em mim o comentário, o desabafo - sim, devo corrigir minha interjeição de janeiro deste ano, quando presumi não ter muito mais o que dizer sobre o quadro atual. Na loucura, você vai e volta e sempre encontra o mesmo problema e busca soluções com a mesma intensidade com que respira. Portantro, há muito, sim, o que dizer sobre o tapazo na cara (estilo Capitão Nascimento) que Santander e Globo levaram na Libertadores - nós até tentamos avisar aqui, como bonsa amigos do futebol que somos -; ou como as chuteiras coloridas representam um desrespeito à própria regra do jogo uniformizado (e aí vemos como é ilegal, além de medonho, esse processo de transmutação que o futebol vêem sofrendo); sobre o rapaz que atravessa todo o campo para bater um lateral na Inglaterra (novamente, desrespeitando outra regra do jogo, já que o mesmo tem de esperar alguém passar uma toalha na bola antes do arremesso, que devora pelo menos 1 minuto do tempo de jogo, para que todos possam aplaudir esse luxo desnecessário); mais detalhes da lentidão do jogo, estampada nos passes curtos e escassez absoluta de lançamentos e toques insesperados, que transformaram o futebol no que ele é (raros são os passes que saem do jogador A para o C - quase todos têm de passar do A para o B e deste para o C, como as crianças fazem no início de suas práticas); a decisão do Campeonato Paulista mais insupórtável, fraca e silenciosa da história; Ronaldo Gaúcho e o carioca e a nova fase do amor próprio na humanidade; como a TV, com seus incessantes e nada esclarecedores replays, reparte o jogo em pequenos momentos de "emoção" que, até pouco tempo atrás, só funcionariam no cinema e, com isso, faz dos jogos medonhos algo rendável... Sim, há muito o que dizer, e virá mais, conforme os pilhadores da bola seguem construindo esse castelo de cartas (ou bolas). Sempre será hora de agir. Mas, no momento, transcrevo esse desabafo de outubro de 2007, para compartilhar com o mundo a alma destroçada pela morte do jogo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;" Que saudades do futebol, barbaridade! Daquela sensação indescritível dos domingos colados em um radinho de pilha qualquer, dos jogos duros e disputados com o coração à frente de qualquer importância econômica. Dos estádios que reluziam uma cor acinzentada, porque a arquibancada ainda era um espaço aberto ao homem que se fodia toda a semana e precisa daquilo para sobreviver no mundo moderno. O futebol vai sumindo, e eu sinto como se estivesse perdendo um ente muito próximo e querido. Perturbam-me todos os dias as imagens que rechearam minha infância e parte da adolescência. Até que tudo começou a desmoronar, e eu, desde o início, percebia o que estava acontecendo. Odiava o que estava invadindo aquele universo mágico, que pra mim era quase perfeito, onde as derrotas e as vitórias faziam parte do todo, e você sabia lidar com isso. O futebol fazia homens de verdade, e acentuava a busca por si mesmo. Hoje ele é o maior, mais lucrativo e mais eficiente campo de formação de macacos de circo, adestrados e asseados, e divulgação de um meio de vida consumista e insuportável para os que sentem a bomba funcionando. O negócio é que não se trata de choro infantil, o treco é patológico. Está destruindo tudo aquilo em que acreditamos, e nos deixando cada vez mais putos, e de veias abertas perante o descaso humano ao confrontar tamanha tragédia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As bandas de black metal norueguesas não sabem como é difícil a vida até passarem um mês aqui nessas bandas. E o futebol moderno sempre teve as portas do terceiro mundo escancaradas na imensa costa leste do continente novo. A ignorância tomou conta de vez, e sinto falta da certeza que um jogador saberia conceber uma entrevista e formular duas frases com sentido. Sinto falta da certeza de que você sempre veria uma partida decente, onde as pelotas não pareceriam queimar os pés dos atletas, como acontece hoje. Mesmo aquelas partidas ruins (e havia uma porção delas) soavam engraçadas, porque havia um punhado de senhores tentando crescer como indivíduos e praticando aquilo que pregavam – algo tão raro nesta era desgraçada. Saudades do futebol ao vivo pela televisão, às quintas-feiras e sábados, onde não necessariamente os times grandes ocupavam a tela, e dos árbitros que defendiam a regra do jogo com ódio e fervor, porque amavam o esporte tanto quanto outros atores envolvidos no espetáculo - ou, no mínimo, sentiam nele a responsabilidade de ser imparcial e correto. Hoje, eles não passam de ignorância manipulada, sábios apenas de que dificilmente terão lugar no “mundo livre e competitivo” e conseguem, através do desejo das federações prostituídas e empresários manipuladores, um palco onde desfilam, duas horas por semana, uma suprema e inatingível autoridade – esta filha da puta autoridade que guia os comuns processos judiciais esportivos, que refletem muitas vezes a falta de colhões dos jogadores modernos. Todos querem privilégios, exigências. Nilmar parece um travesti, e a mídia impõe a opinião de que ele está certo, vivendo como em uma “prisão” e querendo se libertar – mártir da revolução da chuteira cor-de-rosa e macia! Faz-me-rir! Esse é o lado que assusta pela surpresa, e sempre achamos que já vimos de tudo quando vivenciamos uma catástrofe. Por outro lado, tenho ótimas lembranças, como a dos fortes times do interior e de seus jogadores raçudos. Pena que ficaram para trás, apenas. Havia um respeito às cidades pequenas, uma noção instantânea de que naquele retângulo descampado e bem aparado (às vezes esburacado, claro) jazia eternamente uma chance de devolver as injustiças da centralização social, por uma hora e meia que fosse. Ou simplesmente derrotar os badalados times da capital, como o fez a Internacional de Kita, Lê, Tato e Gilberto Costa. Saudades infernais dos campeonatos de juniores, que sempre antecediam as partidas principais; em especial o futebol se ressente dos garotos que não sonhavam com o velho continente. Somente invadia seus corações um Morumbi, ou um Pacaembu lotado de gente urrando seu nome após um gol, ou um carrinho bem desferido (e há melhor satisfação do que essa para um jogador de futebol?). Sinto falta das palavras poderosas que sumiram do futebol: a honra, o dever... Por isso eu adoro os “300 de Esparta”, desde que foi lançada a coletânea em quadrinhos, em 1999. A troca do seu prazer, pela anestesia das dores de outrem, coincide com aquilo que o futebol me ensinou desde 1985, e o que antes disso também edificou minha crítica, através das leituras e pesquisas. Não há nada mais digno do que uma pessoa atingir esse estágio, e no futebol eram freqüentes os casos de sacrifício. Alguns argumentam que os tempos mudam. Mas o que parece ter acontecido no futebol, ultrapassa os limites do bom senso e abre um abismo gigantesco entre a realidade social e a realidade financeira de um jogador. O respeito não pode mudar com os tempos, e o suor continua molhado até hoje. Da mesma maneira, não pode secar-se o choro no futebol. Hoje, é mais fácil enfrentar uma derrota humilhante com sorrisos cheios de dentes, porque, afinal de contas “amigo”, futebol é apenas (!) pra se divertir, dizem eles. As pessoas são contaminadas pelo veneno do futebol mercantil, e esquecem de que a violência, a defesa, a luta não são ações negativas. Elas apenas refletem o sentimento de amor a uma jaqueta; o respeito a uma história de esforço, uma saga de uma família, muitas vezes. E “quando todas as alternativas se esgotam, a violência é justificada”. Resta alguma pacífica alternativa para romper com a tirania do futebol no segundo milênio?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O futebol não é um teatro, o futebol é nosso – parafraseando meu amigo Malavita. Pouquíssimos jogadores têm isso em mente. Mas deveriam, porque, em teoria ao menos, ninguém leva uma pessoa forçosamente a ser um jogador. É uma escolha pessoal e muitas vezes natural, e ela tem que vir acompanhada da consciência de que este esporte é violento, viril e está tão longe quanto à compaixão de um traído pelo seu traidor, de ser apenas um passatempo ou uma atividade física recomendada por um médico. E exatamente por ser algo tão áspero é que, através dos séculos, apareceram tantos nomes geniais – modestamente acredito piamente que supere até a música, literatura, pintura, o teatro, cinema ou qualquer outra atividade cultural, mesmo que a maioria delas nos permeie desde o início dos tempos, enquanto que o futebol exista, como conhecemos, há pouco mais do que cento e quarenta anos. O caminho para o super-homem, algo que é “muito mais do que a vida e a morte”, segundo Sir Bill Shankly. Dessa maneira pessoas comuns calçam um par de chuteiras, e podem realizar algo que nos trará satisfação por toda a vida. Citei o espetacular batedores de faltas e lançador Gilberto Costa – um dos vários “Meninos da Vila”, de 78 – e logo me lembrei do que mais sinto falta no futebol atual (e sei, ao ler o livro “Febre de Bola”, de Nick Hornby, que não estou sozinho neste saudosismo): os meio campistas, legítimos camisas dez. Aqueles que regiam o jogo como uma criança controla sua pipa nos céus. Lembro de um Corinthians e Santos, em 1988, pelas semifinais do Paulista, e sempre brilha na minha alma um senhor chamado Mendonça – que em 1981 marcou um golaço pelo Botafogo carioca, nas semifinais do Brasileiro, no mesmo Morumbi que sete anos depois faria ecoar um “ohhh”, a cada toque de primeira, ou lançamento primoroso do, então, já veterano atleta. Eu não tinha idade pra entender profundamente o jogo em si, mas sabia que aquela pessoa era intocável, quase fictícia. Ele faz parte da lista de jogadores que, mesmo que demonstrassem alguma deficiência aqui ou ali, não precisavam de mais nada para estar no mais alto patamar dos craques, juntamente com Pita, ‘Pepe’ Signori, Paul Gascoine, Glenn Hoddle, Dennis Bergkamp, Brian Laudrup, Luc Nilis, Helmut Haller, Luiz Suarez, Ralf Edstrom, Enzo Francescoli, Roberto Mancini, Fernando Redondo, Giovanni... Todos parcialmente ocultos devido à falta ou excesso de personalidade, uma contusão mais séria, ou simplesmente má sorte. Mas nenhum desses devia nada a ninguém em campo – deuses da bola! Os craques, os toques geniais, uma notável virada de campo com um chute de sessenta metros, hoje comemorados como um gol quando aparecem de tão escassos – sua ausência lastima e machuca de verdade, ó futebol. Gosto de refrescar minha memória até com os momentos que, para um garoto de seis anos, pareciam tensos e perigosos: os corre-corres nas arquibancadas (freqüentes, pra não dizer obrigatórios), acompanhados sempre do corpo do meu velho me envolvendo em proteção. Lembro de que eu sentia certa graça naquilo, porque dificilmente a violência chegava até onde estávamos, e eu sabia que nada de mais grave aconteceria, ao mesmo tempo em que centenas de torcedores gritavam para que fugíssemos. Ou seja, eu não ainda era corrompido nem mesmo pelo tesão das brigas e emboscadas aos visitantes (ou escapar delas quando saímos de nosso campo), tampouco por nenhuma filosofia de vida babaca, que hoje supre em mim a falta do que mais amo. Ainda assim não me incomodava aquele tremor todo. Eu sabia que fazia parte do todo, e me excitava com aquilo. Eu havia escolhido ser um torcedor de futebol, não de automobilismo. Logo, sabia que não podia reclamar dos reveses da situação. Os rojões que pareciam perder a gravidade e completar a atmosfera, e faziam de um jogo qualquer uma barulhenta guerra de nervos. As torcidas, as bandeiras, as rampas dos estádios cortadas pelos toscos sacos de papel picados, que eram lavados por dois ou três brutamontes devido ao peso. A liberdade de falar o que quiser, quando quiser e pra quem quiser. Não era anarquia, nem de longe. Era festa, celebração do ódio acumulado. Saudades insuportáveis do gosto do guaraná Brahma, que sempre adocicava minha boca nos intervalos, quando meu velho voltava, a duras penas, entre os torcedores desengonçados e mal acomodados, com três copos de papel cheios do líquido que também mataria a sede do meu irmão. Não pelo gosto em si do refrigerante. Mas aquilo fazia parte do dia de futebol da minha época, e hoje os produtos são vendidos em embalagens higiênicas e guardanapos de pano, tudo frescura de empresas monopolizadoras. Parecem aqueles lanches vendidos nos jogos de beisebol nos Estados Unidos, que os torcedores vão passando, de mão em mão, até a comida chegar ao comprador. Aliás, tudo está cada vez mais parecendo o “american way of life”. As pessoas que antes freqüentavam os campos eram diferentes. As conversas eram menos enjoativas, simples, seus ídolos não levavam medalhas do amor próprio, dessas que talham os peitos com a letra inicial de seus nomes idiotas. Até o grito de gol era, indiscutivelmente, mais emocionante, carnal, raivoso e sangrento. É fácil entender; eram gritos direcionados a homens naturais, que transmitiam essa energia pro povo e dele recebiam todo o amor possível de se cultivar de volta ao gramado. Das Copas do Mundo que vi quando pequeno, nem quero lembrar muito. Emoção extrema assim, misturada com o efeito Diadema em excesso, não vai me fazer muito bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A verdade é que minha geração viu o derradeiro suspiro do espírito antigo, e, por isso, eu instintivamente odeio praticamente tudo no futebol moderno. Vamos lá: as bolas leves e coloridas; as transmissões cinematográficas; a descaracterização do futebol na América do Sul, e o desaparecimento dos esquadrões que sobreviviam e se agigantavam de suas raízes (o futebol uruguaio que o diga); os jogadores que não ficam mais de pé no gramado, e se barbeiam duas vezes ao dia; os centros de compras, chamados de novas arenas; a invasão de camisetas européias nas ruas sul-americanas, e a obsessiva audiência aos torneios de lá, exatamente quando eles perderam qualidade; os programas de futebol na televisão, que não falam mais de futebol; o fim das peneiras nos clubes; a Lei Pelé, que fez os jogadores pensarem que são trabalhadores, “como qualquer outro”, e “têm direitos”, mesmo que na folha salarial deles possa constar uma quantia de duzentos mil reais mensais, ou mais – o jogador é um empregado de uma religião, onde a infidelidade não pode existir e o banco de reservas é a penitência àqueles que não rezarem com vontade! Sem essa mentalidade o futebol vai, paulatinamente, perdendo toda a força e emoção que tinha na época em que os "europeus jogavam na Europa". Já havia alguns ‘convidados’ ocasionais, e que tinham mesmo que merecer chegar lá pelo futebol provado em sua terra natal. Mais cada país tinha a identidade estampada em seus times, e isso, em especial nos campeonatos continentais, conferia as partidas uma sensação absoluta de comprometimento para com aqueles que mais se importam – os torcedores. Meus domingos eram divididos entre molho de tomate espirrado na cara toda, enquanto meus olhos esbugalhados assistiam um ‘tampinha’ driblar até a sombra dos marcadores carniceiros, e certo Marco ‘fuzilar’ arqueiros, ao som endiabrado de Sílvio Luís. E depois sou culpado de ser amargo! Até algumas temporadas atrás, eu ainda me arriscava a ver um jogo, ou seguir as tabelas das grandes Ligas. Mas não consigo mais fazê-lo. Simplesmente a essência lá não existe mais. Dia desses, nem mesmo a um jogo em Anfield eu tive estômago suficiente pra sobreviver mais do que trinta segundos, antes de voltar a trocar de canal. É quase o limite do fim. Confesso que ainda não abandonei por completo o futebol. Vez ou outra aparece um jogo como a final do Europeu, em 2005. E meu coração agoniza e eu sinto uma esperança burra. Embora naquele jogaço eu gritasse até minha garanta sangrar, sei que o valor de um gol de carrinho do Biro-Biro é muito maior do que o gol equalizador de Xabi Alonso. Não pelo que o gol representou, ou trouxe pro seus respectivos times. Mas porque a essência que mantém vivo o jogo, naufraga junto com o nível dos seus atores. Inevitavelmente, continuam a nascer jogadores como Lugano, Juninho Pernambucano, Gerrard, Totti, Riquelme e Valdívia, e meus olhos colam na televisão. O problema é que (vagarosamente pra quem viveu dia após dia essa mudança, porém instantânea na linha da história) esses craques vão se tornando exceções na regra da mediocridade, exatamente o inverso do que eu via há duas décadas. E essa proporcionalidade vale para tudo no cenário futebolístico. Mas tudo isso é lixo, não importa. É superficial demais perante as barreiras que nos cercam de verdade, e contra as quais temos que lutar todos os jogos, em especial aqui na capital mundial do combate ao torcedor do futebol, São Paulo. A principal dor que sinto hoje é não poder torcer mais como podia antes, essa é a dor na pele. “Um estádio sem faixas e bandeiras, é como um prato vazio, ou um céu sem estrelas”, dizia um trapo qualquer. A ditadura, a censura, os preços de NBA, com regulamentos e tabelas mais incompetentes do que no Torneo Apertura de Honduras, a imposição da soberania irresponsável invadindo a paixão de cada criança. Repressão é o grande soldado, defensor das finanças. Sinto falta do futebol sem medo de tudo e de todos. Tenho uma terrível tendência de enxergar sempre o lado negativo das coisas, e no futebol isso faz com que cada pequena mudança nas regras, nas transmissões e, claro, nos uniformes simbolize uma momentânea visão do futuro, e ele sempre parece sombrio, aterrador e vazio. As regras podem e devem amadurecer com o tempo, não somente no esporte. Mas as mudanças não podem deixar para trás um funeral de emoções, como um estádio demolido sem outro motivo, senão acumular capitais. Isso realmente incomoda aqueles que desfrutaram de algo que lhes pertencia mais até do que sua própria vida. Cuidado, senhores engravatados e cheios de boa vontade... Logo, logo, tomaremos tudo de volta, e a saudade será de vocês em relação à mordomia luxuosa da qual, pateticamente, gozam. Prefiro morrer primeiro, a acreditar que tamanha ignorância possa vencer nossa criatividade. Hasta! "&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7054651874114392374?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7054651874114392374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/desabafo-de-um-saudoso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7054651874114392374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7054651874114392374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/05/desabafo-de-um-saudoso.html' title='Desabafo de um saudoso'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4XYBgh5CF48/TclXzMkwiHI/AAAAAAAAAGY/XTJoIvJMn10/s72-c/_MG_2215.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3502610166018542013</id><published>2011-04-09T09:05:00.003-07:00</published><updated>2011-04-12T10:29:34.675-07:00</updated><title type='text'>Nada ético, senhores... Nada ético</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-TvDVsAQ_r4U/TaSBftbOCKI/AAAAAAAAALI/LvAoaPpAuOI/s1600/Marcelo-Real-Madrid-Punto-Pelota-Josep-Pedrerol-13.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TvDVsAQ_r4U/TaSBftbOCKI/AAAAAAAAALI/LvAoaPpAuOI/s320/Marcelo-Real-Madrid-Punto-Pelota-Josep-Pedrerol-13.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594739018870687906" /&gt;&lt;/a&gt;Ao que parece, existe uma tábua de conduta, uma planilha que rege as falas e atitudes de nossos cronistas. Imagine você uma aula na faculdade de narração/comentário esportivo: existe lá, na apostila do curso, um tópico que ensina como classificar as jogadas que se vê em campo. O aluno aprende que: bola por cobertura ou tento marcado com drible no zagueiro sempre é golaço; carrinho na linha lateral mostra que o jogador tem "raça"; quem dribla ou dá um passe bem dado (a tal "assistência", como os modernos gostam de falar) já está automaticamente "jogando muito", e assim por diante. Bons meninos que são, eles aplicam a técnica da decoreba, e saem a exercitar à risca o aprendido, sem ao menos dotar os ensinamentos básicos com algo personal ou criativo. A agenda é a mesma para todos, e quem sai desse registro não é exaltado, e sim marginalizado como "anti-profissional" e "maluco", entre outras coisas - mesmo que se atenha somente ao factual (algo imprescindível para um jornalista/comentarista, e um crime aos da nova geração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem perde com isso? O ato de observar o futebol. Com tudo tão estanque, sem improviso, já dito na lata, e guiado por um padrão raso e de exigência cada vez mais pobre, banalizar as situações torna-se ato corriqueiro. Quem já não ouviu, nessa transmissões de domingo, alguma criatura dizer que gols comuns são "golaços"? Já vi isso ser dito até mesmo em cobrança de pênalti! A penalidade máxima, bem cobrada ou não, tornou-se "golaço". Isso é ato de desespero, rapaziada. Ou são pessoas que não possuem a capacidade da crítica, de fazer a separação do que é realmente acima da média daquilo que é apenas banal, ou que sequer possuem a de observar e entender o mínimo do futebol. Os compromissos que uma TV, rádio, revista ou que seja, assumem com os de fora do campo, não podem servir para retorcer o que acontece dentro dele, como sempre pregamos aqui e não cansamos de continuar a falar. Isso é desonestidade total, falta de ética. Ou faz parte do contrato estar sempre obrigatoriamente fascinado com tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a higienização do futebol segue a todo vapor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Atenção: o novo queridinho da mídia nativa é o lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid - ele na foto. Constantemente exaltado, ele agora é unânime, para os bravos e intrépidos analistas, como "o melhor brasileiro da posição". Se realmente é, ou não, pouco me importa: o que conta é que, para o futebol higiênico e padronizado, uma seleção nacional inteira dotada de jogadores medianos como esse é imperativa. O marketing e a imagem precisam ser maiores do que a categoria dos atletas; precisam criá-los e abastecê-los com a fantasia que não são capazes de criar em campo. Quem avisa, amigo - ou amargo - é.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3502610166018542013?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3502610166018542013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/04/nada-etico-senhores-nada-etico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3502610166018542013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3502610166018542013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/04/nada-etico-senhores-nada-etico.html' title='Nada ético, senhores... Nada ético'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TvDVsAQ_r4U/TaSBftbOCKI/AAAAAAAAALI/LvAoaPpAuOI/s72-c/Marcelo-Real-Madrid-Punto-Pelota-Josep-Pedrerol-13.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6056429985728081665</id><published>2011-04-06T18:49:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T19:53:49.828-07:00</updated><title type='text'>Libertadores pra que te quero</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-k2Cjplj7ZX8/TZ5qMLC8BQI/AAAAAAAAALA/51PXv_Q74f0/s1600/neymar-expulso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 282px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-k2Cjplj7ZX8/TZ5qMLC8BQI/AAAAAAAAALA/51PXv_Q74f0/s320/neymar-expulso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593024544596821250" /&gt;&lt;/a&gt;Sou de uma geração que cresceu ouvindo a mesma cantilena: foi somente a partir dos anos 90 que o Brasil passou a se interessar por Libertadores da América com maior seriedade. Sou cético a respeito dessa "verdade" - não é possível que o Santos desse pouco valor à suas duas vitórias continentais, uma inclusive em cima do Boca em Bombonera, e que o Flamengo não soubesse o tamanho de sua conquista ante o Cobreloa nos anos 80. Mas os títulos do São Paulo no início da década de 90 fez esse discurso se estabelecer, pois, premonitório dos atuais tempos das "marcas" e do marketing sufocante, fez elevar-se a torcida e a exposição do time - e, junto com a obsessão de todos em ser o maior da região, veio aquele papinho já tão explorado nas disputas entre seleções tupiniquins e platinas, desde os tempos idos da Copa América (época em que o Brasil era freguês de todo mundo), de que só ganha o torneio quem souber fazer a tal 'catimba'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou então estabelecido que, se quisesse ser considerado um país sempre vencedor da Libertadores, era necessário ao nativo aprender a catimbar igual a uruguaios e argentinos. Dar apertão, xingar, pisar, socar, dar cotoveladas - jogar sujo mesmo, sem sentimento de culpa. Nossos jogadores, que sempre reclamaram da "truculência" dos platinos, andinos e etc., viram que era hora de tratá-los com a mesma moeda. O segredo estava aí: usar as armas do adversário para destroná-lo. Às favas o "futebol-arte do brasileiro", sua "natural habilidade, criatividade e irreverência", portanto - vamos ser machos e raçudos, chega de ser vítima desse futebol-força ignorante e sem requinte do resto da América do Sul! Somos melhores que eles com a bola no chão, caramba! Isso é notório!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, caro amigo, vá tentar ver a atuação de brasileiros na Libertadores hoje. É patético demais assistir a jogadores exercitando a agressão pela agressão, sem a menor malícia para o jogo de milonga, praticando forçadamente e muito mal (pois desejam mais jogar pra galera a imagem de que estão se entregando em campo do que realmente fazer algo de produtivo) algo que não entendem, que foi imposto de fora pra dentro. E, se confundem catimba com violência gratuita, é porque entram no tapete verde movidos por essa xenofobia grotesca pregada pelos meios de comunicação, que estimulam rivalidades da forma mais simplista e rasteira possível (centrada em lugares-comuns do tipo "argentino é arrogante" e "uruguaio só sabe bater"), e não querem se impor pela malandragem: querem é revide. Assim, os jogadores brazucas, com a visão turvada por seu preconceito e total falta de conhecimento das escolas sul-americanas de jogo, jamais desestabilizam o adversário, objetivo principal do catimbeiro - desestabilizam somente a si mesmo e a própria equipe! Confundir estupidez e falta de recursos com "raça", um problema crônico do nosso futebol - e que, a cada dia que passa, torna-se mais risível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6056429985728081665?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6056429985728081665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/04/libertadores-pra-que-te-quero.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6056429985728081665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6056429985728081665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/04/libertadores-pra-que-te-quero.html' title='Libertadores pra que te quero'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-k2Cjplj7ZX8/TZ5qMLC8BQI/AAAAAAAAALA/51PXv_Q74f0/s72-c/neymar-expulso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-1532391537750697354</id><published>2011-04-04T14:44:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T15:00:34.163-07:00</updated><title type='text'>Cools AFC x CA Locos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-seTb4P5j-FY/TZo8upsiGiI/AAAAAAAAAGQ/y6CtT73ujKc/s1600/61523ADEDAECAA186E26E3F8D8CBC6.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591848659498179106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-seTb4P5j-FY/TZo8upsiGiI/AAAAAAAAAGQ/y6CtT73ujKc/s320/61523ADEDAECAA186E26E3F8D8CBC6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Extremos ajudam meu raciocínio lógico. Um sociopata ao praticar futebol pode demonstrar um temperamento frio, leal e sóbrio. Um homem educado com toda polpa das altas sociedades, pai de família (verdadeiramente) exemplar, com a pelota nos pés pode ser um verdadeiro carniceiro, viril, que não deixa passar a bola ou, no mínimo, o adversário. E entre esses extremos, toda e qualquer variação emocional que se pode conceber é possível no futebol. Ele realmente desintegra os seres humanos. É uma besta gigantesca, indomável. E agora me deparo com a “polêmica” sobre o palavrão desferido por Rooney às câmeras de TV na celebração de um tento seu. A Rede Globo ostentou, orgulhosa, a manchete de um diário inglês que estampava o “desejo da FA de que Rooney tem de ser um exemplo”. FREE Wayne! A face dele, como se supõe, era de êxtase. Num dicionário lê-se: “e.mo.ção sf Perturbação súbita ou agitação passageira causadas pela surpresa, medo, alegria, etc.”. Salvo casos de comportamentos extremos, não se deve cobrar moral de alguém nesses momentos. Engraçado como a justiça esportiva (e a do futebol é um belo exemplo) funciona “às mil maravilhas” se comparada com a mundana – sob os aspectos morais, legais, temporais e por aí vai. Não se vê a Globo cobrando políticos e a sociedade como um todo, com esse afinco e com essa segurança de sucesso como fazem no futebol. E o que se passa na Globo é o reflexo da ordem lá de fora – e vice-versa. Sufocar é preciso. Transformar um “craque” em estrela das mídias requer moldá-lo como um “exemplo”. Assim pagam contas. Mas as contradições/hipocrisias estão sempre escancaradas aos nossos olhos. Por que não cobraram a mesma moral de Oscar, quando se desfez em palavrões (mais do que merecidos) na vitória do basquete brasileiro sobre os anfitriões norte-americanos (quase um derby Norte X Sul), nos Jogos Pan-americanos, em 1987? Oscar foi político do Maluf, e até dirigente de clube de futebol. Mas e daí? Como segurar um palavrão no orgasmo? A Inquisição não morreu! As meninas do basquete, da geração de Hortência e Cia., também se esbaldavam no desabafo de baixo calão e se banhavam nos prantos da celebração. Quero mais é comer de boca aberta no futebol! Os casos relacionados ao esporte bretão são tantos que nem se precisa comentar. Todo ser vivo deve ter, no mínimo, uma cena gravada na memória de alguma briga entre jogadores de futebol. Ser um homem educado não significa ser um jogador educado. Ali dentro, nada é mais igual do que era lá fora. Um grito de “porra!” pro árbitro não é igual a outro semelhante pro cobrador do ônibus. Clebér Machado como jogador de futebol atesta isso – procurem no youtube. Alguns, como ele, viram demônio; minutos depois do fim do jogo estão todos tomando cerveja juntos – exceto, claro, os extremos entre os extremos. E na verdade, tentar analisar o espírito do futebol e (muito mais) do homem é complicado pra se resolver num texto. O fato é que este controle sobre o mesmo em nome dessa ordem mercantil está em toda parte, mas poucos parecem de dar conta de sua existência. Gosto de assistir ao “Show-Bol” pelos mesmos motivos da Libertadores: há pouca frescura e há muita loucura. Além de poder rever caras que realmente jogaram futebol. Alguns não são mais os mesmos, mas de qualquer modo é uma água escassa que tanto faz falta. Mas como nada é perfeito, ela nos chega pelos encanamentos imundos da Rede Globo. No final do match entre São Paulo e Santos, absolutamente do nada, Válber parte pra cima de Preto Casagrande, com socos furiosos que não obtiveram defesa. Em poucos segundos, a turma do “deixa-disso” acalmou os ânimos de todos. Mas aqueles primeiros segundos foram diretos pro telespectador. Assim que pode mexer seus dedos bem educados, o diretor da transmissão tirou do ar a “luta”, e o narrador, pra completar, pediu desculpas ao telespectador pelas cenas – as que eles quiseram mostrar. Eu quis que ele se desculpasse pelas desculpas. Não recrimino o ato do interlocutor em si. O caso de Válber – ao contrário de Rooney – merecia punição caso esse torneio tivesse tal intenção. Mas o pano de fundo é muito sombrio. Não eram homens se esbofeteando no meio da Avenida Paulista; eram jogadores no auge de um tenso e disputado prélio. Apesar deste específico caso apresentar apenas um envolvido que, claramente, queria brigar, não sabemos o que aconteceu lá dentro, o que fora dito entre ambos durante o jogo – alguém lembra de Zidane? E acima disso tudo, está o tal de dever de reportar tudo, com imparcialidade. Me parece que o melhor trabalho é aquele que reporta o máximo possível – inclusive numa briga esportiva. Limpar a imagem, carimbar um pedido de desculpas polido e automático não me parecem tarefas de alguém comprometido com a reza moral que seu diploma carrega. Um contraponto disso seria repetir inúmeras vezes os tapas pra conseguir audiência – que muitos chamam de sensacionalismo jornalístico. Mas, novamente, ver isso acontecer dentro do universo do futebol é doentio. Selecionam, embalam e vendem – e há muitos que compram. O que vale não é mais reportar, e sim vender. Pra isso, a verdade tem de se transformar em “show”. E eu que achava que o futebol estava perto da Broadway quando Stoichkov fez aquele gol de falta contra a Alemanha, no NY Yankees Stadium, em 1994. E agora pedem desculpas por uns tapas, como se estivéssemos assistindo ao concurso de Miss Universo na casa da Dona Florinda. Esquecem que o futebol é outra coisa, é o outro lado, onde se deve desintegrar-se para alcançar um deleite que a vida segue negando. Porque a liberdade é arquiinimiga dos meios termos – principalmente os intencionais, bem elaborados e executados. Nosso inimigo é a Globo. E tudo isso que ela representa. Sinto muito depender tanto do futebol, ao mesmo tempo em que sei que nunca viverei sem ele. Nesses extremos, nos vemos por aqui nos próximos capítulos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-1532391537750697354?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/1532391537750697354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/04/cools-afc-x-ca-locos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1532391537750697354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1532391537750697354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/04/cools-afc-x-ca-locos.html' title='Cools AFC x CA Locos'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-seTb4P5j-FY/TZo8upsiGiI/AAAAAAAAAGQ/y6CtT73ujKc/s72-c/61523ADEDAECAA186E26E3F8D8CBC6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5894333621565875387</id><published>2011-03-22T05:29:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T15:56:36.603-07:00</updated><title type='text'>O clube dos Um</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DQQvrOb1u7c/TYiest93DYI/AAAAAAAAAGI/pu27AiUZKxA/s1600/gasosa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586889828843588994" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-DQQvrOb1u7c/TYiest93DYI/AAAAAAAAAGI/pu27AiUZKxA/s320/gasosa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Outra marca nojenta que o futebol covardista nos concebeu foi a formação de um clubinho, seleto e milionário, onde seus sócios podem ser felizes e estúpidos, sem qualquer risco de falência, fracasso ou, se quer, um mal estar. Um bom exemplo é o jogador Anelka: ele sai do Chelsea, vai pro Bayern Munich; sai deste e, de repente, já está no Real Madrid e de lá, depois de uns dois anos, voa para a Juventus... e assim continua, viajando pelo (também) clubinho dos clubes poderosos, jogando o mesmo futebol burocrático de sempre. Vale a pena deixar registrado que isso vem de encontro (e não por coincidência e, sim, consequência) com a morte do antes espetacular Campeonato Europeu de clubes (que, de fato, era um torneio de "Champions", e nada mais). O que sobrou dele foi exatamente uma idéia que começara a percorrer as línguas afiadas da televisão, por volta de 1993, ou seja, a de uma liga - separada e independente da saudosa e decente versão - onde os clubes poderosos estariam presentes e se "livrariam"das "garras sujas"da UEFA. Ora, essa! O que fizeram nesses anos foi exatamente garantir a constante presença das marcas importantes do Velho Continente na vitrine do mercado da bola. Fizeram a nova copa atropelando a antiga e enganaram (e ainda o fazem, visto a audiência do mesmo) o público chamando-a de Champions League, numa absurda contradição, já que até quatro, ou cinco, times do mesmo país estão presentes numa mesma edição. O poder da competição, antes depositado na força em campo (onde Steuas e Estrelas se sagravam campeões pela raça), hoje mora na balança comercial. Lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos jogadores, me deparo hoje com mais uma pseudo-entrevista do pseudo-treinador da pseudo-seleção nikerinho (esse apelido não tem nada de pseudo, infelizmente) - que se prepara para mais um amistoso na sua nova casa, Londres, que tagarela o idioma da matriz e bem longe dos desdentados e mal-educados torcedores brasileiros. Confesso que só me arrisquei a ler pelo título (veja no fim desta publicação) mas, muito brevemente, as coisas voltaram a significar o nada, que engoliu tudo no futebol. Quem seriam as novidades da seleção do Brow Menezes? Lucas, Ganso e Neymar! Faz-me-rir! Renovação interna apenas, sempre com os de dentro do "clubinho dos mesmos". Essa máxima que vai deixar o futebol cada vez menos diversificado, com menos clubes (marcas), jogadores (produtos), porém cada vez mais torcidas (consumidores). Aliás, a Libertadores corre, a passos largos, para a mesma configuração sem graça e rentosa do Velho espelho europeu. O Brasileirasso idem: serão sempre os mesmos times e jogadores a se destacar e, se por milagre, algum novo aparecer, logo será tragado por esta força magnética, cheirando a "verdinhas", para então ganhar a velha nova cara de sempre. O tal de Eder Luis, masturbado na ridícula festinha de fim de ano da CBF, mal conseguia ficar de pé no primeiro jogo do Vasco da Gama este ano. Constrangedor. Esse talvez não consiga entrar no clube, tadinho. Quem vai comprar a camiseta dele, afinal, se o player não consegue manter o nível de enganação que cozinharam para ele? Sem problemas. A máquina santista está aí, e dela, certamente, sairão muitos bonequinhos, prontos para se ajoelharem para qualquer um que lhes garanta um "futuro melhor". E você, hincha de Brasil, se prepare: a volta de Southern Ronaldo já está mesmo concretizada - claro que independente de seu futebol. Essa notícia eu simplesmente adorei desde seu início, quando o tal de Messi fodeu a nikerinho ano passado. Não vejo a hora de me deparar com outro sorriso derrotado, cheio de dentes deste grande gerente do clube. Um clube inteligente, sem dúvidas, do ponto de vista financeiro: melhor cuidar de dois clientes com bilhões na conta, do que mil com 1 realzinho nela, concordam? É o mesmo princípio que fez com que o "país do futebol" ficasse a mercê de uma só emissora de televisão (quem advinhar qual ganha um doce do titio aqui) para assistir a Copa do Mundo. Seduz, controla e gira capital e as novas e ocas emoções. Assim segue o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www1.folha.uol.com.br/esporte/892050-precisamos-achar-mais-protagonistas-para-a-selecao-diz-mano.shtml"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#800080;"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/esporte/892050-precisamos-achar-mais-protagonistas-para-a-selecao-diz-mano.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5894333621565875387?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5894333621565875387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/o-clube-dos-um.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5894333621565875387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5894333621565875387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/o-clube-dos-um.html' title='O clube dos Um'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DQQvrOb1u7c/TYiest93DYI/AAAAAAAAAGI/pu27AiUZKxA/s72-c/gasosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-767043325889286517</id><published>2011-03-21T14:12:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T15:59:27.027-07:00</updated><title type='text'>Das tripas, cifrão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OUwdsHa9b-0/TYfIVX-FIPI/AAAAAAAAAGA/UnubDOQ1GJQ/s1600/cuzinho.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 286px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586654132313596146" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-OUwdsHa9b-0/TYfIVX-FIPI/AAAAAAAAAGA/UnubDOQ1GJQ/s320/cuzinho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;Analisando o Brasil no cenário futebolístico, sabe-se que existem milhares de jogadores (os que se profissionalizam e os que, por diversos motivos, não o fazem) notas dez, outros milhares nota nove, outros oito e assim por diante. E que não há uma nota única e imutável pra cada jogador. Pelo contrário: hoje você pode jogar um futebol nota dez (o que deve garantir sua convocação ou, no mínimo, uma excelente posição no seu clube e questionamentos pela sua ausência), mas amanhã não passa de sete e meio (deixando-o fora do próximo selecionado). E também sabe-se que todo e qualquer selecionado de futebol é formado pelos melhores entre os demais. Por isso, também, tornava-se tão importante, empolgante e disputada uma batalha entre selecionados futebolísticos. A "fila andava", o nível seguia forte e o prazer alimentado. Ao tomar contato com a (mais recente!) sessão de fotos de Neymar pra seleção nikerinho surgiram-me revelações (que não são novas na essência, mas que se renovam com mais intensidade a cada nova jornada): quando uma figura sempre nota dez de audiência e vendas, como Neymar, vai ficar de fora do selecionado, mesmo que apresente um futebol nota sete e meio durante determinado período? O que passa a significar a camisa da seleção quando é preenchida por estas vias? O que será do futuro dos demais jogadores, que terão que se ajoelhar pra constante (e nem sempre justificada) presença dos mesmos rostos, todas as convocações vigentes, ou então se ajoelhar pros senhores que constroem esta lucrativa dicotomia para estarem no lugar dos mesmos? E as questões só começam aí a irromper a alma inconformada que sinto sangrar. A “fila parou”, o futebol também e nós seguimos vivos. Até quando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;Para Bruno Surfistinha: tu és guerreiro, não se culpe, cabeça erguida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-767043325889286517?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/767043325889286517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/das-tripas-cifrao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/767043325889286517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/767043325889286517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/das-tripas-cifrao.html' title='Das tripas, cifrão'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OUwdsHa9b-0/TYfIVX-FIPI/AAAAAAAAAGA/UnubDOQ1GJQ/s72-c/cuzinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5177867169111610270</id><published>2011-03-17T13:00:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T06:35:27.511-07:00</updated><title type='text'>Daily uma Porrada – Futebol Idiota – edição #3</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8M8kAjZKdYY/TYJqzRlzdnI/AAAAAAAAAFw/REdnpSQUR9A/s1600/olho_de_horus_a.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 221px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585143917020673650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-8M8kAjZKdYY/TYJqzRlzdnI/AAAAAAAAAFw/REdnpSQUR9A/s320/olho_de_horus_a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;*Ronaldo Gaúcho não está mais acompanhado de seguranças apenas no caminho entre o treino e sua casa, a casa e o estúdio do Galvão e de lá a outros puteiros. Ele está saindo de campo (!) dessa maneira. Quando vi a cena, voltei ao Egito de dez mil anos atrás. Mas este não passa de um fóssil ignóbil dos faraós. Já falamos por aqui da paranóia geral que o futebol moderno instalou no jogo. O segundo gol do Flamengo contra o Fortaleza acelerou-me este sintoma. Não havia impedimento, certo. Mas me pergunto se seria anotado se fosse pro lado contrário; se houvesse mesmo impedimento, seria marcado? Parece que a tendência dos anos recentes vai confirmar o que venho praguejando à todos desde que o Dentuço da Humildade chegou: essa Copa do Brasil já está com o nome do time de Zico escrito na taça. Aliás, para isso tem servido essa merda de competição: levantar Ronaldo ($), depois Robinho ($), e assim caminhamos. Vacinado desde a pútrida eleição de Collor, em 1989, fiquei maluco. Tinha certeza que havia impedimento; é a doença em mim gritando desespero – “a câmera do impedimento sumiu, porra!”. Alertar a esta tática pode parecer teoria da conspiração, mas quem não se lembra do episódio da sambadinha ridícula e errônea de Robinho, contra o Ecuador no Maracanã (no jogo “sem palavrões”), e como a Globo escondeu a câmera que mostrava o cruzamento torto do mesmo, que por um desvio resultou em um gol exaltado como obra de um deus? No telejornal da noite, a mesma câmera voltara pra repetição do terceiro gol. “Socorro!”. O que entope, vaza. Assim funcionam aqueles que chamam Hugo Chavéz de ditador, controlador, manipulador e divulga vídeos caseiros de crianças brasileiras dizendo ao Obama Sin Dale: “we love you, Mr. President!”. Faz-me-rir, puta da CIA! Gobbles aplaude; o futebol (como a vida fora dele), uma vez mais, chora.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;*Como defendi aqui a Libertadores, devo registrar que o fiz pela loucura em campo e, principalmente, nas bancadas. E nada mais! O nível dos jogos (incluso estes insanos) continua, claro, um lixo. Lamentável, porque vejo raríssimos craques de bola, novos Bochinis, Morenas e Portaluppis. As exceções me agradam pelo tosco mesmo, pela ausência da frescura, pelos novos Luganos, Gamboas e De Leons. A regra continua sendo a dos passes errados em profusão, cartões que punem assopros e das constantes cenas grotescas, que nos envergonham, mas fazem a alegria da FIFA, das federações e das corporações. Só que a Libertadores carrega em si almas pesadas. Lembram da dancinha do goleiro Fernando Henrique, em 2008, que terminara em choro minutos depois? Jogos com Peñarol, Nacional, Grêmio, Colo-Colo, Independiente, Cerro Porteño vêm carregados de energias que esmagam as papagaiadas que os de Santander cozinham. Quando Gallego, técnico do Colo-Colo, respondeu que não conhecia o Ganso, ele não estava “provocando o Santos”, como afirmou Thiaguinho Leiffert (o bobo da corte, transvestido de jornalista). Ele estava honrando a Copa, seu time, sua torcida, a si mesmo. Que me importa responder perguntinhas de celebridades adversárias numa guerra onde só um vai triunfar? Acham mesmo que um técnico experiente, ex-jogador campeão de Copa do Mundo, não conhece o Ganso, ou qualquer outro adversário? Ele estava “milongando”, como fez aos 43 minutos do segundo tempo, quando gritou pro seu elenco, vitorioso: “um minuto!”. No futebol, quem manja, manja; quem não o faz, tem mais é que se assustar com carrinhos, pedir cartão a cada um deles e ficar de quatro pra ignorância protegida. E isso, lembro, na Libertadores! No avanço gradual e suave da nova ordem, a mídia não conquistou a Copa com sangue, suor e lágrimas. Por exemplo: em 1995, ninguém era imbecil de reclamar ou repudiar a violência, nem havia porquês; por volta de 2000, começaram a se aventurar pelo caminho sedutor, a mudar padrões, como acontecia com o futebol em todo lugar do globo; hoje, podem falar e fazer o que lhes dá na telha (melhor, nos cofres), já que a cartilha dessa nova ordem manda e desmanda no jogo, não é uma opção, e sim a única. Ditadura futebolística. Novamente, Gobbles aplaude, nos fazemos caras de bestas frente a este declínio aplaudido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;*Alguém ai se lembra da semifinal do Mentirão de 2001, entre São Caetano e Galo Mineiro? Não havia campo, e sim uma piscina em Campanella. Muito mais grave do que o campo do Uberaba no match contra o Palmeiras, que fez os “especialistas” da Globo se revoltarem, no melhor estilo “caos aéreo”. Naquele místico 2001, a emissora multinacional norte-americana já era proprietária do torneio. E apesar do alagamento em campo, o “jogo” teve de acontecer, porque os de Marinho não tinham mais datas, preenchidas com especiais de Natal, shows da Xuxa, Roberto Carlos – e ninguém se “revoltou”. E agora, como se não bastasse a ridícula e anti desportiva “rodada dos clássicos”, a CBF a direcionou para a ultima rodada, a fim de evitar o “entrega-entrega”. Um torneio assim não passa daquela picardia do tio fanfarrão, que se veste de Papai Noel para alegrar os pimpolhos com presentes: para uns e o Paraíso; para outros não faz a menor diferença, arranca um leve sorriso, uma lágrima, e o tempo segue impiedoso, marchando contra si mesmo. Pais do futebol hipócrita!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;*Tenho saudades de quando acompanhava, de boca aberta, os torneios europeus. Hoje, as imagens transparecem um shopping, um videogame, uma sinuca que se joga com a parte de trás do taco e bolas de mesma cor: o jogo, fisicamente, esta ali; o sentido e a alma estão mortinhos. Quem ainda não acordou vai sofrer muitas decepções. “Tem, mas acabou”, como diria meu sábio amigo Marquinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;*Atenção: há jogadores trocando de camisas, sorridentes, após o apito final de jogos em que seu time acaba eliminado. É mole?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;*Falando em pseudo-futebol, a tal Arena Barueri é um belo exemplo de pseudo competência, modernidade e realização. Infelizmente, já visitei duas vezes esse barraco da bola. Na primeira, o funcionário avisou que a entrada era do outro lado e que nós mesmos podíamos, como um padeiro abrindo seu comércio, levantar a porta de ferro para entrar na cancha. Ontém, venderam ingressos pro setor errado, uma baita confusão. E o ouro brilhava nas cabines cegas da televisão. A mentira sempre cai. Hasta!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;ODIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO, PORRA!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5177867169111610270?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5177867169111610270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/daily-uma-porrada-futebol-idiota-edicao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5177867169111610270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5177867169111610270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/daily-uma-porrada-futebol-idiota-edicao.html' title='Daily uma Porrada – Futebol Idiota – edição #3'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8M8kAjZKdYY/TYJqzRlzdnI/AAAAAAAAAFw/REdnpSQUR9A/s72-c/olho_de_horus_a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-4085835808401811104</id><published>2011-03-15T16:45:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T16:51:02.690-07:00</updated><title type='text'>Yo con Amacu, Nori e Shankly no disco voador</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-huEsRxUoL1I/TX_7PeOVxzI/AAAAAAAAAFQ/1BolE62OnGc/s1600/65-anos-hiroshima-nagazaki_f_008.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 272px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584458306192525106" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-huEsRxUoL1I/TX_7PeOVxzI/AAAAAAAAAFQ/1BolE62OnGc/s320/65-anos-hiroshima-nagazaki_f_008.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Novamente. Gira a roda. Sobe e desce. Permanece. Estive viajando por outras galáxias e resolvi visitar os bons e velhos vermes da Terra. Os ditadores vão caindo. Ótimo. Espero que o que vier pela frente honre esse sangue derramado com amor e ódio. E curioso constatar que na Bolívia, Venezuela e Cuba, nações em regime de ditaduras horríveis, segundo a mídia, o povo não se inspirou com essa seqüência libertária. Gostaria de ouvir a opinião dos “especialistas” a respeito. E continuam a profetizar o fim do mundo, sem qualquer esforço de corrigi-lo, remediá-lo. A vida continua como um trêm mal “governado”.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Agora, modificaram o eixo da Terra (sem feios na sua maldade) e o maquinista deve ter a ver com o terrível terremoto. Antes, refresquemos a memória. Há uns 70, os Estados Unidos (esse mesmo, do Obama carioca) lançavam duas bombas atômicas sobre cidades japonesas, criando centenas de World Trade Centers em segundos. O ápice da negação. O pior pesadelo de gerações desde então. O pior atentado terrorista da história? Eu acredito num pior ainda. A televisão avisa que, graças a relações amistosas entre governos e exércitos dos dois países, o envio de três navios norte-americanos (um deles, um baita porta-aviões de nome Ronald Reagan – chique, não?) faz parte da ajuda ao governo japonês nesta catástrofe. Como assim? O que houve entre essas duas datas fatais? Tendo o Império Anglo-Americano conquistado o mundo (o sonho de todos os outros até então), sobram duas opções: resistir ou não. De Bruce Lee à Jaspion, a cultura sempre vai servir como uma arma perfeita, invisível, indolor - tudo se absorve, como todo bom veneno trabalha. O trêm econômico, que hoje regula as ações do mundo, completa seu percurso ao redor do globo, obrigando ao ser humano ficar de joelhos perante sua autoridade. A televisão impõe incessantemente: “Só quem estiver nele sobreviverá”. Você o perde uma vez; na terceira ou quarta sua resistência é vencida e você pula naquele monstro sem pestanejar. Os japoneses pularam nele faz muito tempo. Quando ouço esse discurso-feito sobre a “superação” japonesa fico constrangido. Não pelo povo japonês. Eles, sim, trabalharam (e ainda o fazem) como poucos - com organização, ímpeto e determinação admiráveis. Mas qual teria sido o futuro dessa nação, caso se opusesse àqueles que pulverizaram suas crianças? Até onde os guiaria sua verdadeira superação? Parece muito com o caso do balofo e bom pai Ronaldo Nazário. Claro que, após suas contusões graves, ele estava lá, exercitando seu corpo. Mas prefiro a opinião de La Brujita Verón: “quem se supera é o trabalhador, que acorda cedo, trabalha muito, ganha pouco e não sabe se vai acordar empregado no dia seguinte”. E com os privilégios que Ronaldo teve, dentro e fora de campo, essa teoria da superação morre de vez. No caso nipônico, o erro fica claro não nas marcas da fúria natural, e sim na conjuntura social miserável do sistema que tanto sua nação alimentou, seguindo o guia-mestre yankee. Não se trata de vingança, de outras guerras estúpidas. Mas dizer não à bomba atômica poderia fazer Nostradamus chorar. Seria dizer “não” à miséria, desigualdade, injustiça e trilhar outro caminho, diferente do que nos levou o Império: do consumismo, individualismo, da (essencialmente) eterna e virtual competição, celebridades, opiniões vazias, ou seja, o capitalismo como o câncer que o é no coração de uma raça humana faminta e cheia de tesão. Como gasolina no fogo. Vejo também como uma revolta das almas perdidas. O pior terremoto da terra dos terremotos. As águas, tão maltratadas pela lógica capitalista, varrem tudo pela frente. E devolvem à ilha do Sol Nascente, justamente, a bomba atômica. A televisão fala, fala, fala, inventa entrevistas, cria “slogans” e tudo vira um “show”. Quando uma equipe de televisão está presente numa cena de batalha, de rebeliões, algo está muito errado. Áreas seguras dentro do caos, controladas pelo coronelismo global. Como nas praças medievais, para todos verem, se acostumarem – só que no camarote da censura estava a Igreja Católica. Os castelos da Idade Média Moderna estão mais altos e elegantes. Mas a tirania continua alimentando os reis, agora cibernéticos e a miséria continua a compor suas obras. Jorra pelas vias de comunicação aquilo que transborda de sua existência. Defesa. Banalizar o medo me enche de pavor. O jornalismo, como o futebol, se afrouxou, perdeu cobrança, estacionou, entrou na dança da nova ordem, confiante e satisfeito. Os que antes apresentavam, informavam, hoje agem como bons amigos dos telespectadores, informal e animado. Parecem bestas falantes. Sujam o legado de homens sérios. Golpeiam a vida, sem dó.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;No Brasil, bom e velhão de guerra, as águas também se rebelam, mas o que importa é outra coisa: a euforia pelo “crescimento” que não pára, pela língua podre da Rede Globo, e logo pelos seus cordeiros. A intrusa norte-americana da Time-Life e seus covardes e manipuladores tentáculos, gozando com a Copa, as Olimpíadas, com Galvão ou não, o “país do futebol” e o time do povo que hoje agradece quem não honrou sua camiseta. Tudo se perde, mas continua a se misturar. É assustador, devido à realidade antagônica ao que se transmite, mas a polícia virou alvo de elogios e suspiros na telinha. Anjos na Terra do Inferno. É todo dia, todo dia! O futebol virou caso de polícia. A polícia joga futebol, leva bancos do antigo Império às favelas, que continuam a crescer nesse país de pessoas numéricas. A televisão inventa regras e exceções. Defende seus interesses, que nunca coincidem com os do povo. A mídia não quer justiça social, quer controle. Mídia, como ela é, virou antônimo de vida. E tudo é batizado e santificado pela magia do plim, plim! Uma massa só. Um controle só. Mais fácil para as mãos de ferro da Tropa de Choque; mais barato no mercado financeiro. Bombas de gás para a revista Veja! aplaudir; direitos pilhados do lado de fora do trêm – onde nada mais parece ter sentido e a paixão jaz enterrada sob toneladas de mentiras sedutoras. Resistir dói e apaixona, igual a qualquer outra coisa por aqui. Não gostam de equilíbrio esses terráqueos. Gostam de extremos, para acalmar o desespero da vida estúpida que se apresenta, mas não se explica, a não ser pelo seu próprio pensamento e sentimento, que perderam valor para a posse de pedaços de plástico e ferro, chamados de bens. Lá embaixo, vejo um dentista de nome José Maria atendendo no edifício Maria José. NA Internazionale um japonês de nome Nagatomo enverga o que era de Klinsmann. Penso nos tornados, em Oklahoma e ouço índios ceifados urrando em loucura e êxtase. A seleção da Romênia, do mais famoso chupador de sangue, jogará amistosamente para celebrar a carreira do maior chupador de sangue do futebol. A condução pública da locomotiva brasileira piora e o seu preço sobe. Tudo gira e nada sai do lugar. Me voy, porque ficar por aqui cansa e demora a evoluir. Há muito mais para saber. Voltaremos, voltaremos!&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-4085835808401811104?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/4085835808401811104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/yo-con-amacu-nori-shankly-no-disco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4085835808401811104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4085835808401811104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/yo-con-amacu-nori-shankly-no-disco.html' title='Yo con Amacu, Nori e Shankly no disco voador'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-huEsRxUoL1I/TX_7PeOVxzI/AAAAAAAAAFQ/1BolE62OnGc/s72-c/65-anos-hiroshima-nagazaki_f_008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-860040261055209630</id><published>2011-03-09T22:45:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T00:46:26.352-08:00</updated><title type='text'>"Tempo, geometria e cores", disse o Bruxo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fw1ak4g5lLw/TXiPnBk18XI/AAAAAAAAAFA/GGeniec40DA/s1600/cu.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 318px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582369638726365554" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fw1ak4g5lLw/TXiPnBk18XI/AAAAAAAAAFA/GGeniec40DA/s320/cu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Nem uma lesma no sal se arrastaria tão vagarosamente como faz o futebol modernista. Os jogadores vão ao chão; o arbitro pára mais uma vez o jogo; entra a maca motorizada (UÉÉÉ, UÉÉÉÉÉ!!!!); as marcas arrecadam lucro; a televisão promove seu showzinho patético. O jogo não anda, não sai do lugar... estéril, hermeticamente realizado em si mesmo, previsível e chato. Quando se praticava com paixão este desporto, fazer mais rápido era tão vital quanto fazer o próprio gol. Hoje, tanto faz, tanto fez... as cartas já estão marcadas e poucos se arriscam a contrariar o estabelecido comercial que continua empolgando os torcedores-consumidores de tudo, sem filtro e bom senso. Quem não parou no tempo, agoniza. Já estou farto de ver times sendo eliminados, nos minutos finais de jogo, enquanto seus "guerreiros" sequer demonstram vontade de superar o contrário - sendo que o futebol sempre exigiu um comportamente maluco nesses momentos, em que homens acabavam por se degladiar em campo, movidos pela responsabilidade de representar a camiseta, a torcida. Na vida, comprometimento é fruto de razão e paixão, atitude e mentalidade combinados. A mentalidade parou no tempo; a atitude é de marionete. Os gramados antes refletiam, através dos atos dos players, o sentimento de quem ali estava por amor (e não por dinheiro). O que sobrou dessa tormenta coorporativista que destruiu o futebol foi interpretacão, um pseudo jogo, de pseudos craques, pseudos gols feios e bonitos, pseudos jogos bons e ruins. Resumindo, o nada. Aproveitem o tal de youtube e façam um exercício de comparação entre o ritmo do jogo moderno para com os de outrora. Terrorismo futebolistico, de dar pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O desenho do jogo virou quadrado, quebrado, marcado, delimitado, regulado e chato. Os laterais fazem todos a mesma coisa (aqui ou na Europa; ganhando ou perdendo o jogo), os meias (que ainda sobraram) idem, assim como os avantes (filhotes ou não da regressão fenomenal que a jaqueta 9 sofreu). Na zaga, o negocio é isolar como faria um Ronaldão, mas sem esquecer-se de fazer pose para a foto. Da pra acreditar? Isolada com categoria! É como comer um biscoito com o cu e cagar com a boca. Onde estaria aquele jogo constante, alucinante, de perder o fôlego, de chutes, toques e fintas? Onde estaria a liberdade de se jogar futebol? Como pode-se supor, há as excessões, mas que se apresentam cada vez menos aos nossos olhos. Raramente um jogador passa pelo outro, e as infinitas e virtuais trocas de passes fazem do futebol hoje um jogo que, muitas vezes, fica tão chato quanto o beisebol - prática esportiva de geometria (e liberdade) obviamente limitada. Outra raridade é ver um marcador encostar no rival sem receber cartão - o que também carrega limites quanto ao desenho da atuacão dos players. Alias, estão destribuindo cartões e expulsando pessoas do campo por qualquer coisa. Futebol virou um museu de cera protegido pela Tropa de Choque do PSDB. A expulsão do jogador do Arsenal contra o Barcelona (musa dos alienados, mas que não me empolga como o Estrela Vermelha de 91) foi constrangedora. Mas ocorreu porque o árbitro, macaco de circo da nova FIFA S.A., mostrou o segundo cartão amarelo quando a bola foi chutada depois do jogo paralisado. Sem nenhuma briga, nenhuma bofetão, sem atmosfera amedrontadora (afinal, falamos aqui de espetáculos para a elite): um player é retirado de campo simplesmente porque não se adaptou, porque criou atrito entre a imagem que seduz e o lucro que apodrece a alma, desafiou o controle do jogo, movido por uma subconsciente cordenacão motora de chutar uma bola de couro. E o campo estava cheio de bolas ao seu redor - como vem acontecendo desde que Farah cuspiu mais essa idéia pro alto antes dela colar na testa da FIFA - tanto que uma delas chegou rapidinho ao mesmo local onde o árbitro ainda punia o "infrator". A expulsão que (no máximo) serviria para uma aula de educacão física infantil - onde se faz necessário o exemplo e o ensinamento, aprender, tomar contato, discernir entre o certo e o errado - foi transportada para a fase final do Campeonato Europeu de profissionais! Portanto, não chute mais a bola antes de pedir permissão, pois não há mais espaco pra livre arbítrio no futebol. Quando crianca, eu ia ao campo esperando ver carrinhos, choques... porrada mesmo! Como fazem os fanáticos do automobilismo, que esperam uma batida emocionante nas pistas. Estão sufocando o futebol, destruindo tudo aquilo de belo e forte que ele nos deu. Esse é o futebol mercantil, da Globo, dos super-stars balofos e mimados. Não é mais o jogo para quem nasceu para aquilo, e sim o jogo para quem se graduar e souber chupar sacos dos covardes manda-chuvas do nosso jogo lamacento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há cores inaceitáveis no futebol. Há cores que você não se importa de carregar na sua bermuda de praia, ou na fantasia do carnaval, mas nunca no futebol! Incomoda-me imaginar um concerto do Black Sabbath vestido de Restart, como tem sido os prélios de futebol modernos. O arco-íris das chuteiras dos “jogadores” de hoje não só ofende os amantes da bola, como caracteriza uma tremendo desrespeito a regra do jogo, que obriga aos players se apresentarem uniformizados – e não carregando cada um sua bandeira e sua cor na vitrine do ridículo. O uniforme totalmente enterrado com sua tradição e carregado de novas (e muito suspeitas) tendencias. Assisti a um teco de um jogo do América carioca e seu excrete parecia de alguma forma surreal em campo, todo de vermelho, cheio de patrocínios e sem nenhum craque de bola. E o America não é o Vila Nova, é o America, porra! E tem que continuar sendo! Quando toda a poeira baixar, poucos tons serão tão vitais quanto os mais simples e diretos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Milagre! Estou desfrutando vários jogos dessa Libertadores, ironicamente de posse hoje de um banco espanhol (o retorno de Pizarro!). O jogo esta melhorando? Nem de longe, amigos. Eu estou melhorando? Probabilidade baixíssima. Mas há uma coisa nessa Copa que me interessa bastante: a loucura. Aproveitemos enquanto é tempo. Boa passagem a todos. Nos vemos onde a geometria, o tempo e as cores farão sentido novamente. Morte ao futebol moderno!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para Afonsinho... esse sabe das coisas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-860040261055209630?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/860040261055209630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/tempo-geometria-e-cores-disse-o-bruxo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/860040261055209630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/860040261055209630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/03/tempo-geometria-e-cores-disse-o-bruxo.html' title='&quot;Tempo, geometria e cores&quot;, disse o Bruxo...'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fw1ak4g5lLw/TXiPnBk18XI/AAAAAAAAAFA/GGeniec40DA/s72-c/cu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-8053032659332236834</id><published>2011-01-11T05:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T05:40:55.518-08:00</updated><title type='text'>O NEGÓCIO DO FUTEBOL É BUCETA, MEU AMIGO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TSxa2ovuNYI/AAAAAAAAAEc/tscO9Q0FuxA/s1600/0%252C%252C20910444-GDV%252C00.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560919534592734594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TSxa2ovuNYI/AAAAAAAAAEc/tscO9Q0FuxA/s320/0%252C%252C20910444-GDV%252C00.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Balela! Essa viagem de Ronaldinho Gaúcho pelo Atlântico é uma mentira tão mentirosa que parece verdade. O A.C.Milan – ou aquilo que ainda restou do que um dia o foi – não poderia se desfazer assim tão facilmente, no meio de uma temporada, do futebol de alguém que merecesse tamanha badalação e punhetação. Aliás, se um time como o rubro negro milanês uma vez o contratou é porque as coisas, certamente, não vão nada bem por aqui, obrigado! Questão de parâmetros, senhores. Simplesmente as peças não se encaixam, e por isso a mídia tem que promover o assunto com a mesmo intensidade – e charme, claro - do urubu destroçando carniça. Fome é a vez do futebol! Os aviões futeboleiros se entopem de escravos do corporativismo, que transforma suor em ouro de tolo (e essa metamorfose plastificada não se aplica apenas ao futebol). O “Patrão” - esse pseudo ídolo que já provou duas ou três vezes sua categoria de macaco de circo com a pelota, mas que parece eternamente alienado à honra e dever (essência de todo e qualquer craque de bola) – chega com os mesmo ares de malandragem, ostentando os mesmos brilhantes, luzes, cores e emoções que pautaram sua carreira nas telas do mundo todo. Humildade? Vergonha de ser chutado de mais um grande clube? Nada disso, o negócio da mentira vai muito bem no futebol, obrigado! O Flamengo ignora os sinais fenomenais deixados pelo xará mais famoso do “craque”, depositando em mais um falso profeta das chuteiras coloridas a esperança de títulos importantes esse ano. Acham que o desempenho dele será diferente do “Rolha de Poço” do Parque São Jorge? Veremos... Claro que nos “jogos” que vai “disputar” pelo “cariocão” ele tem tudo para “deitar e rolar”. E quando a primeira jogada sair, o primeiro passe com pose de modelo se concretizar contra um time de Caxias, as máquinas registradoras agitar-se-ão como o pau que deseja a buceta. Vejam o exemplo do xará, mas agora com a atenção voltada pro business: quanto mais ele se despedaça em campo feito um monte de batatas, menos atrito há na disparada às alturas da renda de sua marca, numa inversão aritmética que incomoda minha inteligência. Agora que descobriram a mágica do “retorno” para limpar imagem, polir seu tesão, não vão parar mais. Não nos esqueçamos: falamos aqui de abutres, hienas, que se contentam com os restos, migalhas. Justo com o nosso futebol... O futebol, o jogo do tosco, do sangue que fazia acontecer, aplaudir, desfalecer, desintegrar, gritar, chorar e rir. E fazer mais uma vez, unir, rasgar as divisões, hoje segrega, seleciona, separa, sempre abençoado pelas palhaçadinhas infantis dos bobos da corte usando microfone. O jogo dos palavrões, daqueles que se compartilha com a mulher no orgasmo, mas não se repete na mesa de jantar. O jogo do escape, do contrário, da vazão, da razão e da loucura... A Renascença da humanidade frente ao maior crime da mesma, ou seja, o mercado livre, a globalização, a banalização. O futebol moderno é a camisinha na foda saudável. O desperdício de tudo, a invenção do que não existe, a vitória de quem nem sequer entrou em campo. Virou um cu invertido, uma buceta que não se penetra. Virou Broadway. Eu não agüento mais. Vamos todos à merda, com sorrisos estampados em nossas faces. Que façam a “verdade”, enquanto matamos a vida. Para não passar em branco esse ano, eis meu registro atual. Não restam muitas palavras frente ao calamitoso declínio do jogo maior do homem. É hora de agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Depois do mais prolongado e agonizante recesso da história juventina, estamos há poucos dias da volta a nossa vida – única, plena, vibrante, imprevisível e absolutamente insana. Os putos que cospem sua ignorância, vestindo ternos e gravatas, podem preparar seus soldados de plástico – que defendem suas pútridas finanças – porque a torcida juventina está longe de se sentir satisfeita. Hasta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-8053032659332236834?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/8053032659332236834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/01/o-negocio-do-futebol-e-buceta-meu-amigo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/8053032659332236834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/8053032659332236834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2011/01/o-negocio-do-futebol-e-buceta-meu-amigo.html' title='O NEGÓCIO DO FUTEBOL É BUCETA, MEU AMIGO!'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TSxa2ovuNYI/AAAAAAAAAEc/tscO9Q0FuxA/s72-c/0%252C%252C20910444-GDV%252C00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7219158506815286711</id><published>2010-11-18T15:54:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T07:08:20.110-08:00</updated><title type='text'>Poucas coisas são mais ridículas...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TOW--GTuBvI/AAAAAAAAAKo/tML78QLV-ls/s1600/090625dalves_nota.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 121px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TOW--GTuBvI/AAAAAAAAAKo/tML78QLV-ls/s320/090625dalves_nota.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541044890603751154" /&gt;&lt;/a&gt;...do que o suspense que esse Daniel Alves faz para bater suas faltas. Ele pára, respira fundo, observa lá e cá com olhares dignos de um Robocop, em fria, milimétrica busca das melhores opções para efetuar o levantamento; faz carranca de mau, calculada pose corporal e assume um ar de superioridade de quem realmente vai decidir a partida com tal lance (sempre em busca de uma câmera, lógico, este paradigma dos jogadores modernos, junto às famigeradas chuteiras coloridas) - para, na sequência, mandar a pelota em local quase sempre frustrante para quem fez tamanho alarde de suas capacidades com a bola parada. Mas, mesmo assim, com essa capacidade de sair do método mais arrojado de interpretação para a canastrice contumaz, ele sempre está por aí, nas convocações da seleção, assim como permanece no Barcelona, um dos gigantes do futebol planetário. Sinal dos tempos é isso aí: o que conta, hoje, não é a eficiência, é a imagem. Eis a prova, corporificada em um lateral-direito que sabe, como poucos, "representar" o ofício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só é triste uma seleção brasileira que ainda precise ($$$) de Ronaldinho Gaúcho (que nada fez, como já prevíamos) e Robinho (este, agora, promovido a "capitão") - triste (ou sintomático?) é também ver um Campeonato Brasileiro trazido de volta à vida graças a uma sequência de atuações desastrosas de juízes, estes promovidos a astros principais de uma competição tecnicamente moribunda (isso graças a um tema que eu gostaria de desenvolver mais para a frente, o da banalização dos pênaltis). E, favas contadas, os que tentaram levantar sua voz ante tal estado de coisas na grande imprensa já foram sumariamente calados, para que o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; corrente de "certame bem disputado" não se alterasse. E tudo segue como dantes, no mundo das abobrinhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7219158506815286711?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7219158506815286711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/11/poucas-coisas-sao-mais-ridiculas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7219158506815286711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7219158506815286711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/11/poucas-coisas-sao-mais-ridiculas.html' title='Poucas coisas são mais ridículas...'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TOW--GTuBvI/AAAAAAAAAKo/tML78QLV-ls/s72-c/090625dalves_nota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-1980472179110224038</id><published>2010-11-02T17:44:00.000-07:00</published><updated>2010-11-09T05:14:55.431-08:00</updated><title type='text'>Estamos aqui pra isso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TNGowD8d9vI/AAAAAAAAAKg/57pc6MAGcOQ/s1600/manogalvao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TNGowD8d9vI/AAAAAAAAAKg/57pc6MAGcOQ/s320/manogalvao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535390960661165810" /&gt;&lt;/a&gt;Veja aí, mais abaixo, nos posts recentes: Mano Menezes receberia logo a ordem para convocar Ronaldinho Gaúcho. Restaria ver se o alegre treineiro a acataria. O fez. Pode ser creditado como um dos mais covardes treinadores que já sentaram no banco para comandar o selecionado tupiniquim, e um dos que pode se servir com gosto da alcunha de "pau-mandado". Se o anterior conseguiu resistir à pressão, este não só a acatou, como o fez sorrindo. E planeja fazer mais, segundo declarou. Tanga-frouxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunga, como treinador, foi péssimo, não se pode negar. Com pouqíssimos recursos, daqueles que só sabem trocar seis por meia dúzia, entregue a uma assustadora hierarquia militar, e à panelinha que todo treinador faz uso (e, em seu caso, tendo colocado a seu serviço atletas de uma pobreza sem par), sua seleção, dentro de campo, não fará a menor falta. Agora, o que este homem fez fora de campo, ah, isso sim, será inesquecível, senhoras e senhores! Um sujeito, que deveria ser, na concepção dos donos do poder da CBF, um simples cumpridor de ordens, resolver peitar, sozinho e à revelia do sr. todo-poderoso Ricardo Teixeira, a Rede Globo de Televisão e a Nike, e por tabela a própria CBF, é coisa inacreditável até agora. Aliás, com o passar do tempo, e com o papelzinho ridículo e serviçal que gente como esse Menezes costuma fazer quando lá está, o que Dunga alcançou torna-se ainda mais surreal, coisa sem precedentes mesmo. Como uma pessoa com uma mentalidade à primeira vista tão reacionária pôde tocar um projeto revolucionário como esse, o de encarar de frente as duas corporações às quais a CBF mais abana o rabinho (petulância estratégica: na época de Copa, na qual era virtualmente intocável)? Tirem esse cara daí, antes que o estrago seja maior, e tragam alguém que faça subservientemente o nosso jogo, devem ter gritado os poderosos no ouvido de Teixeira - e aí veio Menezes, com a cartilha do bom menino embaixo do braço. Aliviados, todos deram as mãos - e agora comemoram esse ridículo retorno de Gaúcho, que nada vai acrescentar a não ser o brilho de seus avançadíssimos Nike Shox à transmissão global. Vai que é sua, Júlio César!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(PS: Toro já me adianta a letra: A Ronaldomania dá as caras novamente, e faz o Timão ressurgir das cinzas, para dar alento a esse morto "Brasileirão". O Cruzeiro recebeu seu recado: o assombroso pênalti dado ao São Paulo na quarta-feira mostra que tudo pode ser feito para que Andrés, o amigão da galera, comemore o tal "Centenário" numa boa, com ao menos um título. Veremos.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-1980472179110224038?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/1980472179110224038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/11/estamos-aqui-pra-isso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1980472179110224038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1980472179110224038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/11/estamos-aqui-pra-isso.html' title='Estamos aqui pra isso'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TNGowD8d9vI/AAAAAAAAAKg/57pc6MAGcOQ/s72-c/manogalvao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5767153764893255001</id><published>2010-10-23T08:37:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T14:25:10.692-07:00</updated><title type='text'>Já repararam que...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TMMZFZqhryI/AAAAAAAAAKY/ThQP_pwRjWk/s1600/ronaldo-chora-flamengo-436.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TMMZFZqhryI/AAAAAAAAAKY/ThQP_pwRjWk/s320/ronaldo-chora-flamengo-436.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531292347920396066" /&gt;&lt;/a&gt;...nossos comentaristas andam cabisbaixos, longe da empolgação do ano passado, com o "Brasileirão" corrente? O bizarro é que trata-se de um certame exatamente igual ao pregresso, aquele que foi vendido como "o maior de todos os tempos", "emocionante", e tal, por esses mesmos que agora quase choram ou bocejam no ar: times que caem de produção no segundo turno, equipe que surge e atropela rumo à liderança, disputa entre várias agremiações na zona do rebaixamento... Será por quê, um ano tão borocoxô por parte dos cronistas? Arrisco duas hipóteses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1a.) Em 2009, eles precisavam levantar a Copa do Mundo vindoura, instaurar um clima de encanto crescente com o futebol até o ano seguinte - mas a "revolução tática" negativa promovida pela Espanha campeã (a do cozimento infernal dos toques laterais no meio-campo, e, de 1 a 0 em 1 a 0, o pragmatismo levado às últimas consequências possíveis e imagináveis) foi um tal banho de água fria que não conseguiram segurar a onda: sim, pessoas, o esporte está em franca decadência técnica nos gramados mundo afora, e é imperativa a admissão de tal fato. Ainda não puderam acordar em definitivo, pois possuem compromissos comerciais/corporativos que não os permitem chutar o balde com veemência (ao menos, aqueles dos quais esperamos atitude semelhante - da maioria, a passividade é eterna e sorridente companheira), mas estão em estado vegetativo, prestes a sair do coma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2a.) Além da questão Copa, o campeonato ter sido hipervalorizado em função do Flamengo ser o clube com a maior torcida do Brasil (olhe que casamento perfeito, coincidência ou não: antes do certame mundial, para o congraçamento das massas na usual "corrente pra frente", nosso time mais querido é campeão!). A questão comercial tornou-se preponderante para as emissoras, que assim buscavam elevar suas audiências e lucros ao venderem essa ascensão rubro-negra como algo sem precedentes. Este ano, com a queda corinthiana, foi-se a única possibilidade das TVs em mascarar ao menos o mínimo do horror deste torneio nacional pós-ressaca do "fracasso" (em todos os sentidos) da Copa de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui, então, a nossa dica: rapaziada dos microfones, enterrem logo o defunto, antes que ele enterre vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5767153764893255001?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5767153764893255001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/10/ja-repararam-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5767153764893255001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5767153764893255001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/10/ja-repararam-que.html' title='Já repararam que...'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TMMZFZqhryI/AAAAAAAAAKY/ThQP_pwRjWk/s72-c/ronaldo-chora-flamengo-436.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-2406405313540350935</id><published>2010-10-17T10:36:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T18:31:51.650-07:00</updated><title type='text'>Beijim beijim, tchau tchau</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TLtMaBEQliI/AAAAAAAAAKQ/pNTmn4MNJVU/s1600/vermifugo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TLtMaBEQliI/AAAAAAAAAKQ/pNTmn4MNJVU/s320/vermifugo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529096977374025250" /&gt;&lt;/a&gt;Parece que foi de um dia para o outro que as mudanças tomaram o futebol de assalto, mas não foi. Desde a época de João Havelange no poder de sua entidade máxima, a FIFA, na década de 70, já se ensaiavam diversas mudanças que tomariam corpo definitivo na gestão Blatter, no final dos anos 90, para fazer do esporte uma máquina global de render dinheiro, acima de tudo. As bases já vem lá de longe - mas, mesmo neste mundo onde tudo precisa ser moderno, padronizado e lucrativo, certas práticas não caem em desuso entre os "boleiros", por mais que sejam consideradas desatualizadas, ultrapassadas, fora de moda, etc. Porém, como o entorno que cerca os atletas é radicalmente diferente, a maneira como tais atitudes serão recebidas também. E isso pode representar muito mais do que aparenta em dois ou três segundos de um VT de melhores momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado passado, Robinho fez seu primeiro gol pelo Milan. O ex-santista, que tem oscilado entre o time titular e o banco de reservas (de onde saiu nesta última partida), depois de anotar o ponto, foi até um ponto no qual poderia encarar a torcida que o criticava no início da temporada, e também ser fartamente fotografado e filmado pela mídia ali presente, e beijou a camisa do time. Não só precisava dar uma satisfação aos que o criticavam, como também mostrar que ainda pode existir amor à uma camisa nesse mundo canalha, vaidoso e inclemente do futebol moderno, que já o queria vitimar antes mesmo de poder desenvolver seus primeiros seis meses de trabalho por lá. Vindo de qualquer um, já soaria cínico... De Robinho, então, é praticamente uma afronta, até mesmo para quem não é torcedor do Milan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode precisar quando surgiu essa atitude de beijar a camisa (eu, pelo menos, não sei), mas ela servia para aproximar o jogador do torcedor. Pessoalmente, acho que nessa tão propalada história de amor à camisa tem muita balela (com dignas exceções, claro, e essas podemos contar nos dedos); mas o ato de mandar um singelo ósculo ao escudo da agremiação ajudava a dizer aos que pagaram ingresso que o jogador é consciente de ser apenas um intermediário entre o clube o torcedor, nada além ou acima disso. É necessário respeito e grande dose de discernimento, antes de tudo, pois é fácil desmascarar o farsante nessa brincadeira; já que todo jogador possui um passado, é acompanhado incessantemente pela mídia, diz coisas que podem ser mal interpretadas, etc. Se tal ato hoje é mal visto, se existe, por exemplo a expectativa do iminente vexame se um jogador beijar o símbolo no novo clube em sua apresentação, por exemplo, é porque isso é demonstração de frontal hipocrisia - não porque não existe mais o tal "amor à camisa", e sim porque o compromisso com o futebol fica em segundo plano para as novas gerações, mais interessadas em ascenção social, celebridade, etc. Assim, o que dizer se é um dos que mais valorizam o culto à personalidade a origem de tal prática? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robinho está acuado neste início de temporada na equipe &lt;span style="font-style:italic;"&gt;rossonera&lt;/span&gt;. Tanto a torcida quanto seus companheiros não lhe dão colher de chá. Sem o tão benfazejo refresco do paternalismo, aquele que tem feito os atletas retornarem ao Brasil reclamando de "perseguições" dos técnicos estrangeiros, tem cortado um dobrado. Na comemoração do gol, o atacante comportou-se feito um cordeirinho, quase chorando frente à organizada do Milan, rebaixou-se como poucas vezes pudemos ver, porque ainda quer de qualquer forma ser aceito em um dos "grandes" do Velho Mundo, mesmo com a carreira já em curva descendente. Fez média com a torcida, sequer preocupou-se em considerarem sua atitude populista (pelo contrário, quis que a registrassem, a fez ali, perto de quem a captasse para retransmiti-la depois), porque realmente não se incomoda, pois, sim, ainda acalenta o projeto de ser o "melhor do mundo". Por qualquer lado que observemos, não importa quantas voltas dermos, com Robinho sempre cairemos no individualismo, no personalismo exacerbado, na falsa humildade. Um beijo na camisa é para ele a continuidade desse processo de contínua adoração ao próprio umbigo - e que a trégua com os torcedores do Milan, que não iam com sua cara, venha seguida também de idolatria, é só o que a ele interessa. Durma-se com um barulho desses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-2406405313540350935?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/2406405313540350935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/10/beijim-beijim-tchau-tchau.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2406405313540350935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2406405313540350935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/10/beijim-beijim-tchau-tchau.html' title='Beijim beijim, tchau tchau'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TLtMaBEQliI/AAAAAAAAAKQ/pNTmn4MNJVU/s72-c/vermifugo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5454781798295251566</id><published>2010-09-15T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T16:08:52.939-07:00</updated><title type='text'>"O tempo é o senhor da razão"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TJKaBU5ZlrI/AAAAAAAAAKA/s5LTppbZHDQ/s1600/RonaldoBbk.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TJKaBU5ZlrI/AAAAAAAAAKA/s5LTppbZHDQ/s320/RonaldoBbk.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517641841062287026" /&gt;&lt;/a&gt;Chavão, lugar-comum, frase batida... Tal ditado que entitula esse post é uma frase ainda mais surrada que as hoje em dia doentias "futebol é uma caixinha de surpresas", "tal jogador veio para somar", "placar elástico", e desgraças quetais. Mas não me foi possível evocar outra sentença, me desculpem. Assistindo ao canal ESPN ontem, repercutiam uma entrevista de Ronaldinho Gaúcho a um veículo francês (esse tipo de "bomba" dada por jogadores nativos de renome encontra duas válvulas de escape: Rede Globo, ou algum grande jornal/TV da Europa - lembra-se que Ronaldo preferia que seu filho fosse "europeu"? Pois é, complexo de vira-lata não se supera do dia pra noite), na qual ele dizia: "Nenhum jogador brasileiro jogou tanto quanto eu, na temporada passada". Arnaldo Ribeiro, tão querido por nós aqui do Antimídia, comentava. Primeiro, me diz que tal frase não combinava com Ronaldo Assis, "sempre tão humilde". Depois, diz que poderia listar "uns 20 jogadores brasileiros" que atuaram melhor que o 80 milanês em 2009/2010, e que, se quiser ser convocado novamente, ele precisa fazer um sequência de jogos "menos irregular" do que a passada. Me senti estranho. A cabeça voltou à tal temporada como em um furacão, e nem precisei vasculhar os arquivos desse blog para refrescar a memória, ainda quase lá: não foi nela que os articulistas insistiam que Ronaldinho debulhava tudo, jogo após jogo? Que ele havia recuperado a forma, que estava voando baixo, que massacrava sem pena os adversários, e que seria a única alternativa de brilho para a seleção de Dunga? Ora, fuçe você mesmo o arquivo deste sítio, para ver o que Toro e eu postamos desde o início do massacre midiático que visava mastigar todas as mentes, favorecer Ronaldo Gaúcho e interceder a favor de sua convocação: que, NÃO, o sujeito não estava jogando a bola que esses especialistas direcionados e parciais insistiam que ele vinha praticando. Por quê só agora, depois da Copa, sem o compromisso comercial da transmissão, o tal Arnaldo percebeu isso, e admitiu hipocritamente frente às câmeras, com ar blasé, sem autocrítica? Ou melhor: será que não existia essa consciência já naquele momento, e que alguma coisa (mais uma vez, sugiro que vá aos posts antigos, lá esmiuçávamos o quê poderia freá-los) o obrigava a dizer o contrário? Em quê vamos acreditar: em ingerência corporativista ou em 'delay' do articulista? Se escolher os dois, também não estará errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez estimulado pela presença de Mano Menezes, que demonstrou nos primeiros jogos total disposição para fazer tudo o que lhe mandarem, Gaúcho já avisou ao treinador (e aos dirigentes da CBF, para que lhe passem a ordem): quer voltar ao time do Brasil, e planeja ainda jogar as Copas de 2014 (quando estará com 34 anos) e 2018 (com 38). Nesta bolha na qual vive um jogador multimilionário, tudo é possível: até mesmo crer que não será ultrapassado pelo tempo. Parece que a lição de 2010 não foi compreendida por Ronaldinho, que ainda se crê maior do que o seu futebol realmente o credencia (ou, vá lá, se você é daqueles que o compram como o "maior da década", não firamos sua aflorada sensibilidade, ao menos uma vez: digamos, então, que o seu "momento" o credencia - melhorou?). Se é levado a acalentar tais desejos pela máquina que o cerca (quem, já acostumado a viver como Deus por acreditar ser o próprio, deseja voltar a ser simples mortal?) ou se ele realmente bota fé que, aos 38 anos, ainda terá condições de estar em um certame mundial (sendo que aos 30 já foi cortado de um), é algo que não sabemos - mas a megalomania de sua frase, aquela que gerou a manchete do jornal francês, parece não ser obra do acaso, dessas sentenças pescadas por um jornalista astuto entre palavras perdidas ditas pelo entrevistado. Se o tempo traz a razão a alguns, a outros ele não parece tão benfazejo assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E a 'Neymar situation' continua rendendo. Dia desses, se o assunto não me fizer devolver almoço ou janta, tento falar dele por aqui. O 'garoto de ouro' virou um habitué do Antimídia - e, se isso acontece, bom sinal não é...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5454781798295251566?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5454781798295251566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/09/o-tempo-e-o-senhor-da-razao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5454781798295251566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5454781798295251566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/09/o-tempo-e-o-senhor-da-razao.html' title='&quot;O tempo é o senhor da razão&quot;'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TJKaBU5ZlrI/AAAAAAAAAKA/s5LTppbZHDQ/s72-c/RonaldoBbk.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7965386919629706025</id><published>2010-09-03T06:43:00.001-07:00</published><updated>2010-09-03T19:18:45.603-07:00</updated><title type='text'>Ainda não me ensinaram a fazer contas quebradas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TIFl8WbalnI/AAAAAAAAAJ4/mNodwsJRRnE/s1600/galeano.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 239px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TIFl8WbalnI/AAAAAAAAAJ4/mNodwsJRRnE/s320/galeano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512799506365322866" /&gt;&lt;/a&gt;Eduardo Galeano (foto) afirmou, uma vez, ser uma espécie de "mendigo do futebol", pois era como se passasse um pires pelos gramados mundiais, em busca de migalhas de fantasia no futebol, ou seja, um drible bem dado, uma jogada coletiva bem construída, uma defesa arrojada, gols espetaculares... Coisa cada vez mais rara no futebol, segundo o mestre uruguaio, já em plenos anos 90, época que pessoas como nós, que iniciamos nosso gosto pelo esporte um pouco antes dessa data, ainda enxergávamos tantas maravilhas. Pois, se aqui no Antimídia, ainda perdemos tempo com a indigência generalizada dos programas esportivos, é porque aguardamos (com certa ingenuidade, devemos admitir) algum abnegado da crônica soltar farpas de amargura com as quais nos identificamos, e que iriam frontalmente contra o corporativismo reinante entre emissoras e Campeonato Brasileiro, e entre tais articulistas e seus contratantes. Assim, somos algo como "mendigos da verdade" - uma tarefa hercúlea e que parece perdida, mas da qual não desistimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, fui conferir um programa da horrenda SporTV, esse canal que criou um mundinho paralelo de plasticidade total para seguir em sintonia com o futebol "globalizado" e seus fãs &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fast-food&lt;/span&gt;, unicamente porque queria ver os gols dos jogos de ontem. Só isso: não queria saber da opinião de ninguém, não queria ver matérias feitas por/para abobados, não queria ver sorrisinhos nem troca de gentilezas/piadas internas feitas pelos apresentadores, para simular (mal) a descontração tão cara ao jornalismo esportivo global. Queria apenas saber os resultados, ver os tentos, e acabou. Pois bem: a primeira chamada do programa matinal era um suposto "chapéu" que o santista Neymar havia aplicado no oponente catarinense do Avaí. Tal imagem foi repetida à exaustão, de vários ângulos, e já antecipava o discurso a segui-la: "alegria", "arte", "molecagem", bla bla bla. Detalhe que sequer foi mencionado: o que recebeu o lençol estava caído, deitado ao chão. Outra: o jogo estava paralisado, da mesma forma como havia acontecido há um tempo com o avançado baleeiro e o beque mosqueteiro Chicão. Pois sim: todos estavam prostrados ante um lance que sequer pode ser considerado parte integrante daquela partida, já que esta encontrava-se momentaneamente suspensa! E nosso amigo "craque" ganhou destaque ("incontestável", segundo os do canal) no cotejo por conta de algo gratuito como tal firula, que fez exatamente com o intuito de se exibir, de aparecer, de prorrogar forçosamente o rótulo de jogador "irreverente" que lhe colaram! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte a discussão que tomou conta dos programas da hora do almoço, dos quais a tônica é desde sempre o provincianismo estupidificante, a de que aquilo poderia ser um desrepeito ao adversário (e cuja réplica era sempre a de "querem acabar com a alegria do futebol" - cavalgaduras como esses caras só enxergam as coisas em termos rasos), temos aqui uma continuação do post anterior: o desespero que os profissionais do microfone (e, por extensão, os que os acompanham) nutrem por encontrar "ídolos", nessa era da pré-fabricação, os levam a considerar um lance fora do jogo como demonstração de "talento". E não são os tais "mendigos", como Galeano disse com a classe que lhe é peculiar, pois esses, que ainda passam o chapéu em busca dos restos da real fantasia no tapete verde, buscam justamente o contrário do que Neymar fez. O autor platino é de um tempo no qual se valorizava unicamente os feitos alcançados dentro de campo, por jogadores capazes porque verticais, objetivos. O 11 praiano, por sua vez, fez apenas e tão somente a costumeira publicidade de si mesmo, maquiada de "arte", de forma oportunista, covarde até (o adversário estava caído, lembremos), e que nada acrescenta ao futebol como jogo, como esporte. Se a firula desnecessária dentro de uma partida já é algo discutível (para nós, repugnante), Neymar notabiliza-se por levar a inutilidade ao ponto de ser reconhecida como acontecimento de maior interesse até do que ele e seu time haviam feito em campo. Anotou um gol, até deve ter jogado bem, o Santos venceu, mas os olhos se voltaram para o momento no qual não existia futebol, no qual o duelo estava interrompido, para o qual seu gracejo deveria significar o mesmo que uma reposição de bola feita por gandulas. Sintomático que se subtraia da manchete e das discussões a peleja, as equipes, o campeonato: é o canal, o programa esportivo, o jornalismo em geral, mandando o futebol definitivamente às favas, para destacar uma bobagem extra-partida! A real motivação para a cobertura torna-se algo que não é mais o desporto bretão; mas que, paradoxalmente, nos é vendida como a alma do "real futebol brasileiro"! Isso é assustador demais para passar batido, caras. Por essas e outras que, por mais que exista a vontade de jogar tudo ao inferno, ainda encontramos um tanto de força e de razão para postar aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Um adendo: nas últimas partidas, São Paulo e Corinthians - antes, lógico, da palhaçada do tal 'retorno' de Ronaldo - entraram em campo sem centroavante de ofício. Um dos nossos últimos tópicos falava exatamente da escassez que tal posição enfrenta no mundo hoje em dia. Será por conta de covardia tática, ou porque esperam que o próximo 'fenômeno' surja a partir da eliminação, para que este seja em definitivo o 'único da espécie'? Alexandre Pato está aí, na fila dos que aguardam tal oportunidade.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7965386919629706025?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7965386919629706025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/09/ainda-nao-me-ensinaram-fazer-contas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7965386919629706025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7965386919629706025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/09/ainda-nao-me-ensinaram-fazer-contas.html' title='Ainda não me ensinaram a fazer contas quebradas'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TIFl8WbalnI/AAAAAAAAAJ4/mNodwsJRRnE/s72-c/galeano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5897712410820252541</id><published>2010-08-24T14:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T14:24:06.399-07:00</updated><title type='text'>A televisão me deixou burro, muito burro demais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/THRtpWFlsfI/AAAAAAAAAJo/11UlmQVblqs/s1600/golcameratv.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/THRtpWFlsfI/AAAAAAAAAJo/11UlmQVblqs/s320/golcameratv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509148801252045298" /&gt;&lt;/a&gt;Vivemos tempos turbulentos, de constantes transformações - e que geram, a reboque, inevitáveis deformações. A cultura das celebridades efêmeras é a tônica dos que se lançam a boa parte das atividades que exijam mídia, e o futebol não foge dessa realidade (aliás, muito a alimenta). Os meios de difusão, com a Internet, tornaram-se variados e "democráticos", e, não importa se é micagem ou coisa séria, sempre tem alguém disposto a assistir quem quer aparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então: uma das pragas que contaminam o nosso (ex?) esporte favorito são os jogadores que comemoram gols para a câmera de TV. Até em partidas de segunda, terceira divisão, eu já vi essa coisa estapafúrdia acontecer. Vivemos dizendo aqui que a atual geração não possui mais compromisso com o futebol, e tal manifestação deixa claro que a cabeça dessa molecada está voltada, em primeiro lugar, para a celebridade, para a auto-promoção, os programas da hora do almoço, o fazer média com patrocinadores e puxa-sacos... Enfim, de ter a si próprio como o centro das atenções, sempre. Às favas a torcida - não vale a pena comemorar com quem pagou para assistir ao jogo, se uma palhaçadinha para a câmera, junto a uma edição "esperta", pode render uns minutos com Tiago Leifert no dia seguinte, né? Ou, quem sabe, se o "craque" entoar alguma declaração de amor a alguém, isso não estimule alguém a fazer uma matéria que esmiuçe tal "mistério", e que revele a pessoa que fez nosso querido atleta beijou a aliança ou mostrar camiseta com mensagem edificante... O presente que eles dão para a outra é esse, o de poder aparecer também em algum desses programetes. Todos querem virar imagem, todos acreditam que esta é glória definitiva, desejam sua parte do bolo nesse amargo Big Brother da vida real. E essa perigosa babaquice precisaria ter fim, mas não vai acabar, já que o futebol-HD é espetáculo televisivo, não de estádio. É como um show de auditório que exclui a audiência ali presente, que prefere afagar os que estão em casa (pois são as emissoras que sustentam aquilo, não você, parecem esfregar em vossos focinhos), e no qual os atletas-artistas precisam possuir essa intimidade com as câmeras já do berço, pois é ali que mora sua valorização. É a verdadeira "Malhação" dos gramados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é a banalização da palavra "ídolo", entre tantas outras que nossos queridos "especialistas" tanto adoram repetir até esgotar por completo. Esses dias, escutei um ser aí dizer que o lateral-esquerdo Marcelo é "ídolo no Real Madrid". Perae, perae... Que eu saiba, ídolo por lá é gente do quilate de Puskas, Di Stefano, Hugo Sanchez... Craques acima de qualquer suspeita, que precisaram de anos de títulos e ralação, junto a seu indiscutível talento como futebolistas, para que pudessem ser algo mais na história do gigante merengue do que uma simples nota de rodapé. Como agora um atleta mediano, que sai do país sem sequer ter se firmado em definitivo no clube de origem, ser "ídolo" de uma agremiação com tanta história, cuja jaqueta já abrigou tantos gênios? O que está errado aí? E isso não pode ser creditado somente à simples preguiça do articulista não, caros: o triturador midiático realmente exige que esses malucos sejam e deixem de ser "ídolos" em curtíssimo espaço de tempo. É necessário dar esse lustro de importância a qualquer um que vista camisa de grandes times, já que até mesmo os coadjuvantes podem ser fonte de renda. Tudo é "produto", tudo é "marca", tudo gera publicidade, e o futebol jogado, que deveria ser prioritário para separar o joio do trigo, é esquecido. Ele representa dois dias de trabalho na vida de um atleta profissional na Europa; o resto (e maior parte) do tempo é dedicado ao esporte de inflar ego. Não é somente a palavra que se banalizou, então: são todos os procedimentos que envolvem o futebol e que levam até tal expressão ser dita, também. Um mundo banal, cada vez mais vazio, e, por isso, desesperado por idolatria - e que gera novos "fenômenos" a cada 5 minutos, goela abaixo de quem se dispõe a engoli-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, inclusive, foi transmitido via TV a cabo um jogo do Real Madrid ante o Peñarol - e o alemão Ozil, que até pouco tempo ainda não havia acertado, vendeu-se e já estreou no Bernabeu. Os caras sequer dão tempo para o povo respirar - é necessário capitalizar o quanto antes, fazer o dinheiro valer antes de qualquer pensamento. E a sua pedra está aí, meu caro, para ser empurrada. Vamos lá, que eu vou empurrar a minha aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5897712410820252541?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5897712410820252541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/08/televisao-me-deixou-burro-muito-burro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5897712410820252541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5897712410820252541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/08/televisao-me-deixou-burro-muito-burro.html' title='A televisão me deixou burro, muito burro demais'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/THRtpWFlsfI/AAAAAAAAAJo/11UlmQVblqs/s72-c/golcameratv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-2814984482549444115</id><published>2010-08-02T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T09:10:52.311-07:00</updated><title type='text'>Chuta, que a santa é de gesso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TFhKAhMTRiI/AAAAAAAAAJg/lDSVcKdeXmg/s1600/madson.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TFhKAhMTRiI/AAAAAAAAAJg/lDSVcKdeXmg/s320/madson.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501228317603481122" /&gt;&lt;/a&gt;No começo do ano, até entendíamos que o time do Santos fosse protegido pelos nossos cro(oportu)nistas, já que era o time das goleadas, o time que "resgatava o futebol bonito", o time "que jogava para o ataque sem medo de ser feliz", bla, bla, bla... Mas, pessoal, isso agora já não cola mais. Aquele era um momento de euforia, no qual víamos supostamente surgir uma geração interessada em partir para cima do adversário, que supostamente sepultava o futebol pragmático herança de Parreira e seu título mundial em 94, que supostamente revivia a beleza de nossas tradições de "molecagem" e "irreverência" que pareciam sepultadas há muito pelas pranchetas e planos táticos. Como pregamos aqui desde o início, esse tipo de papo é balela das grossas, porque o compromisso dessa gente não é mais com o futebol, e sim com ascensão social e "valorização do passe". A máscara dessa pirralhada já começara a cair na final do Paulista, quando perderam para o rifado Santo André - e agora, com o encanto já esfumaçado, eles se envolvem em confusões que dão cada vez mais vergonha, pois seu deslumbramento (ora babaquinha, ora perigoso) com tudo que o extra-campo os propicia é inversamente proporcional à sua parca capacidade de lidar de forma racional e pé-no-chão com a subida veloz para o cume da pirâmide social. A última foi essa da Webcam, que mostrou que a "irresponsabilidade saudável" dos santistas não é tão benfazeja assim, já que traz em sua pauta total desrespeito por clube e torcida em razão da ignorância e do culto a si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados em seu trono, sentindo-se deuses de um mundo que deve unicamente glorificá-los, sendo chamados de "ídolos" por pessoas que sequer sabem a abrangência de uma palavra como essa, e contando com a diretoria omissa que deixa a criançada deitar e rolar (é só por agora, pois já já todos serão vendidos), faltava apenas o pitaco desastrado de algum cro(oportu)nista. Pois aí está: o tal Albuquerque, da ESPN Brasil, em meio a colocação de panos quentes e a usual condescendência disfarçada de veemência dos analistas ditos "imparciais", diz que a torcida foi tão imatura quanto os jogadores. Sim, ele jogou a responsabilidade para a torcida também, isentando parcialmente os jogadores e a direção do Peixe, clube do qual é torcedor declarado, de dolo em mais essa demonstração de arrogância, narcisismo e falta de senso profissional. Veja aí, no finalzinho do vídeo junto a esse link: http://espnbrasil.terra.com.br/santos/noticia/139444_VIDEO+DECLARACAO+DO+GOLEIRO+FELIPE+E+MAU+CARATISMO+ANALISA+GIAN+ODDI. Se o título da matéria destaca um 'mau-caratismo', ficamos sem saber a qual ele se referia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Cezar Pereira, a única voz da crônica desses canais pagos que ainda merece algum respeito de nossa parte, toca na ferida com muito mais propriedade: http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/139433_VI+PARTE+DA+APARICAO+DE+MADSON+E+OS+SANTISTAS+AO+VIVO+CONSTRANGEDOR. É bem por aí. E lembremos que um dessa turma, o tal André, já foi para o Dínamo de Kiev - veremos para qual outra mediocridade ululante irá o resto das estrelinhas que se gabam em gastar mais grana com comida de cachorro do que o que os torcedores que os admiram, e que ajudam nesse gasto com rango canino pagando ingresso para vê-los desempenhar em campo, ganham por mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Um complemento ao post anterior: Mano Menezes já é figura carimbada em todos os programas da Globo - inclusive, Toro me alertou que o treineiro disse a jornalistas presentes em sua apresentação que só falaria dali a três dias, segunda-feira, para todos, em uma coletiva quando da sua patética primeira convocação; mas, no domingão, lá estava ele, todo solícito, no Esporte Espetacular! A politicagem e a promiscuidade da CBF com o canal do Jardim Botânico é de enojar - e, agora, voltou com força redobrada.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-2814984482549444115?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/2814984482549444115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/08/chuta-que-santa-e-de-gesso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2814984482549444115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2814984482549444115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/08/chuta-que-santa-e-de-gesso.html' title='Chuta, que a santa é de gesso'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TFhKAhMTRiI/AAAAAAAAAJg/lDSVcKdeXmg/s72-c/madson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-2232387334838692224</id><published>2010-07-27T16:38:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T12:31:08.083-07:00</updated><title type='text'>Troca o baralho, que esse está marcado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TE-Dkmd-xYI/AAAAAAAAAJY/cTZpuFXmQPk/s1600/mano_m0105_dv.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 238px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TE-Dkmd-xYI/AAAAAAAAAJY/cTZpuFXmQPk/s320/mano_m0105_dv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498758334867490178" /&gt;&lt;/a&gt;João Gordo uma vez afirmou que o Brasil tem jeito, sim. "Basta que se mate todos que aqui estão e que começe tudo de novo". Pois assim vejo a situação da CBF e sua mais lucrativa franquia, a seleção brasileira. Não existe outra maneira de se modificar o panorama do futebol nacional se não se combater o sistema viciado, putrefato mesmo, que tomou conta da entidade desde a posse de seu todo-poderoso, sua Madame Butterfly, sr. Ricardo Teixeira, e sua tropa de vampiros, sempre sedentos por negociatas e maquinações de bastidores. A Confederação simboliza tudo aquilo que existe de mais podre e rasteiro dentro do mundo político, e os que lá estão são como os homens públicos profissionais: não largam jamais o osso, pois sabe que essa é a casa das oportunidades, que rendem a eles tudo o que lhes dá sentido à vida, ou seja, status, poder, libertinagem e dinheiro. Mudaram o treinador, mas a retaguarda que lhe dá suporte ainda é a mesma. Então, o que esse novo treinador terá de fazer? Se adequar ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;modus operandi&lt;/span&gt; da família Teixeira-Havelange, ou então, nada feito. Afinal, se a coisa está tão boa para os manda-chuvas da casa, se eles podem comer seu caviarzinho e viajar para qualquer canto do planeta às custas da sangria do esporte mais popular de sua nação (esta, que eles dizem hipocritamente "representar"), para quê mudar? Não importa se a esquadra sofra diretamente com isso, à sombra de tantos desmandos e maracutaias (das quais eles próprios, os jogadores, não estão isentos de responsabilidade, é bom salientar). "Renovação", palavra tão usada pelos "especialistas" nesse momento pós-fracasso na Copa do Mundo quando se fala do escrete amarelo, não passa, portanto, de apenas isso mesmo, uma questão meramente retórica. Na prática, nada muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mano Menezes assumiu em meio à recusa de Muricy Ramalho. É um treinador sério, de método, que sabe trabalhar somente a longo prazo (talvez por isso seu currículo não seja dos mais vistosos), mas que precisou fazer concessões para encarar esse que é o "sonho" dos técnicos brasileiros: o de ser aceito pela CBF como um dos 'tops' da profissão. Assim como jogador, que deseja desde o útero da mamãe vestir a camisa de qualquer clube europeu (sim, qualquer um), técnico também possui as suas cobiças. Mas a vaidade de Menezes foi o menor dos males: triste, sim, foi que sua chegada em nada alterou a rotina usual da CBF e de seu time de estrelinhas fugazes, como ficou claro em sua primeira lista de chamada à frente da seleção. Óbvio que a não-convocação de parasitas como Robinho e Júlio César, talvez os dois com os narizes mais enfiados nos próprios umbigos entre os 23 estafermos que foram à África, é francamente elogiável; claro que existem aquelas patacoadas usuais entre as novidades do treineiro, tão comuns aos iniciantes no cargo (movimento natural de quem quer mostrar serviço: ali estão os desconhecidos que jogam na Europa, que são utilizados para que o recém-empossado mostre que acompanha os campeonatos, que está "antenado"; se fazem presentes também os brasileiros de times menores ou ainda em amadurecimento, cujo sucesso vindouro poderá ser creditado a seu descobridor, este faro tão certeiro para descobrir novos talentos e tão democrático para dar-lhes oportunidade)- mas o resto é somente mais do mesmo. Os que agora serão promovidos a titulares são os que eram antes reservas (já estão mais que à vontade com o clima nababesco da CBF, sabem em que costas precisam dar tapinhas, já arrumaram faz tempo seu pé-de-meia em times do Velho Mundo); as ditas "novidades" são aqueles que mais se mostraram talhados a entrar no esquemão titular do clube-seleção de base-negociação milionária-qualquer agremiação fora daqui. Ora essa, o que Neymar tem jogado que justifica sua presença em uma lista dessas? O que Pato fez nesse último ano, ou mesmo em sua carreira, que o credencia a ser tão indiscutível (como já dito no post abaixo)? Menezes inicia sua participação fazendo uso das mesmas cartas marcadas de seu(s) antecessor(es). Exatamente como a cartolagem queria, e sabe como ninguém estimular e promover. Parabéns a todos eles por mais esse passo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para terminar, uma recomendação: matéria da revista Carta Capital que fala, com sobriedade e exatidão, a respeito do que será essa Copa do Mundo tupiniquim organizada por Teixeira e sua turminha de Alis Babás. Link: &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=6&amp;i=7364"&gt;http://www.cartacapital.com.br/sociedade/quem-vai-impor-limites&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-2232387334838692224?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=6&amp;i=7364' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/2232387334838692224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/07/troca-o-baralho-que-esse-esta-marcado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2232387334838692224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2232387334838692224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/07/troca-o-baralho-que-esse-esta-marcado.html' title='Troca o baralho, que esse está marcado'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TE-Dkmd-xYI/AAAAAAAAAJY/cTZpuFXmQPk/s72-c/mano_m0105_dv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3146797332703295255</id><published>2010-07-16T12:33:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T17:53:57.451-07:00</updated><title type='text'>O fim do centroavante?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TESO8F5SdAI/AAAAAAAAAJQ/l8ja9OiNAGE/s1600/patoputa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 274px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TESO8F5SdAI/AAAAAAAAAJQ/l8ja9OiNAGE/s320/patoputa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495674608324604930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TESOoRBnSII/AAAAAAAAAJI/oeR1EBYKQXU/s1600/suarez_uruguay.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TESOoRBnSII/AAAAAAAAAJI/oeR1EBYKQXU/s320/suarez_uruguay.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495674267714930818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Suarez, centroavante do Uruguai, me impressionou: mesmo que, em muitos momentos, pudéssemos considerá-lo fominha e estabanado em demasia, ele não se furtou em um momento sequer de dar peitada, encontrões, empurrões, caneladas e toda a sorte de artifícios que um atacante não pode abrir mão para exercer seu ofício. Veja só: ele até mesmo arriscava chutes a gol! De posse da bola, tinha essa preocupação de levar trabalho ao goleiro adversário, e atirava não importa de onde, não importa se de cabeça ou com qualquer um dos pés. Em que mundo os centroavantes deixaram de fazer tal coisa, abriram mão de serem perigosos à meta contrária para tornarem-se bibelôs cheios de não-me-toques? Ora, caros: no mundo de fantasia dos telões da Copinha de 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, esse foi o certame que, além de evidenciar o total desinteresse das grandes "estrelas" em relação a seleções nacionais (cito Messi e Cristiano Ronaldo como exemplos mais óbvios e surrados, mas também as "nossas" estrelinhas, como Júlio César e Robinho), também foi o dos centroavantes que não fazem gol. Desde moleques, Toro e eu acompanhamos gente como Careca, Van Basten, Klinsmann, Romário, e tantos outros que tinham o ato de fazer gols como algo ligado a sua própria sobrevivência. Parecia que esses caras não conseguiriam sequer respirar se não anotassem tentos atrás de tentos! Eram forças da natureza, atletas mergulhados em um total compromisso com o futebol, nada além disso! O pós-96 nos trouxe a nova ordem: o 9 tornou-se uma peça além da equipe, além do esporte, além da vida; fazer gols passou a ser não a conclusão natural de uma jogada bem-feita, e sim algo fora do comum, coisa de "fenômenos", de gente que vê cada ponto que anota ser tratado como uma gema inatingível ($$$), e que fez do gol um artigo de luxo e, por conseqüência, capitalizável. Não estamos mais na época em que Van Basten marca quase 40 vezes em cada um de dois certames holandeses seguidos, e encara isso como algo natural à sua posição e à sua profissão: estamos na Copa em que se pulveriza a artilharia merreca de 5 tentos entre 4 jogadores, e que nenhum centroavante (excetuando a dupla de frente uruguaia, na qual Forlán era a categoria e Suarez a transpiração) fez NADA que se pudesse destacar positivamente - ao contrário: queriam somente bolas em condições perfeitas, não arriscavam, sumiam dos jogos, isso quando não eram responsáveis por momentos bisonhos de grosseria e auto-indulgência. Quantos gols de cabeça você viu no torneio mundial? Pouquíssimos, né? Bem-vindo à era dos atacantes que não se castigam pelo jogo, e que desejam ver tudo chegar de mão beijada a si. E o pior é que, na maioria das vezes, não importam os meios ou as fontes, as obtém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que a capa da última Placar traz dois nomes que a revista considera estritamente necessários à renovação da seleção brasileira: Paulo Henrique Ganso, do Santos, e Alexandre Pato, ex-marido de uma atrizinha da Globo. Cito isso porque é a única coisa que traz o tão incensado atacante às manchetes do mundo são as colunas de fofocas, que tratam de seu rumoroso divórcio da tal ex-Malhação, ou qualquer que seja o lixo que a moça tenha estrelado na emissora. Futebol ele não joga faz tempo. Aliás, o que é Pato? O que ele fez para justificar tanta badalação, que tipo de proezas perpetrou para ser chamado até mesmo de "gênio" por alguns insanos de microfone na mão? Digo que não joga porque nem ao menos entra em campo há um bom par de anos. Atleta de seleção, hoje em dia, sequer precisa desempenhar nos gramados - basta fazer o extra-campo de forma correta que o resto está garantido. Assim, quem sabe a tal ave aquática não forma dupla de área com o Nilmar, aquele que pula feito uma Barbie de qualquer dividida ou chegada mais ríspida de zagueiros ou volantes? Simbólico, esse ataque da nova ordem: o que prioriza mais em sua carreira tirar fotos de cuequinha, e o que foge, com medinho, do corpo-a-corpo, em um jogo prioritariamente de choque e de contato. É a dupla que faz a festa da revista Capricho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Aos que esperavam mais atualizações desse sítio durante a nefasta Copa do Mundo última, nossas desculpas, mas não rolou. Conversava com Toro a respeito de ser esse o certame que deveria marcar uma virada em relação à padronização horrenda que o jogo adquiriu e que saltou às vistas mais do que nunca em sua mediocridade; esse deveria ser o ponto aonde até mesmo os mesmerizados passariam a clamar por algo com mais alma, mais culhão, menos paquitagem e cabelereiros/manicures - mas, mesmo as vozes que clamaram por mudança vez ou outra durante o torneio, depois voltaram a deslumbrar-se com o nada. Chegaram até mesmo a falar que a vencedora Espanha, com sua sequência de torturantes 1 a 0, era um exemplo de "futebol ofensivo e bem jogado"! O mal-estar nos dominou até mesmo para expormos nossas idéias de mal-estar. A vontade de desistir de vez desse futebol carcomido por dentro e lustroso por fora é grande - veremos até aonde conseguiremos chegar a partir de agora.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3146797332703295255?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3146797332703295255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/07/o-fim-do-centroavante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3146797332703295255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3146797332703295255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/07/o-fim-do-centroavante.html' title='O fim do centroavante?'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TESO8F5SdAI/AAAAAAAAAJQ/l8ja9OiNAGE/s72-c/patoputa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-7623606994263754210</id><published>2010-06-21T07:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T15:31:06.585-07:00</updated><title type='text'>Hay que poner más huevos!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TB_oIsiRtQI/AAAAAAAAAJA/9wQDE59-wrM/s1600/sepp-blatter.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TB_oIsiRtQI/AAAAAAAAAJA/9wQDE59-wrM/s320/sepp-blatter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485358107252077826" /&gt;&lt;/a&gt;Devemos mudar a expressão “futebol moderno” para “futebol covarde”. Vejo, neste ano, um certame mundial onde a educação tática parece mais importante do que aquele tesão ardente de vencer, que deixava a competição alucinante e justificava sua grandeza. As esquadras correspondem com perfeição à escola de Parreira-94, com (pelo menos) seis jogadores defensivos – não importa o placar do jogo - e os (supostamente) ofensivos não sabem mais driblar ou criar alguma jogada objetiva – e, assim, sobram os gols através dos infindáveis chutões para a área, ou após falhas grotescas dos contrários. Essa é a Copa do Mundo sem craques, sem arte, onde as (muito bem cotadas financeiramente) placas publicitárias ao redor do campo recebem mais passes do que os players: parece um pé-bolim virtual, um vídeo-game em 3D, uma conferência profissional apenas com estagiários. Como se não bastassem os jogos medonhos, há uma doença perambulando no continente negro este mês: o insuportável cai-cai, filho de criação da dona FIFA e de adulação das mídias. A geração de Cris Ronaldo deita (muito!) e rola, e usa com maestria a nova faceta do jogo: se o “bicho pegar”, se joga e ganha uma faltinha de prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época – e eu me alimentei dela quando criança – em que se jogar no gramado (ou na quadra, no terrão, no asfalto das ruas, na areia da praia, tanto faz), implorar por uma ajudinha do árbitro ou simplesmente fazer cara de choro era motivo de vergonha! E antes que me rotulem de saudosista (um dos preferidos dos críticos às nossas críticas) é bom lembrar que esta era durou uns 150 anos na história deste jogo e acabou há dez. E estas ações só ocorriam quando não havia alternativa nas jogadas, e representam a boa e velha malandragem (a ‘milonga’, para os argentinos) para ludibriar o senhor do apito e ganhar um pênalti, um cartão para o adversário ou, meramente, irritar os nervos dele. Não era uma ação mimada e plastificada, e sim uma exceção durante os jogos, quando você fugia da regra que era lutar o tempo inteiro, o último grito de desespero ante uma derrota, a última munição de sua arma na guerra psicológica do futebol. Os jogos da Copa da África são recheados, minuto após minuto, com o inverso do legado bretão. Na Copa da Alemanha, em 2006, vimos um festival de infrações anotadas a cada corpo que caía, e o tal do “fair-play” as acompanhando de mãos dadas, na grande investida ideológica da “pureza cristã” em campo, promovida pela FIFA. Nos primeiros dias da competição de 2010, ela pareceu estabelecer um padrão para coibir o corpo-mole dos atletas, mas que, neste momento, já perdeu força para a tendência mercantil: cessar impiedosamente aquele descontrole emocional nos lances, que tanto nos emocionava por refletir nossa torcida, e que os árbitros controlavam simplesmente honrando as 17 regras oficiais do jogo. Hoje, parece haver apenas uma importante: “obedeça, se adapte ou está fora!”. Para sobreviver, o futebol é um esporte que depende da violência, do contato pesado e intenso entre os praticantes - em menor proporção do que o pugilismo, por exemplo, mas tirar esta marca do jogo é destruí-lo aos poucos, como um furo no tanque de gasolina que, cedo ou tarde, fará o automóvel parar de rodar. Igualmente a um técnico retrógado e cabeça-dura, que troca um avante por um defensor quando faz um gol, a FIFA substituiu aquele “chegar junto”, ou “chegar firme”, por uma educação asseada, que caberia aos atletas do golfe e concebeu àqueles que ainda jogam com os colhões (tais como Lugano ou Gattuso) uma paranóia de não mais fazê-lo pela certeza de que o preço a pagar pela resistência será sua exclusão de campo. Não adianta mais ganhar uma dividida com os ombros: se o rival for ao solo, é falta! Se reclamar disso leva cartão, e os “especialistas” da televisão vão qualificá-lo de indisciplinado, transgressor, desestabilizado emocional e afins. Quando há uma disputa de cabeça pela pelota, pode apostar: vai soar o apito, independente do que realmente acontecer no lance, pois o mero contato entre os “guerreiros” é polarizado a nova ordem, que deixa marcas proporcionais a sua ambição de comprar tudo. E assim o jogo é paralisado uma vez mais, dando espaço para mais um “super replay”, das câmeras cinematográficas que mostram tudo, menos futebol. É a autoridade que dita o ritmo do jogo, de maneira condicionada, robotizada. Nem parece que cada árbitro ainda tem sua própria personalidade, e sim uma única, com a alma de Havelanges e Blatters da vida encobrindo qualquer imprevisto. E todos atuam como intocáveis senhores da razão, transformando o jogo na ciência exata, do qual sua essência sempre o isolou. Não se pode mais contestá-los: já houve jogador, neste mundial, que recebeu um cartão amarelo por se dirigir ao assistente para discutir respeitosamente sobre determinada decisão, que para ele era equivocada. Funciona como os muros invisíveis, porém excludentes, na relação patrão-peão numa fábrica. Vejam no que estão transformando aquele jogo de bola que amávamos! Em todos os prélios até aqui disputados, a primeira bola jogada na área (dentre as centenas que, certamente, ainda virão até o último minuto) é precedida por uma bronca do árbitro, como se fora aquela do servente da escola nos recreios das crianças. E todos o fazem de maneira idêntica, abrindo os braços naquele sinal de “stop!”, proibindo o agarra-agarra que, na verdade, nunca prejudicou Pelés ou Van Bastens de anotarem seus maravilhosos tentos. Os cartões estão sendo distribuídos não mais pela violência intencional, o desrespeito explícito às regras ou pessoal ao árbitro, e sim por situações específicas, moldadas pela FIFA, para redesenhar o match e torná-lo controlável e previsível. No futebol, não é sempre que um carrinho por trás, um segurar a camiseta do adversário ou colocar a mão na bola justificam a punição com cartão. A arte do futebol também está presente neste julgamento arbitral, que varia muito de acordo com a situação do jogo, a atmosfera da partida, o lance em si que muitas vezes é mais estabanado do que maldoso, e não merece punição por tanto. Imaginemos uma escala de 1 a 5, onde “1” representa uma infração que nem a rainha da Inglaterra ficaria ofendida de sofrer, e “5” uma agressão proposital, com requintes de “Vale-Tudo”. Se um jogador desfere dois carrinhos por trás de nível 1, já está sendo retirado do espetáculo, para o qual se preparou durante muito tempo, como foi com Klose, da Alemanha. A FIFA está sacrificando o espírito de luta, em nome da massificação da obediência. Esquecem que a falta anotada já é uma punição para o time e, também, pessoal para o infrator. Os cartões são apenas elementos de garantia para a manutenção da ordem no jogo. Isso, claro, na regra, porque hoje eles são como seguranças particulares das finanças dos investidores da bola. Aos jogadores, lhes cabe o papel de meros escravos desse joguinho sujo, afinal de contas são eles que estão ali, suando e sangrando (quer dizer, o sangrar ficou num passado recente). Não reclamam dos erros grosseiros dos árbitros porque da próxima vez será sua equipe a previlegiada desta "regra". Já ouvi gente defendendo Ronaldos e Robinhos no episódio de “oba-oba” que tanto manchou a seleção brasileira em 2006, porque teriam sido vítimas de uma situação criada de fora para dentro no elenco. Faz-me-rir! Mesmo que o espírito tivesse sido “inventado” por alguém de fora, se ele foi muito bem recebido pelos de dentro, e carregado para o campo de jogo, como aconteceu, Ronaldos e Robinhos são tão responsáveis quanto qualquer outro. A classe boleira hoje, milionária e individualista, calada e contente com tudo, é tão culpada quanto esses senhores engravatados e protegidos, nesta questão do futebol se tornar quadrado, fraco e medroso. É o círculo vicioso que impera no novo milênio, onde os jogadores são feitos de vidro, os árbitros atuam como macaquinhos amestrados e a mídia aplaude de pé este freakshow dos “craques” de bundas no chão. Ver isso numa Copa do Mundo é muito triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia, o “monstro que engoliu o futebol”, é o pior mal que há nesse processo, é a seringa que segue injetando toda essa droga na veia do esporte. E não importa quem segue a produzir este vício. Sem ela, nada disso teria sido colocado em prática. A ela deveria estar depositada a função de fiscalizar o que está errado, com imparcialidade, neutralidade e responsabilidade. Não é questão de idealizar um mundo perfeito, mas nós temos que fazê-los cumprir com seu juramento, ou então obrigá-los a reformular este julgamento com o vômito de suas ações passivas, covardes e injustas. Como a revista “Veja!”, de extrema-direita, mas que assume um papel na sociedade de neutra e, assim, segue influenciando como quer seus leitores alienados. Coincide até com aquela história da serpente que se disfarça de uma coisa, mas age de outra totalmente oposta, infligindo um mal que custa a reparar. Já que vivemos num mundo em que, cada vez mais, a mídia via satélites se torna a base para o pensamento de uma sociedade obtusa e sem base educacional e cultural, não há outra saída do que levantar nossas cravas de chuteiras na cara deles. E quando este castelo de cartas cair, todo o resto virá abaixo. Deixem o futebol ser o futebol! Hasta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-7623606994263754210?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/7623606994263754210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/hay-que-poner-mas-huevos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7623606994263754210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/7623606994263754210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/hay-que-poner-mas-huevos.html' title='Hay que poner más huevos!'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TB_oIsiRtQI/AAAAAAAAAJA/9wQDE59-wrM/s72-c/sepp-blatter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-4934122119020757260</id><published>2010-06-18T10:53:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T11:02:41.547-07:00</updated><title type='text'>Freedom sells...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TBuzjutsdTI/AAAAAAAAAEI/il4wnL2Fd8I/s1600/dios.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; FLOAT: left; HEIGHT: 227px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484174397670192434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TBuzjutsdTI/AAAAAAAAAEI/il4wnL2Fd8I/s320/dios.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;A guerra começou! É a guerra do futebol, travada a cada quatro anos. A finalidade dela é celebrar a liberdade e o prazer, através de um jogo fascinante. A cultura é a arma para driblar o inimigo. As nações levantam suas bandeiras, exageram seus sotaques, seus trejeitos. E os hinos ecoam, enquanto os atletas, perfilados, fazem sua última reza antes da bomba explodir. Mas aí, perigo! O futebol se deixa levar, mais uma vez, pela tendência das guerras mundanas. A imagem ultramoderna não deixa escapar a presença incoerente de um pecado ultrapassado do homem. Entre os guerreiros que deveriam defender as nações, estão alguns traidores que vão envergonhá-las. São chamados de “naturalizados”; eu os chamo de “bestializados”. Uma razão nada natural os leva a debandar sua tribo. Não é pelo coração que o fazem, e sim pela humilhação. Eles trocam o gozo da liberdade pela comodidade de abusar dela, em detrimento aos infelizes e afortunados compatriotas que ficam para trás. São homens que esqueceram o cheiro de sua terra, o ruído de suas ruas. Homens que vivem quatro anos, durante o treinamento para o combate, misturados entre os diversos inimigos e não reconhecem mais quem é quem no campo de batalha. E seus clubes se tornam seleções; e as seleções não são significam nada diferente do que os clubes. E neste caótico cotidiano, reaprendem a falar, a andar, a comprar em novos mercados e a cantar novos hinos. Não se lembram dos tijolos cravejados de balas, medo e insegurança nos muros e paredes das casas de seus conterrâneos. Em sua terra natal, os ternos vestem os criminosos, que almejam gabinetes administrativos. Que fazem mais balas atingirem nossos muros, famílias passarem mais fome e esta justificar a traição da pátria. Enterra-se, assim, o honroso espírito esportivo e competitivo. E as diferenças entre os guerreiros que sobrevivem na miséria e os que vivem adulados pelo luxo, se tornam cada vez mais descomunais. De repente, tudo escurece: o soldado ali não pertence; o exército perde sua força e a guerra seu sentido. A Copa da África é o filme de horror mais tenebroso que vi desde muito tempo, pois carece da essência desta guerra. É o pesadelo surreal do futebol globalizado. Porque a presença desses “patriotas de novas bandeiras” nem mesmo fortalece o desempenho de seus lados, e escancara a face deturpada de um mundo sem controle algum. Não há mais a marca de cada nação impressa nas caras e estratégias destes guerreiros virtuosos. Os exércitos se compõem de uma mistura de príncipes e líderes que não sujam mais seus pés – ou mãos. Guerreiros cujos hábitos, hálitos, inimigos e amigos são os mesmos - e nenhum deles representa mais ninguém. E cuja arma aponta para um só objetivo: a individualidade, sob o lema do “eu contra todos, e todos por mim”. A Torre de Babel desabou e, como formigas repentinamente desabrigadas, todos vão lutar desesperados por um abrigo qualquer. Esvai-se o sentido de lutar, pois não há vencedor numa guerra sem fim – e sem fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para José Saramago&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-4934122119020757260?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/4934122119020757260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/freedom-sells.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4934122119020757260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4934122119020757260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/freedom-sells.html' title='Freedom sells...'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TBuzjutsdTI/AAAAAAAAAEI/il4wnL2Fd8I/s72-c/dios.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3025232924741281890</id><published>2010-06-16T14:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T17:50:43.219-07:00</updated><title type='text'>Copa da África, primeiras lamentações</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TBlQZLnMmPI/AAAAAAAAAIw/rwqRZZY5O4M/s1600/poster11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 309px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TBlQZLnMmPI/AAAAAAAAAIw/rwqRZZY5O4M/s320/poster11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483502414844434674" /&gt;&lt;/a&gt;Alguém que acompanha esse blog, e que se identifica com o que aqui postamos, está surpreso com o futebolzinho deprimente apresentado no Mundial da África do Sul até aqui? Esperamos que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção portuguesa talvez tenha sido a que melhor exemplificou o estado de espírito dos times presentes ao mais importante certame planetário. Na partida contra a Costa do Marfim, lá pelos 35, 36 minutos do segundo tempo, o time (liderado pelo Ricky Martin dos gramados, nosso adorado Cristiano Ronaldo), que já não demonstrava qualquer vontade de agredir seu adversário com maior contundência desde o início da peleja (e é bom frisar que mesmo os times mais limitados podem alcançar bons frutos devido à vontade de fazer o resultado, essa necessidade quase imperativa do futebol e das equipes que marcam sua história), passou a dar passezinhos de efeito, pedaladas, toques de letra laterais e toda sorte de malabarismos infrutíferos, com o único propósito de exibirem-se individualmente. O jogo tornou-se, então, um circo tragicômico, já que víamos ali, em ambos os  lados, atletas com visual cuidadosamente elaborado (cabelos descoloridos, tranças rastafári, tatuagens em locais vistosos, até mesmo sobrancelhas depiladas e bronzeamento artificial) e que, quando da posse da bola, não sabiam o que fazer com ela assim que chegavam à intermediária do oponente. E tome desesperadores recuos da redonda, que matavam qualquer tentativa de ataque - após, claro, uma pedaladinha pirotécnica, que mascarava porcamente a falta de intimidade dos esportistas com o jogo coletivo. Pois o que vale, nesse Mundial, é ali estar, antes de tudo. Ao redor de todos, máquinas fotográficas e a tal 'super câmera lenta' registram a presença dos superstars, que capricham na pose. Isso coloca o futebol em segundo plano, pois jogar bem ou mal não significa tanto quando o que interessa é a superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos, como apaixonados pelo esporte e por seu evento mais significativo, que a segunda rodada da fase classificatória possa tirar o torneio dessa vala de esterilidade e covardia que as seleçõezinhas de yuppies individualistas o mergulharam. Mas, como o caro leitor já deve saber, a projetar de acordo com o que pregamos desde sempre por aqui, esperamos, basicamente, o pior. Que venha o segundo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;round&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Planejo, no próximo post, falar um pouco mais sobre as naturalizações. Aguardem e confiem.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3025232924741281890?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3025232924741281890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/copa-da-africa-primeiras-lamentacoes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3025232924741281890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3025232924741281890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/copa-da-africa-primeiras-lamentacoes.html' title='Copa da África, primeiras lamentações'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TBlQZLnMmPI/AAAAAAAAAIw/rwqRZZY5O4M/s72-c/poster11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-8760670802826095808</id><published>2010-06-08T15:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T19:54:21.504-07:00</updated><title type='text'>Bandeiras, bandeirolas... Band-aids!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TA7CncGMC7I/AAAAAAAAADw/idOOGJyAdXs/s1600/0,,16047002-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480531779369307058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TA7CncGMC7I/AAAAAAAAADw/idOOGJyAdXs/s320/0,,16047002-EX,00.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Meus colegas do Setor 2 (la hinchada de Juve que construímos, Bury e eu, desde 2001 – uma “Odisséia na Mooca”), amigos e familiares não suportam mais ouvir minhas teorias e filosofias sobre o poder da mística no futebol e na vida. Nasci como apenas mais um “tijolo na parede” num mundo cada vez mais desconcertado, em pleno 1979 (quando o jovem Maradona levava a seleção juvenil argentina ao primeiro título mundial, no Japão), e fui morar exatamente na rua do estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo - “rumo à década perdida, à AIDS, ao pop, à repressão da publicidade cibernética!”, gritavam meus demônios. El Torito não resistiu à tentação da anistia aos inadaptados, decretada um mês antes do meu parto e aos gritos de “campeón, Dieguito!”. Se isso não é místico, con perdón de las damas, que la chupen! Não importa, o fato é que são cinco da manhã e meu estômago anuncia que a ansiedade pela estréia na Copa supera minha necessidade de dormir, e é nessas horas que costumo escrever. Sem mais delongas, eis meu desabafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1986, minha alma não foi capaz de resistir ao espetacular Mundial do México, e dali pra frente eu seria um refém da magia deste jogo, com prazer e pesar. Lá estava Maradona, carregando a Argentina – que tempos depois, eu descobriria ser minha verdadeira paixão - ao seu segundo título, com requintes de vingança de sua nação, surrada pelo poder covarde do Império e, inquestionavelmente, assumindo sua posição divina no futebol (se ainda tens duvidas, pergunte ao povo de Nápoles sobre seus milagres). Mas provém de minha terra natal – o bom e velho Brasil – os melhores e piores exemplos de um mundo antagônico por opção e desesperador por conseqüência. Foi naquele ano que eu ouvi minha mãe gritar sua raiva e indignação quando, por um erro grosseiro, o sistema de som do estádio Jalisco fez ecoar os acordes melódicos do Hino da Bandeira (e não o Nacional), na estréia do excrete canarinho contra os espanhóis. Educadora e geógrafa, formada pela USP na tenebrosa década de 1970, a velha perdeu seu primeiro rebento, ainda grávida, durante (uma das) violentas reações a uma manifestação de estudantes, que protestavam contra a ditadura militar. Em 1984, ela era uma das milhares de mulheres que carregavam a bandeira brasileira nas ruas, exigindo direitos e amor, após anos de sangue e ódio. Ao seu lado, “caminhando e cantando”, estava o doutor Sócrates que naquela tarde ensolarada e errônea em Guadalajara, balançou a cabeça negativamente, imprimindo respeito, dever e honra àqueles que testemunharam a cena, como eu - antes de balançá-la positivamente para anotar o gol da vitória do Brasil (o primeiro que vi em mundiais). Não cabe aqui discutir os efeitos históricos (positivos e negativos) daquelas lutas políticas no cenário social tupiniquim. E sim, a descomunal diferença entre as gerações. O que vejo hoje é um Brasil abdicado de lutas pela maioria (como devem ser todas, claro) e cada vez mais parecido com seu “irmãozinho do norte” do continente. Até mesmo a pobre e antidemocrática bipolarização partidária se mostra (quase que) concretizada. E a Rede Globo (aquela “emissora” que nasceu com capital yankee para maquiar a ditadura das massas), com tons cada vez mais semelhantes de uma CNN da vida, jorra com deleite, a partir de sua tela venenosa, a “conquista” econômica nacional – “rumo ao grupo dos países poderosos!”, gritam Bonners e Mainardis, como fizeram Roosevelts e Washingtons. Minhas bandeiras são outras, e minha amargura é reflexo da falta de Sócrates na vida e no futebol – o esporte que do povo, se tornou apenas mais uma ferramenta no show-bussiness do Tio Sam (enquanto nos Harleems de lá, como nas Itaqueras de cá a gritante e sufocante injustiça social se mostra mais nua e crua do que nunca). Hoje, vejo um tal de Neymar chegar num campo de jogo cercado por oito seguranças particulares, protegido com seu walk-men e sua “inocente arrogância”, dizendo que não se importa com a eleição presidencial que virá por aí, logo depois da Copa da África. Para entender mais, acesse: &lt;a href="http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/ascensor-para-o-cadafalso.html"&gt;http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/ascensor-para-o-cadafalso.html&lt;/a&gt;. Vejo também seu ídolo e exemplo de vida, o tal de Robinho, abrir seu “maroto” e intolerante sorriso, que tanto movimenta caixas registradores mundo afora, enquanto o Hino Nacional é estuprado (mais uma vez, por um erro grosseiro de organização), no amistoso contra Zimbábwe – mística ironia, o “clássico verde-amarelo” das duas piores distribuições de renda no planeta Terra. A gritante diferença entre gerações! Voltando no tempo, foi no mesmo México, durante os jogos olímpicos do místico ano das lutas sociais (1968), que atletas negros dos Estados Unidos protestaram contra seu governo e seu exército atômico, que estava prestes a levar uma surra humilhante nas selvas asiáticas. Se os guerreiros refletem seu tempo, Robinho faz envergonhar o legado destes de outrora, porque vive num período em que a sociedade de Mandela continua a praticar a mesma autoridade, segregação e racismo dos tempos do Apartheid. Hoje, a máscara da publicidade, apoiada na paixão dos turistas e torcedores, tenta esconder as execuções de ativistas sul-africanos e as destruições de comunidades tribais centenárias, para a construção de estádios que levam nomes de algumas famílias ricas do país sede do Mundial, repostas por meros contêineres de lata (como as que o senhor Paulo Maluf criou aqui em São Paulo, em 1992 – ano em que os paulistas e cariocas voltaram aos tempos medievais e resolverem seus problemas com tiros, nus e crus, no Carandiru e na Candelária). Lamentavelmente, esta máscara parece cegar primeiros os atletas, aqueles que sempre serviram de exemplo aos demais. Mas não é bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estupidamente, resolvi me dar outra chance e assistir o tal de CQC – fraco jornalística e humoristicamente - pela Band (que, pensando bem, continua honrando o título de “o canal do esporte”, já que faz de suas transmissões aquilo que se espera da nova ordem: masturbar e vender). Eis que um idiota qualquer, em plena coletiva da seleção albiceleste, tentou tecer uma piada sobre a prometida nudez de Maradona, caso este vença a Copa. Ganhou de resposta um merecido desdém do defensor Demichelis que, claro, fora recebido pelo pulha brazuquete como “arrogância”. Estas dicotomias na relação entre o espírito mercantil e o verdadeiro do jogo (assim como entre Brasil e Argentina) me fazem crer que o futebol realmente se perdeu nas alamedas frias e previsíveis do mundo globalizado e parou no tempo para a maioria (e aí reside a dor, porque o futebol é, e sempre será, das massas). Enquanto a “seriedade” argentina se mostra perfeita para o papel do “turrão”, que a ninguém agrada, ao Brasil cai bem a função de bobo da corte moderno, de um país dos monarcas que acumulam riquezas (e mesmo não as distribuindo, usam os Tiagos Leiferts da vida para fazer a massa se orgulhar disto, com suas piadinhas ocas, enfadonhas e pouco informativas) e que prefere sorrir das desgraças mundanas a trilhar o caminho certo e, por isso, penoso da justiça dos homens. E num mundo estruturalmente desconcertado, é provável que o efeito da mística atue ao revés. Podemos ver Robinho campeão, sim, coisa que o doutor não logrou. Porém, Sócrates podia beber sua cerveja à vontade depois dos jogos porque era tão “do povo” quanto seus fãs (como já discorreu Bury, anteriormente: &lt;a href="http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2009/11/saudades-daquilo-que-nao-vi.html"&gt;http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2009/11/saudades-daquilo-que-nao-vi.html&lt;/a&gt;). Suas bandeiras eram as mesmas, e suas cervejadas após as “peladas” idem. Não à toa, o visual do doutor carregava apenas esses elementos, além da barba e cabelos surrados. O que conta numa revolução, na verdade, é a atitude. Mas o que se vê agora é exatamente o oposto: falta de iniciativa e abundância de elementos visuais bem aparados. Hoje, os escravos boleiros são multados pelos seus colonos investidores e achincalhados pela mídia passiva quando flagrados nas baladas, porque a cotação de suas imagens despencam na Bolsa de Valores, e Uchoas e Buenos têm que engrossar o côro de “Robinhation, tion, tion” na telinha pra limpar suas “cagadas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, espero que meu coração suporte os dias vigentes. Mais do que torcer por um ou outro time, o futebol atual define lados que correspondem mais ou menos à nova ordem. Assim como nas eleições, sempre há aquele lado que conduz a uma regressão de valores e esmaga o suor derramado por quem se importa. Em Brasília, em pleno ano do “milagre econômico”, vemos Malufs e Tumas recebendo seus salários milionários dos cofres públicos – crápulas que ocupavam cargos vitais durante a ditadura militar e que carregam, em seus votos decisivos para o destino da massa, a mesma alma que sangrava fetos e guerreiros de outrora para este “tempo dourado”. Se isso não é importante para Neymares, certamente pra quem precisa lutar para sobreviver o é. Ficam límpidos os motivos que fazem a seleção brasileira moderna ser composta por uma porção de individualistas que preferem inverter o lado da camisa para que seus nomes apareçam nas fotos, enquanto o escudo lendário de sua seleção é (literalmente) jogado para trás, como foi na desprezível comemoração do título da Copa das Confederações, no ano passado. E ganha justificativa moral a absurda tendência do povo brasileiro de portar a bandeira nacional em carros e residências, apenas durante um mês, de quatro em quatro anos – como se fora uma roupa da moda que logo perde a graça. Isso configura um desrespeito a um símbolo oficial da nação que dizem amar, e o fazem dependendo de um resultado num jogo de futebol! Porque assim que o time é desclassificado, jogam seus souvenires no lixo (&lt;a href="http://www.fotolog.com.br/agonizar/16621525"&gt;http://www.fotolog.com.br/agonizar/16621525&lt;/a&gt;). E se ganham o fazem da mesma forma, assim que o gás da festa acaba. Não se portam mais bandeiras nas lutas sociais, e estas parecem não ter mais sentido para as massas envenenadas pela sedutora publicidade, que (apenas) parece amenizar a miséria. Para que se importar, quando seu ídolo não o faz em relação a outro símbolo oficial (no caso, o Hino), e a televisão já engoliu sua individualidade e seu país avança, “firme e forte”, para se tornar uma potência? Se isso for patriotismo, tenho mais orgulho ainda de ser um desertor da pátria de chuteiras! Torço para que a “místicas do Hinos” funcione, e que o time de Diego conquiste a taça neste caótico ano de 2010, como foi em 1986 – mesmo período de tempo que esperou o torcedor brasileiro para gritar "campeão!", após o título de Pelé, no mesmo México (a “mística dos 24 anos”). E pobre daquele que suspeite que eu derrame meu ódio ao Brasil e meu amor à Argentina por birra – como, tristemente, produziu a empresa dos Marinho. Sou assim porque não reconheço mais o Brasil de Sócrates e, principalmente, sei que vou me enamorar cada vez mais pela Argentina de Maradona. Questão de bandeiras, que homens livres e indignados hão de levantar e lutar por elas, eternamente! Com prazer e pesar. “Que Diós nos ajude! Rumo ao Tri!”, alentam meus anjos boleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: * Simon arbitrará o prélio entre Inglaterra e Estados Unidos. A bomba, que tanto temem as autoridades, já foi lançada – e veio do Brasil! Para compensar, descrevo a genial manchete que o The Sun usou para definir o grupo do English Team no certame: “England – Algeria – Slovenia – Yankees”, colocados um sobre o outro, com as iniciais formando a palavra “EASY”. A mística do milagre no estádio Independência (1950) ainda vive para os inventores da bola!&lt;br /&gt;* Um motel paulista redecorou seus aposentos com o tema da Copa – como se fosse um buffet para festas infantis. O camarada vai pagar para transar ou torcer? O futebol virou mesmo uma grande putaria!&lt;br /&gt;* Aos intrépidos leitores deste sítio: o Imperador chegou em Roma! Que as cervejarias da cidade eterna preparem seus cofres e estoques! Faz-me-rir!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-8760670802826095808?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/8760670802826095808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/bandeiras-bandeirolas-band-aids.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/8760670802826095808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/8760670802826095808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/bandeiras-bandeirolas-band-aids.html' title='Bandeiras, bandeirolas... Band-aids!'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/TA7CncGMC7I/AAAAAAAAADw/idOOGJyAdXs/s72-c/0,,16047002-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5702247301041801638</id><published>2010-06-01T18:24:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T12:29:27.155-07:00</updated><title type='text'>A latrina amarela</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TAW5zM4DI-I/AAAAAAAAAIY/xoNDYmGTPr0/s1600/podre.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 155px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TAW5zM4DI-I/AAAAAAAAAIY/xoNDYmGTPr0/s320/podre.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477988811046855650" /&gt;&lt;/a&gt;A seleção de futebol do Brasil faz, nesta quarta-feira, um amistoso contra o Zimbábue. Já seria peça do rico folclore que a CBF acumula ao longo de suas décadas de atividade, com seus compromissos estapafúrdios e politiqueiros assumidos desde priscas eras, mas a coisa toma um vulto de afronta a qualquer ser humano que ainda luta por alguma dignidade nesta Terra aonde até o ar que respiramos nos é oferecido envenenado. Pois esse amistoso foi feito para quê? Para que a elite desse país africano, no qual 68% da população vive abaixo da linha de pobreza (um número estarrecedor, até mesmo abstrato), possa arrancar ainda mais o couro daquele que exploram tão seguidamente, com esse pão e circo tão mal disfarçado. Pagam um salário de fome a essa gente (isso quando o fazem), e agora tomarão as migalhas de volta, oferecendo um espetáculo de baixíssima condição técnica, e ainda mais indigente condição moral. A CBF lá está para contabilizar, sua especialidade desde os tempos em que Havelange passou a mandar no futebol mundial e lá colou seu genro para "administrar" a entidade. O assunto corrente nos últimos dias era a bolada inacreditável que Teixeira vai embolsar com as duas partidas pré-Copa (essa e outra, contra a Tanzânia). Vão para se aproveitar da penúria de um país dilapidado, escondidos atrás de frases feitas covardes como "vamos testar o time" ou "viemos trazer alegria a esse povo sofrido". Mais nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nosso querido Júlio César prefere botar a boca no trombone para falar mal da bola, fabricada pelo concorrente do patrocinador da seleção. Faz-se de indignado, com toda a arrogância que lhe é peculiar, quando uma questão corporativista está em jogo, e diverte os jornalistas que o entrevistam; mas, nesse tipo de situação, muitíssimo mais grave e que deveria contar com toda a veemência que demonstrou para fazer pilhéria da redonda do Mundial, se cala. Todos se calam. Tornam-se coniventes com a selvageria, e parte funcional desse motor de desgraça. Assim o mundo prossegue: uns no castelo, outros na lama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5702247301041801638?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5702247301041801638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/latrina-amarela.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5702247301041801638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5702247301041801638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/06/latrina-amarela.html' title='A latrina amarela'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/TAW5zM4DI-I/AAAAAAAAAIY/xoNDYmGTPr0/s72-c/podre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-8009113655951434005</id><published>2010-05-24T16:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T16:52:58.585-07:00</updated><title type='text'>A COPA É DO BRASIL! OU É DO BRAZIL?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S_sKZOFCBeI/AAAAAAAAADo/hMa380lNieY/s1600/FLAVELITO.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 121px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474981200391177698" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S_sKZOFCBeI/AAAAAAAAADo/hMa380lNieY/s320/FLAVELITO.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Sim, o certame Mundial de futebol será realizado em território brasileiro, no ano de 2014. Não restam mais dúvidas a este respeito. O país que mais venceu esta competição em toda sua história vai ver de perto o que há de melhor no esporte das massas – embora isto não signifique muito hoje em dia. Em uma disputa acirrada com nenhuma outra nação, o Brasil apresentou o projeto e as condições logísticas que convenceram os delegados da FIFA, e esta concedeu-lhe o tão sonhado direito.Estupefato com tamanha aberração, perguntas pipocam na cabecinha doente do Toro, e não consigo me animar com esta notícia. Na verdade, não consigo me sentir próximo da Copa, sentir seu perfume, mesmo sendo um residente de uma das cidades-sede da mesma. Será que realmente esta poderá ser chamada de a Copa dos brasileiros? O que o povo brasileiro vai ganhar com isso, e como suas vidas miseráveis (estou, claro, me referindo à esmagadora maioria) poderão melhorar graças ao Mundial? Como o governo poderá transformar este evento em algo rentável pros cofres públicos, e daí avançar rumo à justiça social? Será que o governo realmente terá esta preocupação? Até porque me parece, de imediato, que cabe à FIFA e alguns investidores arcarem – pelo menos em parte - com despesas relacionadas diretamente com o futebol, e ao país suprir necessidades relacionadas à infra-estrutura – e estas não serão poucas. De qualquer modo, imagino que o governo brasileiro terá que despejar rios de dinheiro (que qualquer cidadão meramente informado e interessado sabe qual será a fonte dos mesmos), e toda aplicação irá desembocar exatamente nos locais menos carentes da sociedade, todavia de vital importância para o recebimento dos torcedores. Por exemplo, minha cidade natal: será que com a renda que uma Copa do Mundo gera com o turismo, comunidades como Heliópolis, ou Paraisópolis, ou a Favela do Pantanal, próxima de São Miguel Paulista – lugares recheados de amantes e praticantes da bola – irão receber algum investimento em saneamento básico, educação, saúde e transporte? Quero dizer, destes lugares é que sai considerável parte das torcidas nos grandes clássicos paulistanos, que lotam Morumbis, Pacaembús, pagando preços absurdos pelos ingressos e que retornam para suas casas, tarde da noite, para no dia seguinte levantar antes do sol nascer para mais um dia de trabalho semi-escravo. Será que algum morador destes lugares poderá – sem sacrifícios, como deveria ser – assistir algum jogo neste Mundial? Desde as construções e reformas dos carcomidos estádios tupiniquins, até como o próprio cidadão será usado como fantoche para promover a competição, tudo será maquiado na fachada, para encobrir o retrato cruel, por detrás das irregularidades nas obras e das empresas com “responsabilidade social”, e seus projetos filantrópicos para com as periferias durante aquele fatídico mês (e, talvez, nas primeiras semanas subseqüentes - apenas para não ficar muito "na cara", certo?). Fica claro que somente com um esquema muito grande de acordos, jantares elegantes e troca de favores este país pode ter sido considerado apto para receber a Copa. Aos brazucas de plantão e de coração, nem sequer o orgulho de ter derrotado algum país pela disputa da sede lhe foi concedido. É o retrato fiel do país que não sabe ganhar, como descreveu Nirlando Beirão. Isso sem mencionar outro aspecto que distancia o Brasil dos brasileiros, do Brazil dos estrangeiros: a educação. E não me refiro à educação acadêmica – esta que muitos daqui nascem e morrem sem conhecer – e sim a educação moral, o fogo da decência que deve arder eternamente dentro dos homens. Esta que tanto fez falta durante os infames jogos Pan-Americanos, realizados na cidade que um dia foi genuinamente maravilhosa. Os jogos das competições que não terminaram, dos caixas-dois, das promessas não cumpridas, dos maus tratos aos trabalhadores voluntários, das vaias e, citando Galvão Bueno, de “como foi bom ter mais medalhas do que os argentinos” – mesmo após o Brasil, jogando em casa e muito mais populoso do que o vizinho, ter sido derrotado pela chamada “ilha da fantasia”, com seus atletas que fugiam do totalitarismo de Fidel Castro para serem presos como traficantes dias depois de suas naturalizações verde-amarelas. A julgar pelo comportamento dos cariocas em relação aos atletas e profissionais estrangeiros e, principalmente, pela maneira ufanista da Rede Globo cobrir “jornalisticamente” o evento, veremos daqui a sete anos outro espetáculo vil, sujo, baixo e que somente justificará a imagem selvagem que tem, lá fora, o povo brasileiro. Como sempre, não haverá um meio termo no julgamento empregado pela emissora que, na prática, representa o primeiro poder nacional: se a seleção brasileira vencer a Copa, serão todos heróis, exemplos de que a vida miserável pode dar certo com algum esforço pessoal – como foram Joaquim Cruz, Aurélio Miguel e Daiane dos Santos; se perder, todos os jogadores (a menos que seja um garoto-propaganda do porte de um Ronaldo por aí) serão ingratos à nação, indignos de vestir a sagrada camisa amarela, que só passou a ser dessa cor por "culpa" de Barbosa, Ademir e Bigode. Êxtase ou desgraça. Extremos polarizados que não justificam o prazer da luta no jogo, e que impelem a crítica imparcial dos fatos. É a cultura da competição, do capital e do mercado sendo vomitada guela a baixo. E a cultura local, terá espaço neste Mundial? Em 1958, Julinho Botelho se recusou a jogar a Copa porque jogava no futebol italiano, e não considerava justo ocupar uma vaga na delegação. E em 2014, algum dos convocados jogará no campeonato brasileiro? Em 1978, o futebol ainda era prioridade e os fãs argentinos cobriram os gramados de papel picado, conforme sua tradição. E aqui, poderá um torcedor ficar de pé na arquibancada, por exemplo? Várias interrogações, e milhões de exclamações, viajam na minha mente inconformada com a Copa 2014, este pão e circo de fazer inveja a qualquer imperador da Roma antiga. Para finalizar, quero deixar claro que, dentro da minha lógica e visão do que é futebol, considero o Brasil preparado para receber um Mundial, sim. Desde que o mesmo ainda fosse simples e puro, do povo e para o povo. Lembro do Mundial de 86, disputado no também paupérrimo México, e de seus estádios simples, porém calorosos. Não havia teto solar, gramado artificial, bolas coloridas, telões ou briga de cães pela exclusividade nas transmissões televisivas. Havia apenas Maradona, Laudrup, Platini, Zico, Francescoli, Mathaus, Butragueño, Sanchez...enfim, havia arte. A vida dos mexicanos pobres não mudou nada naquele ano, mas eles puderam se deleitar com estes craques. E isso sempre vai ser o mais importante no futebol, o prazer. Para uma Copa daqueles tempos, até um estádio do interior paranaense poderia receber uma partida, por exemplo. Mas este tempo acabou para o futebol. Desta feita, a tragédia certamente será mais aguda do que o Maracanazzo de 1950: o Brasil vai apenas ceder seu espaço físico e sua imagem de “país do futebol, cerveja, mulatas, carnaval, bananas e bundas”. E na vida real, a pobreza vai continuar sendo pobreza: dentro e fora dos gramados; espiritual e economicamente; esportiva e jornalisticamente... Enfim, a miséria moral que o futebol mercantilizado (assim como o mundo globalizado) carrega, por osmose, em sua essência tão sedutora, quanto autoritária; tão anestésica, quanto injusta. A nova ordem exige luxos e etiquetas que não combinam com a realidade deste país (na verdade, de poquíssimos), e a Copa de 2014 vai ser o espetáculo das migalhas, a triste prostituição da alegria de um povo que vive, no futebol, uma eterna paixão platônica - devidamente reabastecida a cada quatro anos. Boa diversão à todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-8009113655951434005?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/8009113655951434005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/copa-e-do-brasil-ou-e-do-brazil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/8009113655951434005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/8009113655951434005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/copa-e-do-brasil-ou-e-do-brazil.html' title='A COPA É DO BRASIL! OU É DO BRAZIL?'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S_sKZOFCBeI/AAAAAAAAADo/hMa380lNieY/s72-c/FLAVELITO.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3875077344735990478</id><published>2010-05-22T15:57:00.001-07:00</published><updated>2010-05-22T15:58:42.480-07:00</updated><title type='text'>A bola (e os colhões) pra fora do campo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S_hhfSm7ioI/AAAAAAAAADg/Dn13MpWH9AI/s1600/3214730_futebol1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474232537267800706" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S_hhfSm7ioI/AAAAAAAAADg/Dn13MpWH9AI/s320/3214730_futebol1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na maioria das vezes, o fogo das revoltas se apaga sozinho porque lhe falta o combustível apropriado. E este só é de propriedade daqueles que pensam sentindo a bomba funcionando. Desta vez não é apenas uma descontrolada revolta, senão uma justificada defesa às regras do jogo. Garanto que o grito ante futebol-moderno que trago hoje tem base na lógica, além da boa e velha indignação, e não haverá argumento contrário que será capaz de abafá-lo. A tradução vem a seguir.Um dos pilares mais importantes no qual se sustenta a nova ordem do futebol mundial é transformar o jogo em um palco asseado, padronizando as ações dos atores envolvidos e eliminando qualquer manifestação que vai de encontro aos interesses dos investidores. Esta banalização envolve os jogadores, torcedores, árbitros, narradores e comentaristas de futebol. O improviso sempre guiou esta arte centenária, assim como a superação, a transformação dos limites extremos em meros obstáculos a serem ultrapassados. Assim foram feitos os verdadeiros jogadores de futebol: sem medo, sem dor e com fome de glória. Desde criança, a alma do jogador era regada com sangue e suor, através de muita coragem. Os gritos que vinham das arquibancadas, assim como dos técnicos e que eram corroborados pelos homens do microfone, eram carregados pelo dever de defender suas cores, custe o que custar. Afinal de contas, nunca é demais lembrar que futebol é uma guerra. É um contra o outro, e não há prazer no empate. Nesta batalha, um vai perder e o outro vai ganhar. Por isso tenho que concordar com o mestre Carlos Bilardo: não há batalha limpa e vale tudo pela vitória, e isso querem enterrar os homens que só vivem pelo dinheiro. Hoje em dia, tudo isso vêm sendo substituído por uma atitude totalmente polarizada com este legado. Hoje, como antes, desde criança o jogador é bombardeado por emoções que vão sempre compor seu caráter em campo. Só que hoje, diferente de antes, os gritos denotam a vontade de ficar rico, ganhar dinheiro na Europa, ajudar a família, ser famoso, bonito e se admirar entre uma jogada e outra pela imagem do telão ultramoderno dos estádios teatrais da nova geração. Tudo isso pode fazer parte dos sonhos que todo homem tem o direito em alimentar, mas nunca pode fazer parte da essência de um jogo historicamente violento. Mas a FIFA, juntamente com todo o esquema de mídia/marketing/consumismo, insiste em promover o tal do fair-play como se fosse algo salubre para o jogo, um sinal de respeito pelo colega de profissão e pelo próximo. Joga-se a bola pra fora a todo instante, basta o jogador cair, e pra maioria dos jogadores de hoje irem ao chão, basta o marcador chegar a dois metros de distância. No último Mundial isso chegou ao ponto do insuportável. Tudo, claro, com o consentimento dos narradores, patrocinadores e, consequentemente, da opinião pública. Assim se faz o senso comum, formando o gosto como se fora um deus. No Brasil, muitas vezes aclamado como o ‘país do futebol’, um comercial instituía: “O jogador tem que transpirar. A torcida não!”. E um programa lançava a campanha “diga não ao carrinho!”. Claro, porque a violência é atraente somente nos telejornais. Quando se trata de vender seu produto com a imagem de Gattuso gritando enlouquecido, ou a de Robinho, com seu polegar e seu mindinho esticados, harmoniosamente completando seu sorriso maroto e inocente, fica fácil entender o porquê das escolhas. Porém, não devemos nunca nos esquecer da expressão ‘seu direito termina quando o meu começa’. Não quero aqui discutir se interromper uma jogada porque um jogador está com uma unha quebrada, ou porque outro perdeu sua lente de contato após uma dividida, torna um jogador menos honrado ou não. Como eu disse, a luta pela bola, a luta pela sua própria dignidade está sempre em jogo dentro daquelas quatro linhas. E esperar este compromisso em um jogador que recebe um salário que faz o patrimônio de um rei parecer esmola, é quase impossível. Realmente não adianta chorar pela demolição de Wembley, ou pela camisa amarela do Palmeiras, nem mesmo se remoer de ódio ao ver um jogador que não sabe cabecear ser eleito por três vezes o melhor do mundo; estes são os sinais definitivos do fim do verdadeiro futebol – que ainda não chegou, mas está cada vez mais próximo. Mas o que torna este grito justificado tem base na regra oficial do jogo, que dá ao arbitro o dever de apenas paralisar o jogo para atendimento médico quando a contusão for grave. Isto é literal, está cravado no livro das regras. E não precisa ter olhos de lince para enxergar que a ordem de hoje vai de encontro a ela. Não sou advogado, e nem quero ser. Mas apoiada na Lei máxima do futebol, fica límpida uma brecha que o futebol moderno não foi capaz ainda de tapar.Banalizar a arte, porque ela rende oceanos de dinheiro é uma coisa. Desrespeitar a própria regra do jogo é outra. Fair-play nada mais é do que jogar respeitando as regras, e não criar outras paralelas para ditar o esporte como se fosse um negócio. Eu, que levanto até o fim a bandeira contra o futebol moderno, devo admitir que tudo que surgiu nos últimos anos da história do esporte mais apaixonante do mundo têm um forte apelo atrativo e é difícil resistir a eles. É tudo uma questão de emoção material contra emoção espiritual. Na verdade, precisamos do equilíbrio entre ambos. Há trinta anos, já havia televisão, propagandas, uniformes bem desenhados de acordo com as tendências da época. Mas havia o amor as cores que se vestiam. Hoje, a parte material é abundante, na verdade sufocante. Em campo, o jogo não é mais o importante. O que importa é vender. E pra isso não é preciso ser craque, basta ser ator. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3875077344735990478?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3875077344735990478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/bola-e-os-colhoes-pra-fora-do-campo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3875077344735990478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3875077344735990478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/bola-e-os-colhoes-pra-fora-do-campo.html' title='A bola (e os colhões) pra fora do campo!'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S_hhfSm7ioI/AAAAAAAAADg/Dn13MpWH9AI/s72-c/3214730_futebol1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-228442108284294003</id><published>2010-05-14T06:07:00.001-07:00</published><updated>2010-05-14T14:20:49.046-07:00</updated><title type='text'>Sobre a convocação de Dunga...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S-1M2fag5yI/AAAAAAAAAIQ/6xTi7OdQKS8/s1600/humor+caricatura+Ronaldo+Gaucho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S-1M2fag5yI/AAAAAAAAAIQ/6xTi7OdQKS8/s320/humor+caricatura+Ronaldo+Gaucho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471113621354374946" /&gt;&lt;/a&gt;...nada a comentar. Sobre a desastrosa coletiva do anão e seus asseclas, Jorginho e Américo Faria (!), com participação igualmente patética da imprensa nativa, idem. Mas fica no ar a dúvida, que nos assolará por algum tempo: quem será o infeliz que se machucará (por acidente, claro, tadinho, isso acontece!) antes da Copa, para dar lugar ao suplente de ouro, essa Fênix renascida das cinzas, Ronaldinho Gaúcho? Façam suas apostas, amiguinhos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-228442108284294003?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/228442108284294003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/sobre-convocacao-de-dunga.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/228442108284294003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/228442108284294003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/sobre-convocacao-de-dunga.html' title='Sobre a convocação de Dunga...'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S-1M2fag5yI/AAAAAAAAAIQ/6xTi7OdQKS8/s72-c/humor+caricatura+Ronaldo+Gaucho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3463445579676961334</id><published>2010-05-10T15:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T22:00:11.121-07:00</updated><title type='text'>O que restou dos Mundiais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S-iG2ma_6lI/AAAAAAAAAII/8dcX7LeaWG4/s1600/adebayor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 303px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S-iG2ma_6lI/AAAAAAAAAII/8dcX7LeaWG4/s320/adebayor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469770020026313298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora começa o terror: somos bombardeados com zilhões de comerciais televisivos que fazem alusão à Copa do Mundo vindoura. Institui-se a ditadura de sempre, a da obrigação em torcer pela tal Seleção Brasileira, ou corre-se o risco de ser um pária, um aborto, em comparação a essa turma alegre, saltitante e fascista até a medula, que se emociona, quase às lágrimas, quando um gol canarinho é marcado. Engraçado que não se vê qualquer resíduo de sinceridade ou de real energia nessas comemorações da TV: mesmo que encenadas, preparadas com o propósito único de anular o nosso senso analítico para venderem produtos, elas deveriam passar algum sentido de realidade para o espectador. Mas agora nem os comerciais a isso se dispõem. Não sei se por falta de interesse ou por uma (improvável) autocrítica, estão mais artificiais e vazios do que nunca. Nem a publicidade, essa máquina de criar ilusões efêmeras, realmente acredita que ainda possa existir essa "corrente pra frente" criada nos primeiros Mundiais vencidos pelo Brasil. Por isso, está cada vez mais agressiva, como as que incentivam a xenofobia contra os argentinos - mas isso já é outra história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de seleção começou a implodir a partir do momento em que os clubes tornaram-se as próprias. Antes, os selecionados locais eram a possibilidade de se ver os craques de determinado país, que jogavam por clubes diferentes, reunidos com uma mesma camisa. Hoje, esse tipo de novidade não existe mais, pois as agremiações européias já se prestam a esse papel, e vão adiante: os abastados orçamentos os dão condições para reunir a nata de todos os continentes, formando verdadeiros 'all-star teams' para a disputa de torneios regionais e continentais, coisa que somente os times da FIFA, em ocasiões especiais, anteriormente faziam. São maiores do que as próprias seleções - enquanto estas tornaram-se apenas o cabide das grandes corporações que patrocinam os atletas, pois é através delas que irão conseguir contratos mais vantajosos para os que mantém sob sua tutela, e dali obter visibilidade diária para eles e para si (afinal, times jogam duas vezes por semana; seleções, quando muito, de dois em dois meses). Não se ouve falar quem é a fornecedora de material esportivo do Manchester United ou do Milan, mas se sabe que a Inglaterra é patrocinada pela Adidas e a Itália pela Nike. E isso não é por acaso, acredite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, além da parte financeira, outro complicador: os jogadores não possuem mais identificação alguma com as camisas de seleção. Isso pode parecer batido, mas é a pura verdade. Não só os brasileiros sofrem com isso, mas os próprios europeus também. Como exemplo, os destaques da Espanha que jogam na Inglaterra: eles vivem a realidade de outro país, convivem com outro povo, falam diariamente outra língua, acompanham a cobertura constante da seleção local. Profissionalmente, a ligação com a Espanha não existe para além da certidão de nascimento. Ele não vive mais aquela febre que deveria viver para vestir a camisa do selecionado pátrio; seu cotidiano é o de um inglês. Quando ainda joga no próprio país, é cercado, em seu clube, por estrangeiros, por pessoas que vivem essa mesma realidade que seu compatriota vive fora de lá. Não é à toa que cada esquadrão europeu agora conte com um naturalizado - boa parte deles, com mais de um. Futebolisticamente, eles possuem mais do país adotivo do que do de origem. Por isso, criou-se uma distância intransponível entre os "ídolos" e suas nações, já que eles não mais as pertencem. Uma bagunça total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda temos o "eu futebol clube" também, como não? A ordem do dia é a dos clubes servirem aos jogadores, e não mais o contrário. Temos o Cristiano Ronaldo, simplesmente; não mais o "Cristiano Ronaldo do Real Madrid" ou "Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa". Eles tornaram-se entidades descoladas de times ou selecionados, são estrelas independentes de qualquer conexão com camisas. Seleções sempre se pautaram pelo coletivo; hoje, o individual é o que conta. É a pá de terra que precisavam para enterrar essa instituição que personificava o esporte, e que hoje pena por conta da despersonalização instituída nos gramados mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Copa da África (para citar um evento recente) ficou patente que as competições entre seleções dificilmente conseguem manter o interesse. Víamos, ali, jogadores, quando não completamente desinteressados, pouco à vontade em trabalhar coletivamente, vestidos sempre como as estrelas que encarnam em seus clubes na Europa (mas cujo talento é supervalorizado em conseqüência disso), sem identificação com seus países natais, doidos para voltarem logo ao "Primeiro Mundo". O abandono de Togo foi sintomático: enquanto os atletas clamavam por segurança/organização típicas dos lugares que negociam na Bolsa ações dos clubes de futebol, Adebayor (foto) dava entrevistas vestido com camisa do Arsenal, para falar do Campeonato Inglês! Com essa atitude, além de demonstrar total falta de respeito e senso profissional, não só com os seus, mas com o próprio contratante (afinal, seu clube na época já era o Manchester City, não mais os Gunners), ele não tratou de diminuir o abismo que o separa de sua nação-mãe; e sim de aumentá-lo, demarcando as prioridades e apresentando seus reais interesses dentro do futebol. É isso que aguarda o certame da África do Sul: egos, marcas, patrocínios, chuteiras luminosas, telões de alta definição, fotos cuidadosamente posadas para parecerem espontâneas e marketing pessoal a rodo. R. I. P., Copa do Mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3463445579676961334?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3463445579676961334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/o-que-restou-dos-mundiais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3463445579676961334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3463445579676961334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/o-que-restou-dos-mundiais.html' title='O que restou dos Mundiais'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S-iG2ma_6lI/AAAAAAAAAII/8dcX7LeaWG4/s72-c/adebayor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-574264022175494664</id><published>2010-05-02T13:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T15:38:32.412-07:00</updated><title type='text'>Ascensor para o cadafalso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S99AWYd1OnI/AAAAAAAAAH4/v7FCoECaRDE/s1600/images%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S99AWYd1OnI/AAAAAAAAAH4/v7FCoECaRDE/s320/images%5B5%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467159225919945330" /&gt;&lt;/a&gt;Existe uma brutal diferença entre Neymar e Amaury Junior, e ao mesmo tempo não existe diferença entre Neymar e Amaury Junior. Pode parecer esquisito dizer tal coisa para começar um texto, mas foi o que veio à minha mente quando me deparei com uma matéria sobre o "garoto-prodígio" santista, veiculada no Estadão e depois repercutida no depósito de podridão chamado revista Veja. O foco da história é o pai do garoto, de mesmo nome do filho (os dois na foto), que também gerencia sua carreira, e que, como ex-jogador de futebol sem grandes feitos a se considerar, assiste agora ao sucesso do filho - que, claro, é medido primeiramente através de seus ganhos materiais (idéia essa herdada do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;american way of life&lt;/span&gt;, é sempre proveitoso lembrar). Ambos, revista e jornal, enchem a boca para dizer que o ponteiro do Peixe já adquiriu um apartamento triplex, com sauna e piscina particulares, e possui um carro Volvo, desses que valem cerca de 100 conto, novinho em folha, na garagem de seu condomínio burguês. Pode parecer justo e bonito, inspirador até - mas eu, como sempre, fiquei apavorado, tomado por calafrios e sortidas visões apocalípticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só por tal exaltação ter sido feita nos citados veículos, uma indignidade total para qualquer um, e da abordagem da coisa toda, que liga sempre a idéia de felicidade à de dinheiro (coisa que traz à mente um desses inomináveis parasitas que pregam a tal "teologia da prosperidade", como o caricato Silas Malafaia) - mas por imaginar a situação de Neymar como novo-rico. Do nada, o garoto já se viu catapultado ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;jet set&lt;/span&gt;, compartilhando a vizinhança e a admiração de pessoas abastadas, representantes de uma elite sanguinária e oportunista que não hesitaria em pisar no pescoço ou virar as costas para o moleque e seu progenitor, se eles não houvessem adquirido o status para o qual tanto se ajoelharam antes, perante os que hoje os adulam. Pois a preparação era essa, a de se fazer a transição entre a classe baixa e a classe alta - e o que interessava ao pai de Neymar não era essa conversinha fiada de "quero ver meu filho ser craque de futebol porque amo o esporte": o que o movia era a ascensão social, pura e simples. Por quê não assume logo, de cara limpa? Pelo menos, nos poupariam dessas papos-furados que ligam os hoje incongruentes "futebol-arte" e "humildade", pois o futebol moderno não permite que tais sentenças sejam conjugadas lado a lado (veja o caso do falido Robinho, cuja "arte" o levou aos píncaros da fortuna e fez crescer em si uma máscara desproporcional à sua realidade de franca decadência). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me causa maior espécie é ver que a passividade dessas pessoas é incrivelmente contagiosa. Neymar faz parte de uma turma que não nasceu para contrariar nada, isso é notório. A marca de sua geração, assim, como a de algumas anteriores, é justamente essa: a de ter as coisas de mão beijada (por exemplo, veja as facilidades que essa própria Internet implantou mundo afora - não é necessário sequer você levantar da cadeira para fazer tudo o que se deseja), e para quem a resistência significa estupidez. Não interessa combater os métodos e a postura dessa alta sociedade que tanto os oprime; o que interessa, motivado por questões constantemente à nossa volta (mídia, propaganda, família), é unir-se a elas, sempre sorrindo. Toma-se parte do topo da pirâmide social, e observa-se de cima, da varanda de um apartamento triplex, aos que ficaram na base. É mais cômodo unir-se aos que tem grana, porque o desejo, para quem os observa enquanto está por baixo, é comportar-se exatamente igual a eles. Não se lembram de quando Robinho teve a mãe sequestrada, e a levou embora para a Espanha, um país "mais seguro"? Esse é o procedimento usual das elites: o de se esquivar, o de fugir da raia como se não fosse parte do problema, o do medo com a perda do patrimônio, o da covardia e da omissão (que não os impede de esbravejar ante a "falta de segurança", mas para a qual contribuem decisivamente, com seus preconceitos e ostentações). A vida do garoto mudou, assim como a de sua família - mas o que estava errado antes disso permanece errado, já que eles tornaram-se um modelo de adequação ao sistema que antes os segregava.  Amaury Junior aprovaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sobre o jogo de ontem: se tivéssemos o Grêmio "Prudente" no gramado do Pacaembu, ao invés do Santo André, haveria pouca diferença no que diz respeito aos procedimentos. Pois o Ramalhão estava em meio a uma disputa interna, a de jogar o que podiam para ver quem iria para onde, no fim desse campeonato. Agora que o Paulista acabou, o time está inteiro à venda, assim como o antigo Barueri, ao término do Brasileiro passado. Os interessados já estavam avisados; então, é só chegar e levar - igual às feiras de escravos no período de nossa colonização. A nova - velha? - ordem estende as suas garras, mais uma vez.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-574264022175494664?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/574264022175494664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/ascensor-para-o-cadafalso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/574264022175494664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/574264022175494664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/05/ascensor-para-o-cadafalso.html' title='Ascensor para o cadafalso'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S99AWYd1OnI/AAAAAAAAAH4/v7FCoECaRDE/s72-c/images%5B5%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6023929602139978502</id><published>2010-04-26T07:59:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T12:18:17.715-07:00</updated><title type='text'>Pincelar é viver</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S9W5z4BIB_I/AAAAAAAAAHw/oSwgbSF3PVQ/s1600/ricardo-gomes.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 290px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S9W5z4BIB_I/AAAAAAAAAHw/oSwgbSF3PVQ/s320/ricardo-gomes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464478023745538034" /&gt;&lt;/a&gt;Deve ser mesmo complicado ser técnico de futebol. Com tantas pressões, justas ou não, vindas de qualquer um dos lados para os quais você observe, restam ao polêmico personagem duas opções: tentar manter suas opiniões e posições pessoais, doa a quem doer, ou entrar na onda e virar o boneco Sinforoso de quem, supostamente, está acima dele na hierarquia do clube. Ricardo Gomes Raymundo, do SPFC, optou pela segunda: sem o menor constrangimento, sacou Washington, que, mesmo sem encher os olhos, vinha sendo o artilheiro do time na temporada, e promoveu Fernandinho a titular, mesmo que ambos não ocupem a mesma posição. "É, ele deve ter merecido", pode pensar aquele que possui inabalável boa vontade, e que acredita em um mundo de justiça, igualdade e democracia para todos. Como nós aqui somos o inverso amargo desse leitor ideal, preferimos acreditar que tudo não passa de uma jogada, tão comum na era dos "investidores", para tentar valorizar o guri. Pois vou explicar passo a passo: ele é oriundo do tal Barueri, não? É lá temos a tal "administração moderna", de gente que conhece números a valer, sabe fazer contas complicadas de cabeça e negocia como ninguém, não? E Fernandinho foi considerado, devido à escassez de quem valesse o título, a "revelação" do último Brasileiro, não? Ora, crianças, se encaixaram o moleque no SP, isso é porque existe promessa de lucro para todos os envolvidos, e que faz os olhinhos dos engravatados brilhar com cifrões, sua verdadeira representação de bem-estar e felicidade. Então, como é que um pusilânime como o Gomes deixa um diamante de tal quilate no banco? Eles, que só enxergam pilhas e pilhas de verdinhas, não conhecem futebol a ponto de ver que Fernandinho não sabe correr, passar a bola, driblar e chutar a gol. Mas sua pressão, feita de chantagens medrosas e choramingos covardes, no fim das contas deu resultado: o treineiro cedeu, e colocou a criatura para jogar, com pose de quem estava de fato acreditando na mentira. Exultantes, cartolas e empresários comemoram - aos que gostam do esporte, resta rir com a mediocridade do pseudo-craque e com o descaramento cada vez maior das operações quetais no mundo da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a rede Globo arruma um amistoso patético entre Botafogo e Corinthians para tapar o buraco da transmissão dominical, pois o Cariocão acabara sem as finais (o Fogão deu um nó na emissora e em si mesmo, já que faturaria uma grana com direitos e transmissão e bilheteria das duas pelejas pelo troféu, coisa que clubes brasileiros se arrepiam e choram de pavor só de pensar em perder), a rede Record faz, em seu programa Domingo Espetacular, a enésima matéria para tentar justificar a obesidade de Ronaldo. Diz, com toda a condescendência que o jogador sempre tem direito, que ele passa por "problemas pessoais", que tem "fumado muito", e que é alvo de chacotas e galhofas até da imprensa estrangeira. Mensagem final: vamos ajudar o "Fenômeno" nesse momento difícil. Relevemos que ele ganha 1,5 milhão por mês e é "poupado" na maioria dos jogos, enquanto deveria ser o mais cobrado do elenco e ter condições de participar de, no mínimo, 5 partidas por dia. Vamos todos passar a mão na cabeça dele, com dozinha, mais uma vez, mesmo com sua vergonhosa falta de profissionalismo - afinal, todos o amam, né? Pensamento positivo, gente! Ele precisa de nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo André e Santos fazem uma final de Paulista no Pacaembu. Nenhum dos dois joga em casa. O time do ABC abre as pernas para a imposição de quem quer que seja (redes de TV, adversário ou Federação Paulista), e faz lembrar o seu vizinho São Caetano, naquela final da tal "Copa João Havelange", que fez tudo o que o mestre (no caso, Eurico Miranda) mandou. Se agem com submissão e fazem de sua dignidade e de seus direitos algo pequeno, serão para sempre pequenos. Na Itália, o Milan perde para o rosado Palermo - e Ronaldo Gaúcho, que já era um cadáver de chuteiras, é, a cada nova partida, enterrado mais fundo. Vamos ver se alguém, além de revistas de fofocas que querem mostrar seu palacete em Milão ou comentaristas almofadinhas sem noção do ridículo, ainda se disporá a exumar esse putrefato defunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6023929602139978502?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6023929602139978502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/04/pincelar-e-viver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6023929602139978502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6023929602139978502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/04/pincelar-e-viver.html' title='Pincelar é viver'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S9W5z4BIB_I/AAAAAAAAAHw/oSwgbSF3PVQ/s72-c/ricardo-gomes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-4703183319157377972</id><published>2010-04-14T08:02:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T17:17:34.685-07:00</updated><title type='text'>Vícios (demais) e virtudes (de menos)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S8Xs-Sna36I/AAAAAAAAAHo/s4i8fD3MB58/s1600/socrates25.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 163px; height: 270px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S8Xs-Sna36I/AAAAAAAAAHo/s4i8fD3MB58/s320/socrates25.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460030678149816226" /&gt;&lt;/a&gt;Deve-se dar o devido crédito à ESPN Brasil por exibir os grandes jogos da história das Copas. Sempre discuti com o Toro que esses canais a cabo deveriam OBRIGATORIAMENTE ter um programa que mostrasse gols antigos, aos moldes do antológico Gol - o Grande Momento do Futebol, de Alexandre Santos, porque o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;soccer&lt;/span&gt;, por incrível que pareça, crianças, possui uma história de bem mais de 100 anos. Sim, é verdade! Não foi criado com Ronaldo na década de 90, não! O maior craque já surgido no mundo não é David Beckham, por mais surreal que isso possa soar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os articulistas do canal são previsíveis em sua estupidez, e não poderiam deixar passar uma ocasião como a exibição de jogos "pré-históricos" sem demonstrar isso (e nossa função aqui é expor as entranhas e remexê-las - para ler elogios, procure um desses micos de circo por aí, muito fáceis de se encontrar em jornais, sites ou emissoras de TV). Primeiro, foi o tal Paulo Andrade - no meio do segundo tempo de Argentina x Holanda, em 78, ele me solta: "mas como eram estranhos os uniformes dessa época, não?". Esse é um ponto que dói aos admiradores do futebol moderno: as vestimentas antigas. Acostumados a esses uniformes feitos dos materiais mais avançados, padronizados de acordo com os campeonatos locais e coloridos de acordo com suas necessidades financeiras, eles chegam até a ter nojinho quando uma camisa mostra marcas de suor. Um comentário como esse, portanto, não serve para mostrar à audiência, com naturalizade, que os tempos mudam a maneira de se vestir de um atleta; mas sim para depreciar o antigo, torná-lo desagradável, e exaltar o que é vendido pelo canal agora - em especial os torneios europeus "lançadores de tendências" (coisa meio Ronaldo Ésper, não?). É o narrador buscando não adequar o nosso olhar, e sim em fazê-lo permanecer estranho àquilo que exibe - postura deveras cretina para um comunicador, mas facilmente explicável se o mesmo está ali para fazer a roda do comércio girar. Agora percebe-se o porquê de camisas antigas serem dadas como brinde em promoções de guaraná, e os modelos mais recentes, vendidos a peso de ouro em lojas de shopping. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, na terça-feira, enquanto transmitiam Brasil x Itália, de 82, Antero Greco (um cara da escola de Celso Cardoso e Arnaldo Ribeiro, que somente repetem, sorrindo, o que o senso comum aponta) me sai com essa: "Essa seleção de 82 tinha um jogo muito mais bonito do que as de 94 e 2002, que foram campeãs". Opa, pera lá... Minha mãe, que não sabe NADA de futebol, falaria isso - e porquê? Porque tornou-se um clichê, um lugar-comum repetido desde aquele horroroso selecionado do Parreira ter sagrado-se tetracampeão do mundo há mais de 15 anos. Isso já foi repetido tantas vezes, e de forma tão automática e gratuita, que a própria frase deve bufar de enfado, toda vez que é novamente dita. Um analista deveria ir um pouco mais longe do que repisar esse terreno batido até mesmo por leigos, não? E algo já acontecido há tanto tempo sempre possui coisas diferentes ou mais atrativas para serem ditas, até por conta dessa distância que os anos impuseram. Mas a preguiça mental-verbal sempre fala mais alto. Ou melhor: a limitação do articulista, mesmo. Nem um mínimo que os faça abandonar o conforto do comodismo esses caras são capazes de oferecer. Preferem ser vistos como panacas do que como "agitadores". Melhor continuarem comentando os joguinhos de puro horror do Chelsea ou do Real Madrid, mesmo - parece até que já nasceram para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para encerrar, uma confissão: eu gostaria de morrer antes da Copa 2014 no Brasil.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-4703183319157377972?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/4703183319157377972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/04/parem-o-delorean-que-quero-descer-em.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4703183319157377972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4703183319157377972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/04/parem-o-delorean-que-quero-descer-em.html' title='Vícios (demais) e virtudes (de menos)'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S8Xs-Sna36I/AAAAAAAAAHo/s4i8fD3MB58/s72-c/socrates25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-5594882722554897351</id><published>2010-03-22T17:42:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T11:23:48.870-07:00</updated><title type='text'>Rápidas pinceladas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S6jzjdQDswI/AAAAAAAAAHg/s-tk1ejMn6w/s1600-h/0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S6jzjdQDswI/AAAAAAAAAHg/s-tk1ejMn6w/s320/0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451875139404935938" /&gt;&lt;/a&gt;Alguém aí ainda acredita, do alto de sua invejável ingenuidade, que esse negócio de "rodízio" de jogadores, seja algo puramente técnico? Não passa pela sua cabeça que trocar os titulares do time a cada nova partida é ter os clubes definitivamente de quatro perante o jogo sujo dos empresários, que não aceitam ver seus pupilos na reserva dos times que resolveram contar com seus préstimos e fazem uma pressão danada nos bastidores para vê-los em campo? E que qualquer minuto que o escrav..., digo, atleta estiver no gramado significa um acréscimo de imagens impactantes ao DVD que tencionam enviar para clubes europeus, asiáticos e árabes, e, no caso de uma venda vultosa conseguida graças a essas migalhas, isso representa lucro para todos os envolvidos? Bom, se você acha que não é assim, repito: lhe invejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dito aí embaixo, o natural desse time do Santos era logo querer dinheiro. Sucesso e reconhecimento significa grana, para essa nova geração de apalermados futebolistas que, cercados de parasitas, precisam alimentá-los como a quem dá de comer a animais de estimação, para não perderem o seu séquito de baba-ovos (chamados de vários nomes: representantes, assessores, etc.). Não demorou nem dois dias do último post para isso se concretizar: André, centroavante que mal foi promovido ao time profissional, marcou alguns pontos nos últimos cotejos e, sem perda de tempo, já foi à imprensa dizer que "dinheiro é bom e eu quero". A diretoria do Peixe precisa agir rápido: se não reajustar urgentemente o salário da criatura, pode começar a receber ameaças vis de seu empresário, esse sujeito tão onipresente quanto rápido no gatilho; basta convencer o atleta a não renovar o contrato pelo valor "merecido", que já se pode concretizar, com antecipação, a inevitável transferência ao estrangeiro - e isso sem o Santos ter direito a um tostão. Um lado quer bufunfa, o outro também: neste empurra-empurra de ganância desmedida, difícil os abutres não chegarem a um acordo. No final, há carniça para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns ao Corinthians, que conseguiu perder para um time que nem nome tem. Aliás, quando fiquei sabendo que o tal Grêmio Presidente Prudente era o mesmo Grêmio Barueri que disputou o Mentirão do ano passado, não pude conter as gargalhadas, e ri até a barriga doer. Só soube disso depois do término da partida, juro. Antes, pensava que fosse alguma dessas equipes aparecidas do nada, que ascendem de divisão porque são bancada por patrocinadores graúdos, assim como o próprio Barueri havia feito no Nacional passado. É o esquadrão-modelo dos novos tempos, que surgiu tão  "profissional", e hoje vira piada involuntária. Mas não tem problema: se Presidente Prudente os enxotar, o bairro onde resido, em São Bernardo do Campo, poderá acolhê-los. Aí, começariam a se chamar Grêmio Baeta Neves. E assim podem ficar até serem expulsos de novo. Já estarão acostumados, mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-5594882722554897351?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/5594882722554897351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/03/rapidas-pinceladas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5594882722554897351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/5594882722554897351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/03/rapidas-pinceladas.html' title='Rápidas pinceladas'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S6jzjdQDswI/AAAAAAAAAHg/s-tk1ejMn6w/s72-c/0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-2199598993832605600</id><published>2010-03-19T12:23:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T09:46:12.881-07:00</updated><title type='text'>Cospe pra cima, e uma hora cai na cara</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S6PaDmUGYZI/AAAAAAAAAHY/kMeFAUezIl0/s1600-h/Cristiano+Ronaldo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S6PaDmUGYZI/AAAAAAAAAHY/kMeFAUezIl0/s320/Cristiano+Ronaldo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450439729407746450" /&gt;&lt;/a&gt;Até certo ponto, não podemos culpar as novas gerações pela desgraça atual do futebol sem vida. Afinal, as referências que elas encontram hoje em dia são essas que estão aí; se elas passam a gostar fanaticamente do esporte, é porque admiram craques feitos em laboratório mas pertencentes a seu tempo, como Lampard, Cristiano Ronaldo e Adriano. Isso é absolutamente natural, ter como ponto de partida os atuais para criar curiosidade por aqueles que ajudaram a fazer a história. Lembro que, quando fui infectado pela doença futebolística, admirava jogadores como Viola e Edmundo, e me pergunto o que pessoas das antigas, mas com uma mesma visão decadentista que possuo agora, achavam à época de tais nomes em comparação com os antigos, mesmo sendo ambos inquestionavelmente ótimos atletas. As gerações mudam, as concepções e as exigências dos que as acompanham, também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então: se, para a criançada, esses são os maiores de todos os tempos, é porque são onipresentes na mídia, possuem toda a sua carreira devassada por programas de televisão e seus gols e "grandes jogadas" estão em qualquer site que comporte vídeos por aí. O imediatismo estupidificante assim o quer, e faz uso do aparato tecnológico/midiático para atingir seu objetivo meramente mercantilista. Jogador antigo não vende camisa ou chuteira colorida. Serve somente como "folclore", como uma peça surgida em tempos pré-históricos e pouco "profissionais" para que se pavimentasse o caminho desses inatingíveis (e únicos) deuses do telão contemporâneos. Portanto, esse é um processo delicado feito de cima para baixo, que encontra no torcedor o fim que justifica os meios, e que incita no próprio apenas a sede pelo agora, como se vivesse em uma eterna propaganda de cerveja, para poder dele sugar tudo o que for possível. Qualquer coisa torna-se descartável no jogo dos graúdos - até mesmo os que defendem tal estado de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque a grande tristeza que sinto nessa história é justamente a de observar os que deveriam lutar contra a imbecilização do fã transfomarem-se em nocivos agentes da Nova Ordem, regidos por sua própria passividade. Pessoas que acompanharam um(ns) outro(s) momento(s) do futebol terem rendido-se tão docilmente, e ainda permanecerem de joelhos, é algo duro de engolir. Não tenho mais o menor interesse em ouvir gente como Juca Kfouri, Alberto Helena Jr. e José Trajano; pessoas que, com um perfil dito "combativo", tornaram-se ovelhinhas de presépio das grandes corporações das quais são empregados, e só dignam-se a abrir a boca para pilhérias se o alvo de suas reclamações for alguém que lhe pisou nos calos e/ou de seu contratante. Tornaram-se anacrônicos porque enterraram suas personas, contruídas em anos e anos de exposição pública, em prol daquilo que já criticaram tão veementemente. Estão perdidos em suas próprias convicções. Não são mais capazes de questionar, e sim de mastigar e regurgitar aquilo que o senso comum serve em suas bandejas. Nivelaram-se aos medíocres - não sem merecimento, obviamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja a situação de Ronaldo, por exemplo: algum desses caras, que tanto prezam o profissionalismo, dizem um "A" a respeito da sua obesidade e falta de fôlego? Algum deles comentou com maior veemência as presepadas de Adriano (se esquivam dizendo que não têm nada a ver com a "vida pessoal" do jogador, mas ela, como se vê nas últimas semanas, influi decisivamente no desempenho do centroavante)? Eles, por acaso, tentaram desmacarar essa fraudulenta "corrente pra frente" por Ronaldinho Gaúcho, que nos importuna com uma saraivada de mentiras a cada rodada do Italiano? Disseram que Robinho continua sem jogar NADA compatível com sua fama desde que retornou ao Brasil? Falam que a esse time do Santos não interessa a formação de um time vencedor para dignificar o escudo desse histórico clube, e sim para valorizar perante o mercado externo os "Meninos da Vila", que logo começarão a mendigar por oportunidades fora daqui, nem que seja em mercados falidos como Turquia e Arábia Saudita? Claro que não. Mesas-redondas hoje servem para o merchandising de produtos escrotos, para a exibição de loiras-objeto mais versadas em moda do que em futebol (pensando bem, estão no lugar certo) e para nos evidenciar a decrepitude dessa gente que perdeu (ou escondeu) a capacidade de se indignar e pensar criticamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último que sair, apague a luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-2199598993832605600?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/2199598993832605600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/03/cospe-pra-cima-e-uma-hora-cai-na-cara.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2199598993832605600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/2199598993832605600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/03/cospe-pra-cima-e-uma-hora-cai-na-cara.html' title='Cospe pra cima, e uma hora cai na cara'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S6PaDmUGYZI/AAAAAAAAAHY/kMeFAUezIl0/s72-c/Cristiano+Ronaldo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-1350320695289573698</id><published>2010-03-11T08:56:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T14:00:37.732-08:00</updated><title type='text'>Algo de podre nesse reino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S5kujs0Ko9I/AAAAAAAAAHQ/BNpgE9yyYgw/s1600-h/Wayne-Rooney-001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 192px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S5kujs0Ko9I/AAAAAAAAAHQ/BNpgE9yyYgw/s320/Wayne-Rooney-001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447436415141585874" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem, contra um time de categoria, Ronaldo Gaúcho foi anulado com severidade. No momento da decisão, em que o Milan necessitou de seu "brilhantismo" para reverter um placar brutalmente adverso, ele não apareceu. Os comentaristas antigos diriam que ele se isolou "na ponta-esquerda" - e aplicar tal expressão aqui não seria algo para metaforizar não: o sujeito, com sua cabeleira esvoaçante, ficou o tempo todo na faixa canhota do campo, passando bolinhas laterais e tentando dribles infrutíferos, na esperança que sua "magia" funcionasse em alguma falha da atenta defesa do Manchester United. Não rolou. E como poderia ser de outra forma, se sua cabeça estava programada para pensar somente em outra camisa, nos vindouros gramados africanos e no "cala-boca" que tenciona dar no mandatário canarinho? Se ele desejava provar a Dunga que é um mal necessário, unicamente para satisfazer a seus egocêntricos propósitos de consagração individual, que colocam Ronaldinho em posição mais importante que o Milan ou até mesmo que seu próprio país? Jogar para si mesmo é coisa de enxadrista ou golfista, e não de um futebolista. Esporte errado, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bambino&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as Ronaldetes não precisam se preocupar: sempre aparece uma Udinese ou um Siena no caminho do craque, para ele mostrar o quão ele é "show de bola".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa tornou-se impossível de assistir: os jogos do Real Madrid. Essa situação já se faz evidente há algum tempo, só que agora, mais do que nunca, com a turminha do megastar do entretenimento Cristiano Ronaldo a dar as cartas por lá, os onze que vestem a camisa merengue formam qualquer coisa, menos um time de futebol. São pessoas que correm de um lado para o outro e parecem enxergar a seu lado um adversário pessoal, um inimigo sangrento que, veja só, enverga a mesma jaqueta. Chegar ao clube como o Real é o indiscutível ápice para um atleta desse esporte - e lá temos um bando de marmanjos miliardários que não podem oferecer ao companheiro uma chance de brilhar mais do que ele mesmo. Isso é contra as leis da selvageria capitalista implementada nos gigantes europeus, já que, em qualquer firma, aquele que recebe um salário maior do que o seu, ou que conta com um maior apreço da chefia, precisa ser superado a qualquer custo. Tal amontoado de caprichos necessita apenas de um time minimamente mais coeso para ser derrubado. É o "futebol-empresa" mostrando suas contradições e fragilidades a quem quiser ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-1350320695289573698?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/1350320695289573698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/03/algo-de-podre-nesse-reino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1350320695289573698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1350320695289573698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/03/algo-de-podre-nesse-reino.html' title='Algo de podre nesse reino'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S5kujs0Ko9I/AAAAAAAAAHQ/BNpgE9yyYgw/s72-c/Wayne-Rooney-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3033637437855504775</id><published>2010-02-19T06:13:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T17:36:26.608-08:00</updated><title type='text'>"Como jogador, nota dez; como pessoa, zero"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S4L9WQe00LI/AAAAAAAAAG0/fkbBMpn8tdI/s1600-h/ac.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S4L9WQe00LI/AAAAAAAAAG0/fkbBMpn8tdI/s320/ac.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441189858640187570" /&gt;&lt;/a&gt;Li recentemente, em texto colocado no blog de alguns amigos, que o sistema, travestido em palavras nefastas como "politicamente correto" ou "inclusão", tem usado de outra tática para engolfar aqueles que o tentam subverter: ao invés de combatê-los, os absorve. E não pense você que poderão se manter altas (e íntegras) as vozes de quem por ele foram cooptados, já que o interesse de tal ação é justamente o de poder moldar o discurso que antes parecia atrevido e radical, para que atenda aos interesses de seus contratantes e também consiga manter uma falsa imagem de "rebeldia" e "liberdade". A Internet é o pólo difusor de idéias prontas não a serem uma alternativa a esse sistema, como pode aparentar de início, mas a serem aqui expostas com um "venda-se" pregado em seus peitorais, para ver quem chega primeiro, com grana, disposto a levá-las ao mundo das grandes corporações (a situação ainda se mostra tão sufocante que, mesmo com a Web atingido todo e qualquer canto desse planeta, quem aqui se mostra ainda deseja ser "visto" por aqueles que podem bancar, nem que com migalhas, suas ambições - já que a simples exposição e transformação em "celebridade" parece ser bálsamo suficiente para que a pessoa se refestele em sua pobreza social e moral). São poucos os que não se arreganham para esse caminhão de facilidades que o "estrelato" pode proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tomografia dos tempos modernos, claro, também pode ser transposta para o futebol - e cai como uma luva nas atitudes do ex-zagueiro e agora técnico Antônio Carlos Zago. O sujeito, que foi um grandíssimo jogador na primeira metade dos anos 90, desandou a fazer besteira no fim de carreira e no início de atividades como engravatado. Havia sossegado como treinador de um time medíocre com mania de grandeza, o São Caetano, e vinha fazendo campanhas igualmente medíocres. Semana passada, conseguiu o maior feito de sua carreira como treineiro até aquela data: derrotou o Palmeiras no Palestra, e de goleada (mais por deficiência explícita do Verde do que por mérito dos 11 mortos-vivos que compunham o time do "Azulão"). Dia seguinte, já era apresentado no time que havia ajudado a humilhar. O que fica evidente, não só com essa atitude, é que AC não pensava no time do ABC paulista: sua cabeça estava voltada, desde o início, a ter uma oportunidade em uma maior "vitrine". Assim como os jogadores modernos, o treinador não focava seu trabalho no presente, e sim em um hipotético e vistoso futuro, no qual poderia ser contratado por um dos "grandes" (e para isso nem precisava mostrar capacidade, bastou a oportunidade certa). Não queria que seu trabalho trouxesse dividendos ao time: pensava somente em si próprio. Ele que, na quarta-feira da semana passada, representava, ainda que incipientemente, uma alternativa fora do pólo central do futebol paulista, uma força emergente que poderia vir a combater sem medo os Golias da capital e equilibrar as ações de um torneio desigual porque também sofre dessa mesma doença que o treineiro (o que é um Paulista se existe um "Brasileirão"? - todos querem o topo sem passar pela base), mostrou que sua real idéia era estar inserido no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;establishment&lt;/span&gt;, e nunca ficar à margem dele (coisa que também pode definir a própria agremiação do SC, clube que não consegue cair na real de seu verdadeiro tamanho). Quando acenaram com a possibilidade de isso acontecer, um trabalho de cerca de 8 meses que ali começava a dar frutos concretos foi descartado como um saco de salgadinho vazio, em prol não só da vaidade e da voracidade que um contracheque gordo traz junto a si, mas também dessa noção importada do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;american way of life&lt;/span&gt; que o momento de real mérito na nossa vida profissional é aquele no qual somos contratados por uma multinacional ou uma empresa "de porte". Lembrei na hora da declaração de Edmundo sobre Antônio Carlos, seu desafeto: "Como jogador nota dez; como pessoa, nota zero". À sombra dos últimos acontecimentos, impossível discordar do Animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora já tem gente dizendo que o Palmeiras do Antônio Carlos é "melhor que o do Muricy", depois de apenas um jogo. Recalcados, os jornalistas, que viviam tomando (justas) cacetadas do ex-mandatário verde, agora se esbaldam em sua "vingança". Provincianismo e imediatismo, no leva-e-traz contemporâneo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3033637437855504775?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3033637437855504775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/02/como-jogador-nota-dez-como-pessoa-zero.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3033637437855504775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3033637437855504775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/02/como-jogador-nota-dez-como-pessoa-zero.html' title='&quot;Como jogador, nota dez; como pessoa, zero&quot;'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S4L9WQe00LI/AAAAAAAAAG0/fkbBMpn8tdI/s72-c/ac.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-9142198509326873733</id><published>2010-02-09T14:16:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T16:44:10.872-08:00</updated><title type='text'>O quarto poder dançou (ao menos por enquanto)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S3H6SnglVBI/AAAAAAAAAGs/iaJwpRVSBzc/s1600-h/dunga7.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S3H6SnglVBI/AAAAAAAAAGs/iaJwpRVSBzc/s320/dunga7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436401422963135506" /&gt;&lt;/a&gt;Como já deixamos claro aqui, pouco nos importamos com a Seleção Brasileira de futebol - aliás, reformulemos a sentença: o que fazemos é torcer contra as Teixeiretes, sempre, e com ganas. Mas me vi obrigado a postar algo neste humilde blog para falar a respeito da onipresença de Ronaldo Gaúcho ($$$) nos noticiários de ontem para hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa fez um barulho desgraçado, dava como certa a convocação do "melhor da década", transmitiu ao vivo o pronunciamento do treineiro Dunga e... deu com os burros n'água. E o auê todo foi feito porquê? Porque queriam testar seu poder perante os chamamentos do "Big Kahuna" canarinho, nada mais do que isso. Queriam ver se, devido à campanha que empreendem, de forma suja e descarada, para que o jogador seja novamente uma "unanimidade" entre os torcedores (leigo ou apaixonado, não importa) e que seja o chamariz de audiência na Copa da África, logo ali, ele seria relacionado pelo anãozinho mudo na base do "boca-a-boca", na verdade um amontoado de lugares-comuns que todos repetem sem refletir, feito papagaios ainda mais irracionais que o bichinho verde. Essas corporações midiáticas, guiadas pela antevisão de um ou outro lucrinho em cada passo dado, acharam que bastariam os VTs ilusórios e a ferocíssima lavagem cerebral perpetrada pelos "especialistas" (que passou a fazer parte do inconsciente coletivo como uma dessas unanimidades extremamente perigosas, que levam fácil a decisões fascistas/arbitrárias/antidemocráticas) para que sua vontade de ferro prevalecesse. Eles, vejam só, ainda se vêem na posição arrogante de dizer que "o Brasil inteiro esperava" por Ronaldo Assis entre os 22 de hoje, para não explicitar escancaradamente os mecanismos escrotos que teriam levado à aberrante convocação. Aí, para fazer uma analogia com o pugilismo, tomaram um direto bem colocado no queixo - e o dia foi recheado de lamentações egoístas, em qualquer canal que você colocasse. Em cada "é uma pena que Ronaldinho não está na lista, pelo belo futebol que apresenta no Milan hoje", lia-se "é lamentável sua ausência, já que nosso poder de hipnose massiva foi subestimado justo por quem não devia". Tomem, idiotas. Por mais difícil que seja dizer isso, ponto para o treinador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, se Dunga mostrou que realmente assiste aos jogos do Milan e não se deixa enganar pelos maquiavélicos "melhores momentos" rossoneros exibidos nesse programas de meia pataca das TVs abertas e fechadas, precisará dar outra demonstração de culhão logo, logo. Isso porque, além da pressão dos "formadores de opinião" (ou seria melhor dizer "formadores de imbecis"?), existe algo que pode tornar insuportável a sua recusa em convocar o "astro": a Nike. A multinacional que patrocina o jogador, que, de uma hora para outra, e até explicavelmente (como já disse aí em cima e em outros posts, citá-la significa mostrar como as peças se movem nos bastidores), sumiu do noticiário quando o assunto é este craque tão requisitado, pode tornar-se o fiel da balança entre a triste falência de um modelo que muitos já consideram defasado e pouco "moderno", a convocação por mérito, e o sucesso do futebol de total assepsia e impessoalidade, administrado por engravatados que se importam, primordialmente, com o que tal sujeito possa atrair de dividendos às empresas que dele irão usufruir (sempre isso, sempre isso). Eles pagam, então são eles que instituem as políticas, não tem conversa. Olho no comportamento do sujeito - até mesmo porque, se acerta em um lado, pisa no tomate do outro: insistir com Felipe Melo é de uma teimosia ridícula e descabida, e isso somente para não ter de ser outro a deixar na mão essa sua valiosa "descoberta", eleito o pior da Itália há alguns meses... Realmente, torcer contra essa máquina de fazer sujeira é a única opção digna que nos resta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-9142198509326873733?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/9142198509326873733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/02/o-quarto-poder-dancou-ao-menos-por.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/9142198509326873733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/9142198509326873733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/02/o-quarto-poder-dancou-ao-menos-por.html' title='O quarto poder dançou (ao menos por enquanto)'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S3H6SnglVBI/AAAAAAAAAGs/iaJwpRVSBzc/s72-c/dunga7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3727101002837490679</id><published>2010-02-08T06:58:00.000-08:00</published><updated>2010-02-08T08:38:43.845-08:00</updated><title type='text'>Lá vem o sol</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S3AnnJQhmRI/AAAAAAAAAGk/-9equi_H1Go/s1600-h/sol_sorrindo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S3AnnJQhmRI/AAAAAAAAAGk/-9equi_H1Go/s320/sol_sorrindo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435888303689799954" /&gt;&lt;/a&gt;Não tenho encontrado grande disposição para postar nesse blog nos últimos dias, até porque os assuntos são sempre os mesmos, e tenho sentido não só o mundo do futebol (esse já faz algum tempo), mas também os meus próprios textos, dando volta em torno de si mesmos. Espero me reciclar para breve - e, enquanto isso, tudo corre à mesma no mundinho dourado dos quadriláteros verdes. O horror prevalece, e a maioria prefere mastigar esterco e dar risada, mesmo com a verdade a menos de um palmo de suas caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me animei hoje somente para pincelar, rápido, sobre um tema estúpido que, vira e mexe, toma parte dos noticiários: gente que reclama de jogar no calor. O digníssimo Fred, atacante do Fluminense, outro dia veio à TV dizer que acha "desumano" disputar partidas no fim da tarde carioca, a partir das 5, 6 da tarde. Qualquer um que jogue peladas nas praias do RJ, normalmente por tesão ao jogo, não importa o horário, não importa se com sol a pino, não importa se com a cara cheia de feijoada ou de pinga pura, por três ou quatro horas seguidas, se honraria de estar ali, no Maracanã, no lugar do 9 chorão ou de qualquer outro, mesmo se fosse derreter como uma vela - e o bonitão, do alto de seu salário de milhares de reais, ainda quer escolher os horários mais convenientes a si mesmo para exercer seu ofício. O futebol é uma profissão diferente, pois envolve diretamente essa paixão de fazer pelo seu time e torcida tudo o que for possível para obter vitórias e sangrar pelo escudo, não importam as condições. Quem torce quer se ver vingado ali, no gramado, daquilo que passa em sua vida cotidiana; por isso garra é essencial. Aí, chega um bebezão desses e usa como desculpa o astro-rei para eximir-se da responsabilidade... Tudo ao contrário do mundo real, no Playcenter futebolístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro lado da moeda: ontem, um zagueiro de um time de Minas desmaiou em campo, por conta de uma quase insolação - só que seu jogo transcorria às 11 da manhã. Como torcedor, sei que esse horário é um dos mais imbecis que já inventaram para a prática do futebol - mas, se já aceitaram como cordeirinhos as determinações das espúrias entidades conhecidas como "federações regionais", essas que tanto fazem para "lançar moda" e, assim, agradar a nave-mãe FIFA com suas incríveis "inovações" (quem sabe elas não se "globalizam" e passam a ser praxe em campeonatos europeus também?), porquê equipe e jogador (não podemos eximir a própria pessoa de tal encargo) não se prepararam de maneira satisfatória para encarar a sufocante jornada? O que é isso de colocar a vida de um atleta em risco em nome de puxar saco de manda-chuvas e de ganhar uma graninha das TVs UHFs/pagas que transmitem as contendas em tais horários? O caso de Fred configura-se como birrinha de jogador mimado; esse daqui, como pura e absoluta irresponsabilidade de todos os envolvidos, em nome da viciosa "nova ordem" que, coincidência ou não, já vitimou diversos futebolistas no exercício da função nos últimos anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3727101002837490679?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3727101002837490679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/02/la-vem-o-sol.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3727101002837490679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3727101002837490679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/02/la-vem-o-sol.html' title='Lá vem o sol'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S3AnnJQhmRI/AAAAAAAAAGk/-9equi_H1Go/s72-c/sol_sorrindo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-4904302078198986322</id><published>2010-01-29T18:12:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T18:13:59.579-08:00</updated><title type='text'>Entre tapas e beijos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S2OVpypTM0I/AAAAAAAAADY/vGep_g23fOc/s1600-h/2752.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; FLOAT: left; HEIGHT: 365px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432350120741122882" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S2OVpypTM0I/AAAAAAAAADY/vGep_g23fOc/s320/2752.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Se eu tivesse que separar, pela ordem cronológica, os sentimentos que guiaram os meus últimos quatorze anos deste vício – nos quais prevaleceu o grito de “ódio eterno ao futebol moderno” -, uma boa escolha seria esta: espanto, tristeza, ódio, desespero, dormência, incredulidade (e foi só aí que começaria a Ju-Metal, em 2001), incontáveis doses de espanto e ódio até que, por fim, apareceu o medo. O que estou começando a sentir, de um tempo recente pra cá, é uma mistura de um pouco de cada uma. O que excita ao “jogador” moderno está começando a me dar medo, assim como a leviandade impregnada na alma de um jogo controlado por botões, e não colhões. A certeza de quê não vou mais poder desfrutar do futebol, como sempre gostei, com liberdade. Percebam que não é uma escolha..., e sim, a única saída. Futebol ou nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao contrário do que muitos podem pensar, esta é uma ação guiada muito pelo amor. Porque o futebol é como um filho de cada verdadeiro torcedor: às vezes, nem percebemos, e estamos a cuidar dele, sem medir esforços materiais e espirituais - como fazem os pais. “Lutamos” por ele, ainda que as autoridades envolvidas usem esta expressão para, convenientemente, qualificar-nos de únicos “inimigos” – salvo os sentados, comportados, consumistas e vestidos com a camisa oficial mais recente da última semana do time (“E lá se vão mais cento e tantos reais pros cofres de nossos malfeitores!”). O outro lado da moeda, que escreve a estória do futebol de acordo com seus índices na Bolsa de Valores, finge que é cega, para disfarçar sua própria culpa. E para isso, precisa manipular os fatos, esconder a tragédia social por detrás de seu preconceituoso meio de vida. O bico não vai se abrir como obriga o juramento dos diplomados “especialistas” da TV. Que voz tem o verdadeiro torcedor, que não precisa de produtos do time para alimentar o amor abundante dentro do peito? Jogos de futebol são eventos públicos, onde as pessoas podem e devem se expressar e gozar da tal de democracia! O que a televisão não costuma qualificar, questionar, nem denunciar são ações tomadas pelo ódio, em nome da “paz nos estádios”, apesar do elevado potencial sensacionalista das mesmas. Nesta semana, decidiu-se por banir imagens de Che Guevara, tradicionalmente usadas pela torcida do clube Monte Azul, ferindo, assim, o artigo 5° da Constituição brasileira (chamada até de “Lei Maior”, mas que se encolhe perante a corrupção e parcialidade dos homens). Não cabe aqui discutir os pontos contra e a favor do revolucionário argentino, e sim a escancarada censura, imposta aos torcedores com requintes de AI-5! Pouco se viu na mídia sobre esta ilegal ação, e mesmo que ela fosse noticiada, sabemos que a forma como abordam temas desta natureza é sempre a mesma: com a opinião pública moldada como argila, a mídia faz sempre pesar a balança da justiça para o lado que paga suas contas. Nunca de forma honesta, pois ela está, junto com seus patrocinadores, amarrada no conglomerado de investidores abençoados pela boa mamma, a dona FIFA. Surreal a co-existência desta exclusão com a essência democrática do futebol. E se as mídias não conseguem remediar o caos, da prevenção dele certamente não ajudarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há crítica em relação ao comportamento dos atletas, desenvolvendo uma corrente de pequenas células deste grande organismo podre, que chamamos de futebol modernista. O ego inflado, daqueles que tem seus rostos estampados nos jornais ou nas telas de TV, faz sumir por completo a teoria dos mosqueteiros (“Um por todos, e todos por um!”) que se aplicava perfeitamente na prática futebolista. Daqui a pouco veremos algum “jogador” transando com a câmera, como fez Kurt Cobain, em 1993. O medo me atingiu durante o match entre Juventude e o time do Galinho de Quintino (o maior, depois de Pelé e antes de Giovanni), no momento em que as equipes se preparavam para os penais que decidiriam o classificado a próxima fase da Copa SP. Quando vi um time com as místicas iniciais que carregam os gaúchos da serra, jogando no Nicolau da Lapa, não tive dúvidas de quem sairia vencedor. E assim, claro, aconteceu, mas não sem um preço cruel a pagar por este pobre apaixonado que vos escreve. O primeiro constrangimento foi em relação aos fanáticos rituais religiosos que os atletas promovem, regados a choros e gritos aos céus, enquanto a bola continua presa aos gramados e a torcida às arquibancadas - tem horas em que eu ando confundindo os prélios com cultos de louvor a deus. E assim o veneno perambulou, a olhos nus, como uma seqüência de golpes nauseantes, injetado pela imprensa, quando o câmera-man forçou a passagem, a entrar naquele círculo de fé que os players desenham. Primeiro erro, pois isso existe para uma melhor concentração e união do plantel, e a mídia não tem nada que se meter no curso das emoções do jogo, de maneira alguma. O que vais a fazer um “profissional” do microfone ali no meio, senão um strip-tease, para relaxar a todos? Faça-me o favor! Só que era apenas a metade dos problemas numa situação como aquela. Assim que a telinha invadiu o terreno, incontáveis olhares e trejeitos simpáticos, e ávidos por ação ($), vieram dos jogadores, como se ela fosse uma puta se aproximando na escuridão de um bordel. O locutor principal do elenco falava com seriedade, com pinta de capitão, até aí tudo bem. Mas ao seu lado, outro garoto simplesmente não conseguia mais tirar seus olhos daquele objeto de consumo dele mesmo, e no final da palestra soltou seu “grito de guerra” para as lentes, e não para seus companheiros. Ali ficou claro que não havia energia sendo desprendida de um player para os outros, e sim transportada, numa viagem de ida e volta, para si mesmo. Me senti como no cenário do filme “Blade Runner”, habitado por astros do mundo pop: muita tecnologia, miséria, pose e tédio; pouca força popular, grandeza espiritual, espontaneidade e tesão – como no dia anterior a uma prova de matemática., com os mesmos calafrios, ódio e desejo de que não fosse real. Infelizmente, estas “pequenas” células continuam a aparecer, pois fazem parte (essencial) do todo que compõe a nova ordem do futebol, que é o lucro – e, acreditem, nesta negociação o valor maior adquirido foi o controle da paixão, pilhada daqueles que nunca vão vender o que é seu, os torcedores. E, se o que está li é uma câmera, porque esperar que os programas da hora do almoço falem mal desta nova “faceta” de suas transmissões cinematográficas? Eles ainda vão aumentar o valor do grito egocêntrico dos players, inaltecendo a “fé e disposição dos meninos”, vendendo para os consumidores otários uma arte opaca e nada douradora, como se transformou o futebol – vide a enxurrada de “super craques” que está voltando para a ralé terceiro-mundista, porque não agüentam a pressão na Europa, assim como a numerosa turma de “velhinhos” que continuam a achar espaço para jogar, mesmo na faixa de seus quarenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos que estamos a fotografar o caos do futebol, mas acho que chegou a hora de dar o exemplo contrário a esta ordem improdutiva, em que a mídia não pode mais criticar um meio controlado por ela mesma. Pouco significado terá qualquer desabafo se não vier acompanhado do exemplo bom, que não dá medo e, sim, esperança. Fatos que refletem a liberdade que se perdeu e os questionamentos que mantinham a qualidade da arte e do jogo. Quando eu preciso daquela dose de nostalgia para sobreviver, recorro aos tapes que citei no texto anterior, e também a minha coleção de revistas - na esmagadora maioria edições da saudosa Placar. E que boa surpresa tive quando, ao ler uma edição aleatória que pesquei na pilha do velho armário, percebi que o que estava impresso ali era o conteúdo que Bury e eu tentamos manter aqui nesse sítio eletrônico – com a mesma carga crítica em relação ao comportamento dos atores envolvidos no espetáculo, denúncias ao que feria a moral de todos, e muito paixão derramada nas matérias sobre os jogos da semana que passara. Claro, porque ninguém ali tinha o rabo preso como hoje; todos noticiavam com amor pelo jogo os fatos que, naturalmente, aconteciam, e ali estava a influência que fez minha geração crescer dependente química pela pelota, com senso aguçado do que pode ou não ser aceito – bem diferente do que deve ou não ser aceito, que a nova ordem aplica. E a escolha não foi coincidência, pois qualquer outra edição daqueles idos transbordaria a mesma energia positiva e agradável ao leitor. Aquela era a regra que refletia no campo, nas arquibancadas, e até mesmo na televisão. Pretendo, pois, transcrever algumas passagens desta edição, durante as próximas publicações minhas aqui. Portanto, é hora de comparar, desfrutar e lutar – sem medo, sem mais o que perder. Provavelmente o fiz influenciado pelo som da banda Slayer – que estava a ouvir enquanto escrevia -, mas me esqueci de que o contingente ainda favorece os comerciantes do legado de Charles Miller. E sei que, para adentrar o nosso lado, as pessoas terão que passar por muitas decepções, até desejarem lutar pelo que é seu, com prazer e honra – nunca coagidas ou constrangidas. Veremos até quando suportarão aqueles que ainda não acordaram para a realidade – e que o façam bem longe dos sofás, e bem perto do cimento! Aguanten!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Em 1996 (sim, foi naquele ano, eu juro!) eu vi pela primeira vez um clássico maior de meu estado natal (Corinthians versus Palmeiras) ser disputado em Presidente Prudente. Hoje, até mesmo o áspero Gre-nal está curtindo uma rentável e plastificada caravana pelo interior gaúcho. A descaracterização das culturas (futebolística ou não) é outra arma venenosa da nova ordem. E como afirmou Bury, os exemplos sempre frutificam - bons ou ruins. “Tradição? Báh! Pensamento ultrapassado! Money? Show me, Yeah!” O tempo, realmente, se transformou em dinheiro. &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-4904302078198986322?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/4904302078198986322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/entre-tapas-e-beijos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4904302078198986322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/4904302078198986322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/entre-tapas-e-beijos.html' title='Entre tapas e beijos'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S2OVpypTM0I/AAAAAAAAADY/vGep_g23fOc/s72-c/2752.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-1229206057512290173</id><published>2010-01-27T12:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T20:32:04.618-08:00</updated><title type='text'>A volta dos que já vão de novo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S2CwVnxgopI/AAAAAAAAAGc/W4Re9uizCBQ/s1600-h/safadeza.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S2CwVnxgopI/AAAAAAAAAGc/W4Re9uizCBQ/s320/safadeza.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431535036109202066" /&gt;&lt;/a&gt;Um de nossos personagens favoritos retornou aos noticiários com força total nos últimos dias: Robinho. Obviamente, não por aquilo que ele produz em campo (ou seja, nada), e sim por um hipotético retorno ao Santos FC, notícia que encheu os brasileiros com a esperança da recuperação do "craque" para a Copa da África, logo ali. O acerto é esse mesmo: usar o Peixe como se fosse um spa ou uma clínica de recuperação de toxicômanos, para depois devolvê-lo a solo europeu pronto para a glória de tornar-se, enfim, o "melhor do mundo" (palavras do próprio, mas a ironia inerente às aspas é nossa). O jogador alardeou seu desejo de voltar ao "clube de coração" em diversas entrevistas telefônicas dadas no passado fim de semana, e muitos compraram seu discursinho humilde e "realista". Diziam que lá ele está "triste" (nunca mencionaram que o clube, que investiu fortunas em alguém que só sabe choramingar, fazer beicinho e ficar de mal do técnico e dos companheiros, e a torcida, que tanto esperou do cara e nada obteve em troca, o estão mais do que o atleta), e que aqui ele recuperaria a "alegria de jogar" (alguém que ganha cerca de um milhão de reais por mês ser mimado dessa maneira é coisa de dar mal-estar a todos os que trabalham para ganhar a vida - aí está você que não me deixa mentir). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, amiguinhos: o "rehab" tupiniquim pode receber mais um com futebol enfermo, alguém que por aqui ficará até sentir-se em condições de retornar à Disneylândia para ganhar um presentinho do Mickey Blatter na Suíça, em algum fim de ano por aí. Todos que rodeiam Robinho fazem o possível para mantê-lo em seu mundinho de algodão doce, e sua palavra, mesmo que estapafúrdia, torna-se ordem, sem questionamentos. Fez feio no Real Madrid? Sim, mas é porque não te deram valor lá. Não jogou nada no Manchester City? Ah, essa torcida não te merece... Vai voltar pro Santos? Poxa, se não passarem a mão na sua cabeça, a gente se manda para qualquer outro lugar (tomara que seja o Barcelona). Claro: não querem perder a faustosa boquinha. Os que retransmitem suas declarações só pensam no fato de darem um furo de reportagem antes dos outros, e dane-se a ética e a vergonha (lembram-se que, no ano passado, chegaram a noticiar que o Milan tinha interesse no Obina? Hahaha!). O torcedor, estacionado em seu piloto automático clubístico, diz: "se guardar alguns gols pelo meu time, pode fazer o que quiser". Não tá nem aí se a esquadra para a qual torce vai ser usada como um cotonete, para limpar a sujeira pregressa de seu novo contratado. Todos os envolvidos com o futebol, hoje, são verdadeiras ilhas, poços de egocentrismo cheios até a boca, sem interesse com nada que não seja alguma vantagem para ser colhida dali a pouco - e o comportamento do ex-7, agora 10, se nos é mostrado como algo "normal", é porque todos os que lhe dão suporte não fazem diferente. Se merecem. Diga-me para quem torces, e eu te direi quem és, muchacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ah, sim: parabéns aos empresários do SPFC, que faturaram a Copinha SP com suas atuações decisivas sem entrar em campo. Aos outros, resta tentar uma vaguinha no time do Barueri para o próximo "Brasileirão".)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-1229206057512290173?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/1229206057512290173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/volta-dos-que-ja-vao-de-novo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1229206057512290173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/1229206057512290173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/volta-dos-que-ja-vao-de-novo.html' title='A volta dos que já vão de novo'/><author><name>Bury</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17907715466069455084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/Sx0hrgwHpyI/AAAAAAAAAFI/NVH7n3Q9DCA/S220/Mike.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S2CwVnxgopI/AAAAAAAAAGc/W4Re9uizCBQ/s72-c/safadeza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-466133960863656819</id><published>2010-01-24T10:22:00.001-08:00</published><updated>2010-01-25T18:21:51.058-08:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a prostituição: estamos mesmo falando de futebol?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1yRMqZOpUI/AAAAAAAAADQ/d6gSrYkTDu8/s1600-h/1303625-8604-ga.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430374897426539842" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1yRMqZOpUI/AAAAAAAAADQ/d6gSrYkTDu8/s320/1303625-8604-ga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1yQ7LLXwJI/AAAAAAAAADI/tJh64we1CrE/s1600-h/1303625-8604-ga.jpg"&gt;&lt;/a&gt;O ano de 1996 foi fatídico para a história do futebol, pois ali se inaugurou (estruturalmente) a era em que o dinheiro é mais importante do que o jogo em si. Hoje, vemos um tipo de esporte absolutamente plastificado, que segue na marcha contrária às forças que o transformaram em uma paixão popular de proporções únicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E exatamente por ter sido arrancado do povo, os poucos que se encorajam para denunciar sua falência são os torcedores – aqueles que não estão ali para nada mais, além de viver essa paixão. Daí surge um (inevitável) inconveniente na luta contra esta nova ordem, pois poucos são os adeptos com mentalidade aguçada o suficiente para, temporariamente, abandonar o clubismo e se dedicar ao combate contra aquilo que está verdadeiramente matando os clubes, vendendo suas histórias e prostituindo suas celebrações. Não culpo totalmente aqueles que não o fazem – o torcedor é o que mais sofre, abre mão de outras coisas por ele, mesmo sendo (ou exatamente por ser) o que mais ama o futebol. As denúncias destes, geralmente, se limitam aos problemas e deficiências de seus times e de suas vidas como torcedores. Aqui no Brasil, as coisas são diferentes do que acontece lá fora. Raramente vemos algo como as torcidas italianas fizeram, quando um torcedor da Lazio fora morto por um disparo policial e todas as demais paralisaram seus jogos, protestando juntas por uma causa comum. Lamentavelmente, esta mentalidade ainda está engatinhando por aqui. Mesmo assim, é fato que a “mera” luta pelo clube e por si próprio já sufoca qualquer um. Aqui, igual lá, não são poucos os demônios que se enfrenta a partir dela: jogadores milionários que não conseguem mais ficar de pé em campo; preços astronômicos de ingressos para vê-los assim, enquanto o salário do torcedor comum não paga nem sua condução pública; abuso constante das autoridades; falta e distorção de informações por parte da mídia, que se limita a promover o “show do esporte” enquanto o que vemos é um festival de erros premeditados e decisões parciais, etc. São reivindicações justas e urgentes, sim, mas que representam “apenas” a ponta do iceberg chamado de futebol modernista. O exemplo inglês da “limpeza” nos estádios, os contratos “sujos” que se proliferam e ganham, através de sua banalização, a cara de “única saída possível”..., tudo isso, e muito mais, depende de uma resposta adequada dentro das quatro linhas. E a Gênesis da negação às ilegalidades cabe àqueles que, hoje, parecem muito bem domados pela fera moderna. Os primeiros guerreiros a dar a resposta correta contra o errado deveriam ser os jogadores – e sabemos que, com a classe moldada pelo individualismo como tem se mostrado a atual, dificilmente deles sairá uma solução a favor do coletivismo, imprescindível ao futebol. A fonte e garantia de sucesso de todas estas mudanças catalisadas a partir de 1996, é a morte do jogo em si. O que houve não foi um processo evolutivo e natural, como em diversas ocasiões viveu o futebol - e, vale lembrar, em nenhuma delas a paixão fora vendida, mesmo quando os envolvidos já ganhavam milhões por ano. A mais célebre mudança, talvez, tenha ocorrido entre o fim da década de 1960 e inicio da seguinte, simbolizada pela seleção holandesa, pelos laterais que avançavam, os ponteiros que marcavam e o desprendimento (quase que) definitivo ao espírito amador. Mudanças radicais para Zizinho, Di Stéfano ou Kopa, mas que não isolaram a arte do jogo: ainda viriam muitos Zicos, Kempes e Platinis para honrá-los e nos fazer delirar. O que estamos vendo nestes últimos anos é uma regressão, a substituição da técnica pela força estabanada, a regra da mediocridade servir de parâmetro e, claro, o silencio ditatorial imposto à massa. O clubismo pode cegá-la de tudo isso, ainda mais quando ela continua a carregar troféus de campeões, é bombardeada constantemente por contratações pirotécnicas – quem vai reclamar da única alegria que uma vida miserável lhes dá? Falar desta falência é seguir uma trilha solitária, tortuosa, porém necessária e gratificante. Para complexidade e polêmica, o melhor remédio é começar pelas bases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, seria preciso escrever um livro a respeito deste complexo tema, para expor todos os argumentos e explicitar os fatos. Mas alguns exemplos estão aí, bem visíveis a todos, e podem servir de pavio, explodindo o ódio necessário para engrossar o caldo anti mercantilista no futebol. Refiro-me à patética Copa SP para aspirantes, que outrora servia como um perfeito prato de entrada para as temporadas do futebol tupiniquim. Hoje retiro a expressão “aspirante”, visto que a boleiradinha, farejando dinheiro como rato fareja queijo, já se apresenta pronta, embalada e ensinada a se encaixar no protótipo do jogador moderno. Comprometimento com os clubes se vê raramente, nem mesmo quando exibem as novas comemorações da moda, enjoativas e plastificadas. Do coraçãozinho do Pato, ou a batida de homem-macaco no peito, como se dissessem “eu sou foda!” para as torcidas, mas que parecem muito mais direcionar a mensagem para eles mesmos. Logo vemos um sinal de quão desfigurado está o espírito do jogador, pois o futebol sempre abriu suas portas para todos: os vaidosos (Heleno de Freitas), os maloqueiros (Serginho Chulapa), os elegantes (P.R.Falcão), os malucos (César), os fanfarrões (Dadá), os religiosos (Muller), os politizados (Afonsinho), os favelados (Viola), os diplomados (Marcelo Djian), os doutorados (Sócrates), etc. Hoje, vemos um desfile dos vaidosos, escondidos atrás de seus carros luxuosos, seus celulares congestionados, seus cortes de cabelos iguais e suas máscaras de celebridades. Não importa se sua origem for pobre ou rica, se for preto ou branco; com o sucesso, todos vestem a mesma carapaça moderna e consumista. Não é só o torcedor que se depara com regras e limitações de suas atuações nos estádios; o jogador que não entra nesse perfil já sai, de cara, em desvantagem aos que o fazem - muitos por uma osmose, cuidadosamente elaborada, pelo meio de vida que absorve tudo, inclusive o futebol. E apesar de suas similaridades por fora, o senso coletivo parece totalmente cooptado pelo amor próprio, realçado pelas mil cores diferentes de chuteiras entre os 22 jogadores em campo. E quando a bola rola, o buraco parece sumir nas profundezas mundanas, porque com vaidade ou sem, não se vê nem sombra do futebol de um Heleno. Do ar puro à masmorra. O jogador de futebol é o que goza de maior liberdade, dentre todos os desportistas, de todas as modalidades já inventadas pelo homem e, também por isso, este esporte se tornou tão irresistível e acessível - qualquer um em campo podia correr em todas as direções, ficar o tempo que pudesse com a posse de bola e desfrutar de suas infinitas possibilidades. Hoje, o desenho do jogo está ficando quadrado, as movimentações e dribles repetitivos, pouco espontâneos e a liberdade parece ter sido enxugada à força. A autoridade exercida pelos árbitros tem um papel cada vez mais fundamental no decorrer das partidas, contrariando a qualidade mais bela que esta classe sempre teve: a da neutralidade e da “invisibilidade”. O melhor árbitro é aquele que não se vê em campo, nem se nota sua presença, e mesmo assim o jogo (conturbado ou tranqüilo) transcorre normalmente. Hoje, vemos um círculo vicioso, onde o jogador já sabe que basta se atirar, deliberadamente, ao solo para que a falta seja marcada e o jogo uma vez mais paralisado, tornando-se chato, medroso e lento; a arbitragem não se faz respeitar mais, é facilmente ludibriada pela intocável razão das opiniões dos investidores e não mexe um só dedo pra fazer cumprir a regra deste jogo viril por natureza - não por coincidência vivemos a era dos erros grosseiros inundando as jornadas semanalmente. Abdicados da paixão e obedientes as mudanças, eles marcam um pênalti atrás do outro em lances que não configurariam falta no golfe ou no críquete. As transmissões destas vagarosas partidas parecem aquelas da NBA, onde mais se via comerciais do que bola rolando, ou quicando, no caso. Vemos claramente, que nesta nova ordem reside um dos truques da mudança do jogo: é a autoridade ditando seu ritmo, apoiada nas milionárias jogadas de marketing, devidamente divulgadas pela mídia - como afirmou a Nike, “temos que dizer não ao carrinho”. Os cartões são distribuídos a qualquer um que desfira um deles, na bola ou não, e se o jogador “atingido” cair, gritar e olhar pro árbitro com cara de choro, pedindo sua resposta, a autoridade se faz presente, em lances constrangedores de se assistir. Não se pode mais questionar o árbitro em campo, não se vê mais jogador discutindo com eles – a nova geração sabe muito bem acatar suas estúpidas decisões de bico calado, porque senão, leva cartão também, como aquele golpe com a régua na palma da mão dos professores de outrora. Não se trata de combater jogo violento, coisa de que o futebol não precisa (pelo contrário, se alimenta dele). O negócio é padronizar o jogo, porque no descontrole emocional quem sabe vender são os ambulantes dos calçadões, não estas empresas polidas e educadas que mandam no futebol. Publicidade, planejamento e investimento se tornaram vitais para o futebol, assim como uma leva de homens engravatados especializados nestas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda esta covarde passividade não vai, nunca, ser criticada pelos hilariantes homens dos microfones, porque suas emissoras fazem parte destas mesmas empresas – outro círculo vicioso e autoritário, pois não há mais um canal televisivo gozando de plena liberdade de expressão neste meio; ou você faz parte da turma, ou está fora de jogo! Não é coincidência que na última década, uma porção de “pára-quedistas” caiu no meio jornalístico esportivo. Entendedores natos de locução, humor, drama, culinária, estatísticas, qualquer coisa menos futebol. Porque é difícil convencer um Sílvio Luiz a se adaptar a estas mudanças, embora muitos, da mesma época e espírito, não suportam a pressão e embarcam na nova tendência, engordando suas contas bancárias. Indubitavelmente, eles concordam com todas as decisões dos árbitros e com todas as tentativas dos jogadores de parecerem espertos e bonitinhos na tela, mesmo quando discordam! Num jogo entre Vasco da Gama e um time de Sorocaba, pela Copa SP, assim que (azarado) coloquei no canal e o replay mostrava que o time do interior ganhara de presente um penal absolutamente inexistente, um dos “especialistas” afirmava: “não foi nada, mas foi mais do que o anotado para o Vasco da Gama, minutos atrás”. Faz-me-rir! Isto é como dizer que um político é menos corrupto por roubar menos do que outro, e ainda aplaudi-lo por isso. Imaginei o que poderia ter sido o outro lance então, talvez um sopro do marcador! E um segundo antes da cobrança, o “narrador” ainda gritava o nome da mãe do garoto, que seria homenageada no gol. O time dele ainda precisa de mais um tento para sobreviver na competição, mas o mancebo-propaganda de si mesmo correu até o lado de trás do arco para desferir seu merchandising na tela da câmera. Inaceitável chamar isso de amor, menos ainda concordar com tal “homenagem”, quando seu time depende do tempo que você gastou posando para o seu ego, enquanto seus torcedores e seu dever ficam em segundo lugar. Duvido que alguém, em sã consciência, queira um player com essa mentalidade no seu time. Isso acontece graças à nova ordem do futebol: quando alguém que trabalha no futebol (jogador, dirigente, cronista, árbitro, torcedor, etc) coloca um centímetro à frente de importância qualquer outra coisa, senão a paixão. Exatamente por ser uma atividade passional ao extremo, o futebol obriga seus atores a um comprometimento igual ao sexo. Se você estiver fazendo sexo, e pensar mais em outra coisa do que naquilo, dificilmente vai dar certo. A mídia sempre faz questão de incluir o sentimento apaixonado e emotivo nos comerciais, imprimindo na tela cenas que nem são possíveis de acontecer na vida real dos torcedores, como bandeiras e fogos (no caso aqui da terra de Capez, São Paulo, há mais de 14 anos). Mas na hora da verdade, de fazer acontecer, defendem o lado oposto, da razão monetária e “profissional”. A profissão do futebol tem em seus pilares a paixão incondicional, e qualquer um que não estiver assim envolvido, certamente está no lugar errado. Maior do que o respeito pela individualidade de cada homem que trabalha com a pelota tem de ser deles pela paixão e tradição dos clubes e torcidas. Há décadas que os jogadores sonham com a estabilidade financeira, mas foi a partir de meados de 1996 que esta máxima assumiu papel primordial (mesmo que por uma margem de “apenas” um centímetro) nos sonhos e decisões dos futebolistas. Por isso, a garotada voa para as câmeras, vendendo seus sorrisos, mesmo com seu time derrotado no placar. Que época doentia estão construindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo cristalino: a quantidade de defensores que, solenemente, isolam a bola pela linha de lado, sem ao menos tentar devolvê-la ao ataque, mesmo quando não estão pressionados pela marcação e outras opções estão disponíveis. Os estádios vinham à baixo quando isso acontecia – o que era raro – e o cidadão que demonstrassem tamanha falta de categoria, vestindo sua camiseta, virava alvo de pura fúria dos torcedores (na verdade, até mesmo os contrários eram achincalhados por isso, mesmo que seu time tivesse o direito à reposição lateral). O que se vê hoje, além do ridículo de comemorarem estes lances como se fossem gols, é a banalização desse declínio; alguns até o fazem com “elegância”, posando de um Miranda da vida, implorando aplausos do público e a atenção de algum “atento” olheiro do Milan, do Real Madrid ou do Chelsea. Portanto, a questão mais complexa (além de demonstrar o lado real dos fatos distorcidos através da televisão) é reagir ante esta atitude fracassada e consertar o defeito. O que mais vão esperar acontecer? Porque só está faltando que a bola fique quadrada e que o contato entre jogadores seja (definitiva e oficialmente) banido do futebol. A proporção e contingência têm vital importância em qualquer luta a ser travada, e são duros os caminhos pela frente. Para que o povo, unido, não seja vencido pelo veneno do futebol mercantilista é necessário que as massas acordem, e não aceitem pagar ingressos a ¼ do salário mínimo para ver seu time; ou que o façam, mas lá dentro do estádio reajam, protestem, demonstrem sua indignação. De qualquer jeito, há um sacrifício a ser cumprido, como se abríssemos mão da paixão para poder salvá-la. O futebol sempre foi (e assim o será) muito mais sobre ganhar ou perder um jogo, e sim como vivenciar os dois com dignidade, honra e mérito. Por isso os jogadores corriam desesperados, atrás da bola no fundo do arco, quando seus times estavam perdendo – porque se importavam, de verdade, com a torcida, com o clube ou (que fosse) com seu próprio orgulho, e não imagem. Um exemplo do outro lado da moeda se viu no início deste ano, no Uruguai, onde se realizou um torneio entre seleções juvenis. Brasil e México chegaram à decisão e árbitros locais, não credenciados pela FIFA, foram as autoridades em campo. Viu-se, ali, um sopro do que fazia a velha e boa escola, respeitando as regras, cobrando e fazendo pouco caso do afrescalhado melindre dos garotos. Não sei se a recente seqüência de derrotas dos amarelos para os mexicanos (na categoria profissional, incluso) adicionou mais tempero caliente. O fato é que, logo, os brazucas, mal acostumados com a "velha ordem", pareciam perdidos no gramado e os verdes saíram campeões. Os microfonados também pareciam incomodados com o que se passava, qualificando de “péssima arbitragem” aquela que, por hora e meia, me fez lembrar as que eu via por aqui nos estaduais de 1988, 1991 ou 1993 e que, ironicamente, não parece ter parado no tempo do futebol. Me senti profundamente incomodado quando, nos minutos finais, a transmissão fechou um (venenoso e nada subliminar) close no escudo da federação uruguaia, no peito do bandeirinha: “não se preocupem, consumidores da bola que estão a ver este estranho jogo. Isto não é futebol. É apenas futebol uruguaio!”, era a mensagem que jorrava. A ficção parecia realidade, com uma justificativa para aquilo que saiu de um lugar comum (podre, porém, muito lucrativo). Só que o futebol sempre foi o lugar para o incomum, o diferente, o inesperado; não há a necessidade de moldá-lo para vendê-lo, ele se vende por si só para aqueles que o colocam um centímetro à frente de qualquer outra coisa. E aí reside outro problema: como vender milhões num jogo, sem antes padronizá-lo, amansá-lo e torná-lo um jogo previsível e controlável? Bem amigos, estamos falando é de capitalismo, mercado, business! Como não suporto tal tema, volto correndo para nosso querido soccer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1996 – meses antes do início do fim – o cineasta Walter Salles lançava o seu documentário “Todos os Corações do Mundo”, sobre a Copa dos Estados Unidos. Não sei se o diretor tem algum parentesco com Rubens Salles (histórico player do extinto Paulistano e autor do primeiro gol oficial da Seleção Brasileira, em 1914), mas a peça é tão genial que fez com que meu amigo Bury e eu – cheios de espinhas na cara – repetíssemos a jornada ao cinema para absorver a emoção daquela estória que (apenas) parecia ficção – com a arrepiante cena de Roberto Baggio encarando Romário no túnel dos vestiários, antes da decisão em L.A. A apaixonante obra serviu de inspiração para meu velho, que resolveu gravar todos os prélios do Mundial seguinte, para depois editá-los – como se fora uma versão caseira de “Todos os Corações...”. Não conseguiu lograr êxito nesta tarefa, mas, no fim das contas, seu ato não se mostrou inútil. Há anos que rever alguns matches dessa coleção serve como analgésico para minha dependência química ao futebol. Não que eu a abandonasse caso o futebol ainda me alegrasse, até porque em idos de 1992, por exemplo, eu passava horas revendo tapes antigos e curtia em igual o que se passava ao vivo. Nunca vou me cansar da genialidade de Brian Laudrup, Dennis Bergkamp, Lothar Matthaus ou Dragan Stojkovic. As diferenças técnicas entre o que mostram estes VT’s e os embates de hoje chegam a ser assustadoras – mesmo para quem acompanhou todo o processo degradatório (da arte pelo dinheiro). Aquela foi a derradeira geração que não colocava um centímetro à frente da bola e, por isso, eu os saúdo! Ali estavam jogadores que disputaram copas na década de 1980, assim como a fantástica geração da ex-Iugoslávia, a Argentina de “huevos e locura”, a Alemanha que dava medo (menos para os croatas, na ocasião, claro), enfim, ali estão aqueles que honraram Zicos, Kempes e Platinis e que podiam fazer você sonhar. Ainda que, pessoalmente, já estivesse há dois anos sentindo o veneno da nova ordem, ela ainda rastejava pelos becos e não tinha força suficiente para derrubar a magia de um Mundial – até que o tempo, a sedução das propagandas e a manutenção da alienação das massas nos empurrasse até o (mais do que) esquecível mundial seguinte. Claro que para quem tinha acompanhado a Copa do México (1986), o nível ali já não era o mesmo, muito menos para aqueles de mais experiência, de tempos mais longínquos ainda: “a FIFA deveria rever a decisão de aumentar para 32 times na Copa do Mundo, porque o nível de alguns jogos está muito baixo”, assim falou Casagrande no início do match entre Dinamarca e África do Sul. Ele estava mais do que certo, os sinais estavam piscando um vermelho satânico e parece que pouca gente deu ouvido ao velho Casão. Num casual encontro em Congonhas, em 2004, o avante da democracia corintiana demonstrou toda sua inquietação em relação ao uniforme todo branco de seu ex-time (“aquilo é o Santos, não o Corinthians!”) – imagino a opinião dele aos fardamentos que estão usando hoje! Eu sabia que questões contratuais impediam o jornalista Casagrande de dizer para o público o que o cidadão (em carne, osso e alma) havia me confidenciado. Esta censura às opiniões no futebol é fruto da nova ordem, e aos que são calados à força (como o Casão e os verdadeiros aficionados sabem) resta seguir a trilha angustiante, onde somos nós contra o mundo, realmente. E não é mais apenas sobre futebol esta luta. O futebol segue as tendências da vida, certo? Pode ser, mas ele se manteve intacto em sua essência, mesmo ao atravessar Guerras Mundiais, Frias e as da fome: ser "do povo e para o povo", teoria cada vez mais distante da prática, nos campos dos cinco continentes. A chata e enfadonha “tendência” do mundo pós Nostradamus é vender a arte (além dos produtos primários, secundários e terciários) pelas ondas cibernéticas, viver numa única aldeia que prefere varrer seus problemas para debaixo do tapete a isolar o que fere a moral dos homens, que anseia os mesmos gostos, desejos, sons, programas televisivos, sonhos, medos, grifes, o desejo de se tornar (a qualquer custo) uma celebridade e produzir uma imagem que tenha valor através destas ondas e não da realidade – tudo com a marca do “sonho americano”, que venceu seu maior rival há vinte anos e reina sozinho a raça que não pára de se destruir. Para isso, o futebol ainda não encontrou antídoto que garanta sua sobrevivência e se encontra carente de resistência patológica, fazendo sangrar os pobres torcedores que, estúpidos, ainda se apaixonam pelo seu vício. E não serão os novos Dátolos, Robinhos e Cristianos Ronaldos que carregarão os espíritos gloriosos de Riquelmes, Rivaldos e Hagis. No fim, o que eles carregam é muito mais sobre qualquer coisa, menos futebol. Aguanten!&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1yQgSfZ8VI/AAAAAAAAADA/e6RnqzLRqEI/s1600-h/1303625-8604-ga.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-466133960863656819?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/466133960863656819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/ensaio-sobre-prostituicao-estamos-mesmo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/466133960863656819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/466133960863656819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/ensaio-sobre-prostituicao-estamos-mesmo.html' title='Ensaio sobre a prostituição: estamos mesmo falando de futebol?'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1yRMqZOpUI/AAAAAAAAADQ/d6gSrYkTDu8/s72-c/1303625-8604-ga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-6858349900894921367</id><published>2010-01-21T19:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-21T19:38:29.938-08:00</updated><title type='text'>O medo é a chave</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1kc9fOnK2I/AAAAAAAAACw/IHH9Tx7G6bc/s1600-h/kleber.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 292px; FLOAT: right; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429402668452227938" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1kc9fOnK2I/AAAAAAAAACw/IHH9Tx7G6bc/s320/kleber.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; Por incrível que pareça, garanto que não sou eu o culpado pela repetição desta data. Mas foi no catastrófico ano de 1996 que eu vi pela primeira vez um time de futebol reter a bola num dos cantos do campo, para garantir um título sem jogar futebol e, pior, impondo a covardia ao mesmo – no caso, as garotas dos Estados Unidos, nas Olimpíadas de Atlanta. Foram quase cinco insuportáveis e ininterruptos minutos onde meu espírito se encheu de ódio, porque era claro que aquilo vigoraria, e nem sequer deveria existir – como muitas outras sombrias novidades viriam a partir dali. A covardia reina no mundo do futebol. Antes o que contava era a superação, a força, valentia e o espírito de grupo; hoje, isso foi alterado para o medo, a fraqueza, a choradeira e o individualismo. Os vícios relacionados ao futebol modernista são de ordem do segundo grupo. Em pleno ano de Copa do Mundo, o "país do futebol" abarrota seus campos com elementos técnicos de jogo de envergonhar quem viu Márcio Bittencourt, Pintado e Carlinhos jogar. Com a devida complacência dos árbitros e corroboração dos microfonados, algumas cenas já passaram de qualquer limite imaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas é o artifício da “paradinha” nas cobranças dos penais. Tornou-se quase que regra recorrer a ela, inclusive por celebrados e consagrados “craques”, como fez Fred neste domingo para vencer o goleiro banguense. Antes de pensar em enfiar o pé na bola, ou colocá-la com maestria no ângulo, ou no canto do arco, a grande maioria adota o recurso – que deveria ser exclusivo de situações emergenciais – como garantia de sucesso frente a um arqueiro já batido de ante-mão e que ainda serve de cereja no bolo para os circenses programas televisivos de baixa categoria, como o tal de “É Gol”, do SporTV. Demonstrar tamanha falta de confiança sempre foi um sinal negativo para um player. Hoje, sempre há um jeito de mascarar estas deficiências através do espetáculo. Outra coisa insuportável é a proteção da bola feita por defensores numa disputa perto da linha de fundo. Também assimilada como melhor saída, o que se vê na verdade é uma obstrução clamorosa dos que estão com a bola à frente. Não importa se o atleta de trás complete um círculo em volta do marcador, este segue a sombra do adversário, impedindo-o, assim, de qualquer movimentação, de jogar. Os zagueiros nestes momentos parecem se esquecer da própria pelota, abrindo os braços para impedir os contrários de alcançá-la. Em praticamente todas estas situações, o árbitro anota falta daquele que continuou jogando pela bola, e privilegia o infrator, porque a ordem de hoje é anular a raça, o suor e a loucura de quem não desiste. Claro que todas estas decisões coincidem com a covardia dos microfonados que se utilizam de expressões pífias como “tentou forçar a passagem”, ou “empurrou claramente com os dois braços” para justificá-las. São vários outros elementos que escancaram o apodrecimento da luta e o engrandecimento do medo em campo e (garanto, porque acompanhei o nascimento destes vícios) não existiam na época em que dividida se ganhava com os ombros – para o deleite das torcidas - e os pênaltis se convertiam com o “fuego”, que citou o “Kaiser” Passarella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fica evidente que a covardia é uma das chaves mestres para o sucesso no futebol, você passa a não se surpreender mais quando um atleta mega milionário, paparicado, que há anos a fio vem pipocando frente aos desafios mais duros, já recebe a benção de todos para que volte à Seleção Brasileira, depois de “humilhar” o “lanterna” de um campeonato. Um jogo, uma imagem, mais uma ressurreição – em nome do lucro, nunca da arte. Jogadores de futebol, seguindo o exemplo “vitorioso” das norte-americanas, e de seus ídolos mimados, não conseguem mais superar o adversário com a dedicação e capacidade; mais fácil do que isso é usar as vias corruptíveis e deformadas que a nova ordem criou. E como este é um processo que se intensifica sem parar, fiquemos atentos, pois pode ser que amanhã mesmo mais uma novidade faça sacudir o esqueleto de Charles Miller lá embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: o tal de Grêmio Barueri já estreou na sua “nova casa”, e o estádio “ultramoderno” que ainda levantam na sua ex-cidade natal deve servir, então, como o castelo do deputado Edmar Moreira, em Minas Gerais. E na camiseta, em meio às dezenas de propagandas, um desenho de um coração com os dizeres: “Obrigado Presidente Prudente”. Faz-me-rir! Aos que ainda levam a sério o futebol, deixem seus nomes nos recados que eu acendo uma vela por suas almas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-6858349900894921367?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/6858349900894921367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/o-medo-e-chave.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6858349900894921367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/6858349900894921367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/o-medo-e-chave.html' title='O medo é a chave'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1kc9fOnK2I/AAAAAAAAACw/IHH9Tx7G6bc/s72-c/kleber.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-3685663884308271999</id><published>2010-01-19T08:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T08:37:17.088-08:00</updated><title type='text'>O bom, o mau e o feio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1XeXDpsIgI/AAAAAAAAACY/p_yARv56ndI/s1600-h/Johan+Cruyff.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428489413563523586" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1XeXDpsIgI/AAAAAAAAACY/p_yARv56ndI/s320/Johan+Cruyff.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Quando Johann Cruijff pendurou as chuteiras, no início da década de 1980, dividia o meio campo do Feyenoord com o jovem craque Ruud Gullit – que, no fim de sua carreira, comentou emocionado sobre a temporada em que pode jogar ao lado de um ídolo genial, e o quanto ele pode aprender com ele. Agora que o mestre Giovanni voltou (e sem um Luxa da vida para pentelhar nosso saco), podemos rever um pouco do futebol que se foi. Logo na estréia, o maior craque do Barça-96/97 (empatado com Stoichkov, ok?) já deixou sua marca, numa jogada de habitual categoria e visão de jogo, habilitando para marcar o terceiro ponto santista seu pupilo P. Henrique (também do Pará, trazido por Giovanni para o Peixe e que, no nível atual, se coloca acima da média como jogador). Mesmo que por poucos instantes e citando a marcante frase do baixinho Romário, “hoje ‘tá mó baba jogar mermão!”, foi bom rever futebol, do jeito que o povo gosta! Necessitamos dessa dose de nostalgia, como afirmou Bury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o Wagner Love se mandou para o Mengão, para o calor do Rio, longe da frieza paulistana e dos atritos que aqui viveu. Depois de toda aquela novela (incluindo o enfadonho capítulo em que chegou a vestir a camiseta do maior rival), o avante voltou ao Palmeiras para ali ficar menos do que um ano, de muito amor e ódio. Ouvir, ainda no final do ano passado, uma figura da Traffic (que representa o atleta) dizer que não “havia mais clima para Wagner jogar pelo Palmeiras” me fez pensar. Então, os protestos sobre a qualidade do avante eram justos – como foram feitos, o nível de violência, tudo isso me parece mais um caso policial nesse momento. O futebol de Love justificou isso e sua saída, seu abandono do barco, mesmo com os “piratas malvados” atrás das grades, também deixou límpido o caráter do jogador e seu desleixo para com os torcedores (estes que são qualificados pela mídia de “apaixonados e contra violência”, e muitos deles podemos chamar de meros consumidores das novas marcas chamadas ainda de clubes). Estes, que ainda o queriam no time pelas qualidades que já demonstrou certa vez, foram tratados como trouxas no final da novelinha. Por que não ficar e provar para os “piratas”, os vândalos, que eles estavam errados e que ele merecia vestir a nove de Evair e César Maluco? Porque é muito mais fácil se mandar para a maravilhosa cidade olímpica, onde um duradouro “império de amor” o aguarda – pelo menos, até que uma possível queda na Libertadores faça acordar novos piratas, desses que estão “acabando com a magia do futebol”. O mau exemplo aí está, transvestido de comércio ambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o feio? O feio é ver futebol hoje em dia, puta que o pariu! Perder tempo assistindo campeonatos europeus, onde todos jogam a mesma coisa, e nenhum agrada. Lágrimas pesadas pelo legado que estão prostituindo eu derrubo. Aguante!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135078065991631323-3685663884308271999?l=antimidiafutebolclube.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/feeds/3685663884308271999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/o-bom-o-mau-e-o-feio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3685663884308271999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8135078065991631323/posts/default/3685663884308271999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antimidiafutebolclube.blogspot.com/2010/01/o-bom-o-mau-e-o-feio.html' title='O bom, o mau e o feio'/><author><name>Toro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06373720932167265112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/SjEt8zcMjBI/AAAAAAAAAAM/VF-sqQ8V1v8/S220/tattoo+maradooooooo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DaFpY84yBTM/S1XeXDpsIgI/AAAAAAAAACY/p_yARv56ndI/s72-c/Johan+Cruyff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8135078065991631323.post-2081594063735660933</id><published>2010-01-19T05:20:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T09:11:39.359-08:00</updated><title type='text'>O mundo maravilhoso dos VTs</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S1XTOoINbEI/AAAAAAAAAGU/7H_fBdQr05w/s1600-h/def_logo_betazoado.GIF"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gVDyAHbGQq8/S1XTOoINbEI/AAAAAAAAAGU/7H_fBdQr05w/s320/def_logo_betazoado.GIF" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477174108482626" /&gt;&lt;/a&gt;Não resta dúvida de que o sujeito disputou uma bela partida ante o Siena nesse final de semana... Mas, cá entre nós: uma pessoa que ganha mais de um milhão de euros por mês (fora as inacreditáveis cotas de patrocínio), que possui as mais nababescas condições de trabalho, veste a camisa de um dos maiores (senão o maior) clubes da Terra, é festejado como um dos grandes da história (sim, já vi listas que o colocam entre os principais jogadores de todos os tempos - e uma delas até David Beckham tinha, veja só a que ponto baixo chegaram os nossos "especialistas") e que a cada dia torna-se a aposta de todos, até mesmo entre os leigos, para trazer um pouco de brilho à seleção das Teixeiretes na Copa de 2010, não possui mais do que a obrigação (contratual e moral) de apresentar um bom futebol ante o lanterninha do campeonato. Aliás, não só isso: quem possui o que foi listado no início desse parágrafo deveria pegar um adversário fraco e esmigalhá-lo, mastigá-lo, transformá-lo em cinzas sem a menor piedade. Será que a inversão perpetrada pelo futebol moderninho permite que seus principais artífices exibam a classe que todos alardeiam aos quatro ventos tal pessoa possuir somente quando participam de jogos sem grande expressão, para, assim, serem consagrados com maior facilidade? Será que a situação dos "ídolos" encontra-se tão desesperadora que não se exige mais deles a superação de percalços, e sim glorifica-se a esse ponto chutar cachorro morto? Porquê o cara é incensado quando faz isso, e não é cobrado como deveria quando nega fogo em coisa importante? Quanta covardia... Estamos, ainda, no aguardo de uma boa exibição (veja bem você, pede-se apenas uma "boa" exibição, não mais o desequilíbrio, não mais a fenomenal atuação) contra um (um, só UM!) adversário de maior envergadura, para que consideremos tal jogador "reabilitado" para o esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto isso não acontece, nossos queridos narradores fazem a sua parte. O do Esporte Interativo (até hoje não sei o nome do cara, melhor assim) sempre traz algo a se destacar: sua gritaria histérica quando do quarto gol do Milan no domingo foi algo para entrar (pelos fundos, aos safanões com o segurança) na história de nossa crônica futebolística. Foi coisa de constranger, o escândalo que o cara fez. Senso de ridículo zero. Os antigos cronistas (os que vale a pena lembrar, claro) ajudavam a abrilhantar os eventos com suas palavras e voz; os de hoje querem arrancar a fórceps alguma emoção do que transmitem, mesmo que o mostrado não seja nada inspirador - e, quando não o conseguem, descambam para a patifaria explícita, chegando ao ponto até mesmo de falsear com seu discurso o que acontece em campo, como se o espectador não soubesse diferenciar o que vê do que ouve. Menos, rapaziada, menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' heigh
